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'Projeto pedagógico'

MEC promete tablets para professores da rede pública

Ministro Mercadante prevê um investimento entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões na compra de até 600 mil tablets

MEC promete tablets para professores da rede pública
Professores receberão cursos de capacitação presencial e à distância (Fonte: Reprodução/Terra)

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta quinta-feira, 2, que o Ministério da Educação (MEC) vai distribuir até 600 mil tablets a professores da rede pública urbana de ensino médio do país.

Posteriormente, o MEC pretende distribuir tablets para professores do ensino fundamental. Aos docentes serão oferecidos cursos de capacitação presencial e à distância assim que o equipamento começar a ser entregue, o que deve acontecer a partir do segundo semestre deste ano.

Aloizio Mercadante ressaltou que “a inclusão digital tem que começar pelo professor. Se ele não avançar, dificilmente a pedagogia vai avançar”.

Investimento de até R$ 180 milhões

Antes de serem distribuídos, os tablets receberão arquivos digitais com material didático. O projeto de aquisição de tablets começou na gestão do ex-ministro Fernando Haddad e também previa a distribuição destes aparelhos para estudantes. Mercadante optou por destiná-los apenas aos professores, por ser “mais seguro” e para dar “tempo de amadurecer o projeto pedagógico”.

O MEC prevê um investimento entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões na compra dos tablets. As aulas preparadas nestes equipamentos serão apresentadas por meio de uma lousa digital, que muitas escolas já utilizam.

Fontes:
Yahoo! - Mercadante promete 600 mil tablets para professores
Terra - MEC: professores do ensino médio serão primeiros a usar tablets

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2 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    O que me incomoda nesse tipo de ‘projeto pedagógico’ é que, sabendo como são as coisas no Governo deste país, isso parece muito mais pensado para superfaturar o fornecimento de ‘iTrecos’ que, talvez, sequer cheguem às mãos dos destinatários, e se chegarem, ninguém da equipe do projeto tenha lembrado de viabilizar aos usuários o acesso satisfatório à Internet (em termos de qualidade da conexão, e custo), sem o quê, qualquer computador/laptop/tablet não passa de uma ‘video-game’…

  2. Amadeu Pereira dos Santos disse:

    Há alguns anos, o governo vem tentando empurrar com a barriga a responsabilidade de melhorar a qualidade do ensino brasileiro. Mas o que tem feito até aqui, nada , ou quase nada acrescentou na melhoria da Educação no Brasil. A instalação de salas de informática nos colégios veio antecedida de grande alarde. Esperava-se que tal medida fosse trazer realmente grande benefício à aprendizagem, mas na verdade, foi uma decepção quase que total. O fracasso se deu principalmente pela maneira como a nova tecnologia foi implantada. O seja: as salas de informática foram montadas nas escolas, sem perguntar, sequer, se havia, ou não, quem soubesse trabalhar com os novos aparelhos. A desconfiança dos alunos em relação aos saberes dos “mestres” se acentuaram ainda mais. Cerca de 90% dos professores nunca tinham digitado uma palavra em um computador. Conclusão: em muitos colégios, sem uma orientação segura de como usar as máquinas em benefícios dos estudos, muitos alunos se debandavam por conta própria e passavam a pesquisar coisas que nada tinha a ver com os temas das aulas. Agora, essa idéia de que o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, vai distribuir até 600 mil tablets a professores da rede pública urbana de ensino médio do país, tendo o cuidado de oferecer antecipadamente, cursos de capacitação presencial e à distância aos docentes, parece corrigir o erro que aconteceu com os computadores. Mesmo assim, prevejo que esses tablets também não vão conseguir melhorar a qualidade decaída e decadente em que se encontra a Educação brasileira. De nada adianta gastar milhões com tecnologia se as cabeças mais privilegiadas continuarem fugindo do magistério como o diabo foge da cruz, por conta da pobreza salarial que só consegue atrair para esse campo de trabalho quem não pode se dar o luxo de pretender coisa melhor. Veja bem: Mesmo com oferta de milhões de bolsas para quem quiser ser professor, o interesse por essa profissão vai ficando cada dia menor.

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