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Com ódio ou sem ódio

Monteiro Lobato, Ziraldo e o racismo maluquinho

Um dos mais importantes cartunistas do Brasil, Ziraldo entrou de forma no mínimo atabalhoada na polêmica do suposto racismo de Monteiro Lobato. Por Hugo Souza

Monteiro Lobato, Ziraldo e o racismo maluquinho
A polêmica ilustração do Ziraldo que aparece na camisa do bloco 'Que m* é essa?'

No início do ano letivo de 2010 a prefeitura municipal de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, distribuiu para todas as escolas da sua rede municipal de ensino kits contendo, cada um, 107 livros infanto-juvenis: 84 de Monteiro Lobato, o célebre criador do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e 23 de Ziraldo, ganhador do prêmio internacional Hans Christian Andersen, o “Nobel” da literatura infanto-juvenil. A ação foi muito festejada. Afinal, não é toda criança ou adolescente no país que tem acesso facilitado à obra completa de dois dos principais autores brasileiros do gênero.

Hoje, um ano depois, o orgulho da administração municipal de Campo Grande com sua iniciativa está cada vez mais dando lugar a uma baita saia-justa. Primeiro, a obra de Monteiro Lobato foi colocada sob suspeição após a denúncia de que um livro do autor adotado nas escolas públicas brasileiras desde a década de 1990 contém elementos racistas. Agora, Ziraldo entrou na polêmica de forma no mínimo atabalhoada com um desenho em que ironiza as acusações de racismo dirigidas a Monteiro Lobato e com a explicação controversa que deu para a ilustração.

Uma breve cronologia: em outubro do ano passado, o Conselho Nacional de Educação recomendou ao MEC a exclusão do livro “Caçadas de Pedrinho” do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) devido a menções consideradas preconceituosas à personagem negra Tia Anastácia, ou pelo menos a inclusão na obra de uma contextualização sobre a mudança de mentalidade ocorrida na sociedade brasileira desde a época em que o livro foi escrito, na década de 1930, quando, ainda que mais de 40 anos após o fim da escravidão, o preconceito racial ainda era muito arraigado mesmo entre os círculos mais esclarecidos da jovem República.

O debate que se seguiu foi centrado em dois pontos: Monteiro Lobato poderia ser absolvido pelos preconceitos do seu tempo, ainda que seja considerado um homem à frente dele? E mais: a importância da sua obra poderia ser comprometida pela sua afeição à eugenia?

‘Racismo sem ódio não é racismo’?

Pois quando o debate sobre racismo e censura pedagógica envolvendo o nome de Monteiro Lobato já ameaçava esfriar, Ziraldo apresentou, há poucos dias, o desenho que fez para estampar a camisa de um bloco carnavalesco carioca chamado “Que m* é essa?”. A ilustração mostra Monteiro Lobato, com suas inconfundíveis sobrancelhas, abraçado a uma mulata de curvas salientes.

O bloco, que por tradição aborda em cada carnaval um tema polêmico do cenário político brasileiro, decidiu neste ano criticar o que seus organizadores consideram uma tentativa de censura aos livros de Monteiro Lobato. Ziraldo abraçou a ideia, ilustrou a camisa do “Que m* é essa?” e saiu-se com essa:

“Para acabar com a polêmica, coloquei o Monteiro Lobato sambando com uma mulata. Ele tem um conto sobre uma negrinha que é uma maravilha. Racismo tem ódio. Racismo sem ódio não é racismo. A ideia é acabar com essa brincadeira de achar que a gente é racista”.

A reação não tardou. A escritora Ana Maria Gonçalves divulgou uma carta aberta intitulada “Lobato, Ziraldo e a carnavalização do racismo”, criticando ferrenhamente a ilustração criada para o bloco “Que m* é essa?” e na qual pinça diversos trechos das obras dos dois autores que provariam o racismo subjacente a ambas. Quanto ao trabalho de Ziraldo, Ana Maria ressalta especificamente a “docilidade” e a “resignação” com a condição de submisso que caracterizam as histórias do personagem Menino Marrom.

Certa vez, respondendo sobre de onde veio a inspiração para o Menino Marrom, Ziraldo disse: “Eu estava olhando no espelho e descobri que eu era marrom. Descobri que não existe gente preta, existe gente marrom. Foi assim que nasceu o Menino Marrom”.

Caro leitor,

Você considera que a charge do Ziraldo representa de fato a “carnavalização do racismo”, como disse a escritora Ana Maria Gonçalves?

Ou você acha que Monteiro Lobato e Ziraldo estão na mira de pessoas “que veem racismo em tudo”?

Se racismo sem ódio não é racismo, é o quê?

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89 Opiniões

  1. Colly disse:

    Uma coisa e fato, 100% das pessoas que concordam que monteiro lobato nao era racista com certeza sao brancas e nunca passaram por nenhum tipo de discriminacao.

  2. Adauto Costa disse:

    Eu só sei que vou continuar lendo o Monteiro Lobato.

  3. Alexandre Marques de Medeiros disse:

    Atenção gente que vê racismo em tudo, vão arrumar o que fazer. Só existe uma raça, a raça humana. Se durante séculos os homens foram valorizados ou desvalorizados pela sua cor, hoje isso já era, estudem o “Projeto Genoma”. Outra coisa, hoje a grande discriminação é pela condição social e ela não tem cor. Já ouviram falar nas palavras etnia e anacronismo? Anacrônicos, vocês com essa conversa sem nexo não contribuem em nada para a melhoria do Brasil.

  4. Fred de Sanctis disse:

    O Ziraldo está certo. Quem leu Monteiro Lobato e viu racismo na sua obra confundiu “conhaque de alcatrão com catraca de canhão”.. O Brasil tem coisa mais importante com que se preocupar. O Lobato morreu em 1948 e se as crianças de hoje, que, em geral, não adquiriram o hábito da leitura, tivessem, pelo menos, lido a sua obra infantil, o Brasil estaria em muito melhor situação. Eu li toda a obra infantil do Lobato, bem como o meu filho a leu, e nenhum de nós é racista. Agora, tem muito racista por ai que nunca leu Lobato.

  5. jackson disse:

    Essas discussões sempre me dão nojo. São sempre os mesmos tipinhos de pessoas:
    -O branco, que dá opinião naquilo que ele não sofre, diz que o racismo não existe porque ele conhece um ou outro negro bem sucedido, mas não explica as estatísticas que dizem que a maioria dos negros estão nas classes mais baixas e passam mais tempo desempregados;
    -O negro, que não se valoriza, se faz de coitado ao invés de lutar, de se orgulhar do que é. “Sou negro, acho lindo ser negro, mas minha mulher é branca (coincidência!)”
    -O mestiço, que não tá nem ai pra história do país, não dá a mínima para as causas e consequências do preconceito racial, que sempre é uma pessoa sem cultura, que não sabe da história dos seus antepassados, e acha que não tem motivo discutir sobre isso.

    Para mim, estão todos errados, mas principalmente o negro, que tem o branco como referencial. Quer ter a aparência do branco, fazer o que o branco faz, ter a mulher que o branco tem. Acordem! Para o negro não falta cultura, não falta beleza, não faltam motivos para se orgulhar e muito, sem precisar se compara com ninguém.
    O branco não precisa que alguém diga pra ele que ele é bom ou bonito, se ele tem ou não direito de viver onde ele vive, porque então, o negro precisa buscar aprovação? Se eu tenho orgulho do que eu sou, ninguém vai me fazer sentir o contrário.

  6. Wilson disse:

    Se lobato não foi e ziraldo não é Racista. Eu não sou NEGRO. Sou um ser humano “sic” afro descendente, socialmente prejudicado por conta da cor da minha pele. Pois com relação à RAÇA me sinto divinamente abençoado. Mas, Tenho visto horrores.
    “Nem lobato nem ziraldo tem culpa disso”. Mas que por ser negro eu não podia andar de elevador social em vários prédios isso é FATO. (Talvez a culpa seja só de porteiro) que via de regra era quase sempre negro)
    Que na escola a professora branca dava sempre prioridade aos de sua “classe”, nas brincadeiras, nas tarefas, nas encenações.
    Adivinha quem…
    Escolha as brincadeiras ?
    -Brancos ricos
    Era mandado ao banco pagar suas contas?
    -Branco pobre
    Buscar sua merenda quente em casa na hora do recreio?
    -Negros pobres
    Representava Professores, Alunos inteligentes, Médicos e Patrões?
    -Brancos Ricos
    Representava os alunos burros, empregados, domésticas, animais?
    -Negros pobres
    Isso é FATO.

    Quando casei, a eleita foi uma caucasiana, que eu ouvia sempre, – Agora vai LIMPAR a raça isso é FATO.
    Quando nos empregos eu ganhava mais que muitos caucasianos ouvia sempre que eu era um puxa saco ou feiticeiro. Isso é FATO.
    Que de tanto falarem que negro é sub-raça e sem futuro e que por conta disso muitos dizerem. Isso é FATO.
    Que quando os caucasianos deixaram, chamando o futebol e o samba de coisa de NEGRO. Eles erraram kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Isso é FATO. Pobres coitados se soubessem estaríamos fritos.
    Que as patroínhas, e os fazendeiros erraram ao não adivinhar que um dia haveria indenização por escravidão, ah! Sim senhor, erraram, POIS foi a partir daí que os negros começaram a se sentir GENTE. Aprenderam que podiam ter casa e comida independente da casa grande. Isso é FATO.
    Que hoje, muitos “não” preconceituosos, não se lamentam por perderem algo material, e sim por algo imaterial, o poder de subjugar e de humilhar. Isso é FATO.

    Pois que continuam a pagar à Babá; que cuidam do seu maior bem, seus filhos.
    À Cozinheira; Que cuida de sua alimentação.
    À arrumadeira; que cuida de suas riquezas.
    Ao motorista; que cuida de sua vida, um salário de fome, às vezes muito menos que pagam suas contas telefônicas e suas maquiagens. Isso é FATO.
    Há relatos de brancos pobres que não trabalham para NEGROS.
    Querem mais?
    – Dr Google ”preconceito”

  7. leandro disse:

    eu sou negro e não achei nada demais, eu sei toda ferida deixa magoas, mas, concordei com a frase dele racismo sem ódio não é racismo, principalmente para monteiro lobato que vivia em um época que era comum esses tipos de comentário

  8. Micael Daher Jardim disse:

    Há coisas que nos ligam ou nos segregam muito mais do que o racismo.
    Deveríamos cuidar delas e lutar para acabar com a desigualdade social
    e perceber que o que nos liga é sermos humanos o que nos liga ainda mais, é sermos brasileiros!

  9. Salvia disse:

    Banir os livros de Monteiro Lobato é a mesma coisa de fingir que o racismo não existe. Quem diz que é isenta de preconceito, seja ele qual for, está sendo hipócrita e reducionista. Preconceito não é só étnico, é de gênero e condição física também. Não é a toa que algumas empresas são obrigadas a contratar deficientes físicos.
    O movimento por igualdade humana está se transformando em um movimento de histeria em massa, reprodutor de pensamentos alheios. Está perdendo o foco, apenas seus idealizadores se informam.
    Por que ao invés de banir os livros do Monteiro Lobato, não se faz dentro de sala de aula uma análise sócio histórica através do livro?

  10. anderson disse:

    qual e a cor da pele do ziraldo?

  11. Thiago disse:

    É uma pena que esses dois sejam considerados exemplos máximos de nossa literatura por gente analfabeta que só conhece os dois por séries e filmes de televisão mal feitas. Esses dois reacinhas deveriam estar na prateleira “Escatologia” nas livrarias mas só porque a Globo fez uma porcaria de série de televisão (cujo tema é cantado por
    um negro!), a reaçada diz que não houve racismo. Nenhum desses dois chegaram perto de Lima Barreto ou Machado de Assis, esses sim figuras máximas de nossa melhor literatura.

  12. Fábio disse:

    Monteiro Lobato estava imerso em uma realidade no momento em q escreveu seus livros, uma realidade elitista e racista. Mas toda a discussão sobre retirar o livro ou não da escolas é uma bobagem. O recorte temporal promovido por suas histórias apresentam uma excelente possibilidade de aprendizado para as pessoas.
    Será q a melhor saída para o preconceito é fingir q ele nunca existiu?

  13. celso disse:

    Será que uma frase não significa nada. O que sentiríamos se alguem entrasse no nosso lar, nos sequestrassem, e nos levassem para uma terra desconhecida? Nos mantivessem sob extrema violência (homicídios, amputações, estuplos, etc.). Isto aconteceu no continente africano, confirmado por uma literatura racista da época, que dizia: A violencia era normal, pois aquele povo afinal de contas era inferior…

  14. casa carmen e fernado disse:

    O preconceito e o conceito, assim como os instrumentos da literatura e da retórica, ironia, sarcasmo, disfemismo etc. são construídos no vazio, conseqüência de um sistema metafísico dominante onde não se gosta das coisas, onde gosto de gostar e de não gostar das coisas. Este sistema controla subsistemas como o capitalismo, o socialismo, o anarquismo, o cristianismo, o judaísmo, o islamismo etc.
    É comum ver alguém perguntando para esse ou aquele pensador: O que deu errado no sistema comunista? Encontramos muitas teorias que tentam explicar o erro. Nada deu errado em nenhum desses subsistemas. Não existe erro Os acontecimentos ocorreram de acordo com o sistema dominante que cria o EU como prisão.
    Amor, respeito e compaixão às diferenças.
    amorvaidadefelicidade.blogspot.com

  15. edna disse:

    quero saber se ziraldo,como e seu aspecto fisico

  16. REGINALDO MIL disse:

    Ziraldo que lutou pela liberdade enquanto muita gente importante fingia que nada acontecia e Monteiro Lobato que nos ensinou a sonhar estão acima da opinião e o ponto de vista de um monte doutores-anônimos e que são simplesmente: Sempre a favor do contra !!! Ziraldo não deve nem estar dormindo e Monteiro Lobato deve estar achando graça lá do alto ao lado do SACI, TIO BARNABÉ e TIA ANASTÁCIA !!!

  17. Brancaleone disse:

    Dia destes uma senhora importante identificou-se para um entrevistador como “uma cidadã negra”. De fato ela é negra sim mas eu nunca soube que existia esta distinção entre cidadãos. Eu por exemplo, me identificaria como “cidadão branco?” Isso por sí só não é racismo?
    O que acontece é que racismo especifico contra negros virou bandeira fácil e barata que qualquer um pega e carrega ( e obtem verbas e notoriedade rápida…)
    Lobato e Ziraldo racistas? Fala sério. Vão agora chafurdar TODA a literatura brasileira desde a carta de Pero Vaz buscando trechos que poderão vir a ser considerados racistas?
    Acho que uns e outrs devem ler 1984 de Orwel e Fahrenheit 451…

  18. Lia ¬¬ disse:

    Não dá pra discutir racismo antes de bater o martelo sobre a questão fundamental:o que é raça, existem raças entre outros seres, mas não entre seres( espécie) humanos? somos apartados dos demais seres vivos pela Biologia ou pela Sociologia? Esta tem poder de anular aquela? O fato se sermos seres biológicos[ animais] não nos faz passíveis de catalogação inclusive racial dentro da espécie? Por que seria diferente? Por que a Antropologia/Sociologia quer/em? Ou seria só desejo da alguma ideologia [e só humanos têm ideologias: políticas, religiosas, etc., enfim “culturais” no sentido antropológico de ‘cultura’]?

    Porque não ofende separar e catalogar outros animais por raças e os animais humanos se ofendem? Ou admitimos ‘raças’ como um dado biológico inclusive humano ou nenhum outro ser pode ser ‘racializado’. Nem cães e gatos, nem gado, nem galinhas. Há cães de raça? Se não, então por que usamos isso até como valor econômico e de produtividade ( bois, vacas, ovelhas, cabras, galinhas)?
    A dificuldade talvez não seja admitir raças entre humanos, mesmo considerando diferenças mínimas, mas existentes…Mais no lado externo do que interno, salvo certas doenças e/ou anomalias que só atingem certos grupos, e todos os grupos têm as suas específicas. A dificuldade não é em admitir raças entre humanos, mas em desenvolver mecanismos de convivência entre elas, sem estabelecer hierarquia de superioridade ou inferioridade, apenas raças diferentes, com muito a ganhar se juntas, em paz, com toda a beleza de diversidade entre elas, e de novos padrões gerados a partir da mistura inevitável se seguida apenas as ‘vontades’ da natureza, muitas vezes reprimidas por variantes outras, que nada têm a ver com natureza biológica. São de outra/s ‘natureza’, estas sim, criadoras de encrencas milenares.

    O resto todo vem como consequência. Antes de discutir se há ou não racismo nisso ou naquilo, é imprescindível decidir, à luz dos recursos existentes hoje: existe raça ou não? o conceito se estende aos humanos, sim ou não? por quê?Sem cair no politicamente in/correto que está limando até os sedizentes biólogos geneticistas, que também não se entendem, por medo talvez do julgamento dos leigos, de estarem alimentando racismo, caso mostrem elementos comprobatórios do ‘sim’; ou de faltarem com o rigor científico por seus pares ao declararem ‘não’ e sem as devidas provas irrefutáveis.

    Não quer dizer que o resultado pelo ‘sim’ ou pelo ‘não’ vá encerrar a discussão bizantina a respeito, mas servirá como balizamento desapaixonado, objetivo, de como a questão foi tratada ao longo dos milênios, dos processos civilizatórios, em diferentes tempos e espaços, coisas que não mais podemos mudar. só daqui pra frente, se tivermos mais juízo do que sorte e paixões.

    Tema longo e profundo, tem a idade da nossa existência no planetinha, mas a caminhada, a jornada humana na Terra nos trouxe até aqui, aos dias atuais, como somos privilegiados em vivermos nesses tempos de perguntar tudo e não desistirmos diante da resposta mais simplista! O espaço é pequeno e não apropriado ,talvez, pra tanta coisa a dizer e argumentar, despidos e descontaminados de tanta coisa que nos fez e faz sermos o que somos. Lobato, Ziraldo ou a escritora citada, são dados irrelevantes dentro da questão maior de base[ espécie/raça], geratriz de todos os estudos, de todas as polêmicas, de todas as brigas de torcidas e de coisas bem mais tristes que a História nos revela ( mas não tudo, porque ela, História, pode bater de frente com outras áreas do saber, como a Biologia, a Física, a Química, e costuma ser senhora afeita as xiliques diversos…

    Abraços!

  19. Peter Pablo Delfim disse:

    O negro foi escravo no Brasil e isso diz tudo. Entretanto o Senhor Julio de Niterói, Rio de Janeiro, tem a histórica audácia, alicerçada talvez no impensável, de rotular o negro de preguiçoso.
    Por mais odiosa e abominável que seja a ação daquele que se submete a nossas considerações, devemos sempre julgar com amor no coração.

  20. Julio disse:

    ERRO DE DIGITAÇÃO: a proximidade de t e r no teclado minúsculo do notebook fez-me digitar trem em lugar de têm.Desculpem-me.

  21. Julio disse:

    O branco já sofreu muito mais séculos de escravidão e de racismo do que a população negra brasileira. A servidão, durante a idade média por ex, é um racismo talvez mais forte do que a escravidão que aqui se praticava. O mito do “sangue azul” ou nobre era tb. um racismo, no qual desqualificava as populações não nobres. O direito do Jus Prima noctis em que o senhor tinha o DIREITO de desvirginar qq. noiva que se casasse em seus feudos. O “alugado” aqui no Brasil que nunca se livrava das dívidas no armazém do patrão. As populações brancas da Europa no Império Romano, em sua maioria escravos. O próprio imigrante branco que construiu a modernidade brasileira depois do século Sec.IXX foi importado pelas elites portuguesas “PARA SUBSTITUIR A MÃO DE OBRA ESCRAVA”. Como o africano que aqui veio tinha uma cultura de subsistência na qual bastava trabalhar poucos dias nas lavouras de café e depois tirava feriado o senhor de engenho paulista(português) viu por bem importar estes novos quase-escravos. Hoje, o migrante branco que fugiu da escravidão na Europa e construiu nosso desenvolvimento se tornou uma espécie de escravo tributário. Em média, quatro de cada cinco Reais da riqueza que produz em tributos são carreados para pagar esta suposta dívida social que ele não fez pois, veio trabalhar duro aqui depois do fim da escravidão negra no Brasil. O MIGRANTE EUROPEU DO SUL E DE SP. NÃO TREM ESTA DÍVIDA. ELE NÃO EXPLOROU A ESCRAVIDÃO E SIM, O IMPÉRIO PORTUGUÊS.

  22. Dalia Souza disse:

    A charge do Ziraldo mostra mais uma vez quem é de fato: RACISTA SIM. Com ódio ou sem ódio? Não importa, pergunta inútil! Mas me diga uma coisa: ele é branco? Acho que só os cabelos. Quando jovem (com os cabelos escuros)seria bem facil confundi-lo com um mulato, isto é, um negro.Isso deve te-lo feito sofrer muito, por isso insiste em continuar fazendo crianças negras sofrerem.

    Os que acham a polêmica sobre Lobato e Ziraldo “coisa de quem vê racismo em tudo”, leiam “Carta ao Ziraldo” da escritora Ana Maria Gonçalves

  23. Leila disse:

    As pessoas que se manifestaram de forma muito calorosa em defesa de M. Lobato não devem ter ido muito longe nas leituras relacionadas e esse tema. Lobato embalou minha infância também e dói descobrir esse lado dele, mas temos que reconhecer, era racista, terrivelmente racista. E podemos até deixar a pessoa de lado e nos atermos à obra, mas é uma oportunidade e tanto para discussão, não podemos dizer apenas: Isso é censura! São bobagens!
    Isso é fácil, vamos ler mais, abrir os olhos, vamos continuar a ler Lobato, mas reconhecendo esse lado que está sendo mostrado. Bobo mesmo é esse Ziraldo que não analisa nada e continua a difundir o racismo.

  24. sebastiana martisn ferreira disse:

    olá, eu acho que é muita frescura de algumas pessoas que veem racismo em tudo, só uma obs. não sou preta nem branca sou mestiça, e não me acho nem melhor nem pior do que ninguem,

  25. luiz disse:

    onde o racismo é decrarado o negro tem melhores chances isso é fato.

  26. ANA PEREIRA disse:

    Passei a semana lendo ,uma série interminável de opiniões discutindo se Monteiro Lobato era ou não racista , parece ficar evidente que a maior parte das opiniões manifertadas neste blog são baseadas apenas nos comentários aqui postados. Sugiro que leiam o Livro ” O PRESIDENTE NEGRO ” Editora CLOBO ( ISBN – 978-8525044686) seu primeiro e único romance ,o qual é muitas vezes convenientemente esquecido em sua bibliografia . Monteiro Lobato escreveu este livro visando explorar o mercado literário norteamericano, mas o livro foi recusado pelos editores de lá, por acharem-no muito polêmico. LEIAM E TIREM SUAS CONCLUÇÕES. Não esqueçam de ler o artigo da escritora Ana Maria Gonçalves.

  27. Olbe disse:

    E, falando em racismo o que dizer de Galiano da Maison Dior? É racismo!E tê-lo despedido foi a coisa certa ou pq ele é um artista de valor não deve ser punido? Declarar que AMA HITLER? Uma pessoa rica, instruida, famosa? Ele não sabe que Hitler mandou matar os homosexuais? é a mesma coisa que acontece com Wagner: ninguém pode negar sua genialidade mas ele era com certeza racista!Monteiro Lobato foi um escritor fantástico ..mas era racista..Mas a leitura de Lobato não vai deixar ninguém racista …é até oportunidade para os professores descutirem racismo na sala de aula!

  28. Alfredo Pereira dos Santos disse:

    Tudo isso é uma bobagem. O Monteiro Lobato era um grande escritor e os seus livros são ótimos. A escritora que investe contra o Ziraldo se baseia no livro “A Barca de Gleyre”, que reune cartas trocadas entre Lobato e Godofredo Rangel durante 45 anos. A primeira carta é de 1903 e Lobato certamente nunca poderia imaginar que esta e as demais viriam a ser publicadas em livro. Então, essas cartas eram conversas informais entre dois amigos, onde eles podiam se dar ao luxo de serem politicamente incorretos (embora essa expressão não existisse na época deles).

    Lobato não era o que se poderia chamar de um “homem do povo”. Era um intelectual que lia os autores franceses e ingleses no original. Conhecia literatura alemã e russa. Mas conhecia também o povo, pois atuou como promotor em cidade do interior. Foi fazendeiro e, como tal, conhecia o homem da roça.

    Lobato tinha preconceito, sim, mas contra a ignorância, a crendice e a superstição, partisse ele de brancos, pretos, marrons ou amarelos.

    Se Lobato criticou pretos criticou brancos também, entre ele o mais poderoso da época, o presidente da república, Getúlio Vargas.

    Eu li Monteiro Lobato e o meu filho também. Não acho que ele seja racista e não conheço quem tenha ficado racista por ler as coisas que ele escreveu.

    O Lobato morreu há tanto tempo e essa ivestida agora contra ele só pode ser coisa de quem não tem o que fazer ou quer se promover.

    O Lobato foi um homem do seu tempo e é no seu contexto histórico e cultural que ele deve ser avaliado.

    Se essa polêmica me serviu para alguma coisa foi me ter dado o ensejo de tirar da estante os dois volumes do “A Barca de Gleyre” e reafirmar o grande valor do Lobato como escritor. Nessa época em que se lê pouco e se escreve mal a leitura dos livros do Lobato seria altamente recomendável. Tanto para adultos quanto para crianças. Para estas mais ainda.

  29. Beraldo Dabés Filho disse:

    Nenê Constantino acaba de conseguir mais um habeas corpus. Já bem idoso, tem muita bala na agulha.

    E o tal “Pimenta sei lá das quantas”, que matou a namorada e responde em liberdade há muitos anos? Literalmente tem bala na agulha.

    Exemplos não faltam: quem tem mais pode mais e quem tem menos pode menos.

    Contados aos nossos netos não parecerão piadas!

    Agradeço por ser comparado aos que o Imperador reconhecia como “inimigos de valor e talento”.

    Nenhuma pretensão quanto a adjetivos honrosos, apenas faço meus comentários. Penso, tenho ideias e procuro ser fiel a elas. Coerência…

  30. Rogerio disse:

    Tá feia a coisa, fazer piada tá ficando difícil. Preto, gays, políticos (Casseta que o diga), índios, judeus, etc. Português e corintiano ainda dá.
    Eta povão…

  31. Roberto disse:

    Percebo que muitos gostam de falar em racismo para ter privilégios. Temos que lutar para que todos tenham as mesmas chances para uma vida melhor.

  32. Peter Pablo Delfim disse:

    Julio César, Imperador Romano dizia que “vindo de alguns tudo parecerá piada”.
    Chegou a Imperador por sobre um equívoco que lhe custou a vida apesar da sua maestria na arte da guerra e da política. Costumava reconhecer mesmo os inimigos de valor e incentivava o talento.
    Por tal razão tenho certeza que o mesmo a você diria; ” -Até tu Beraldo Dabés Filho!”

    Cordiais saudações,

  33. Luiz disse:

    Bom, a conclusão é a seguinte: nada de piadas sobre negros, bichas e de português.
    Que tal fazer piadas sobre pedras, peixinhos e areia, pelo menos enquando ainda dá?

  34. Beraldo Dabés Filho disse:

    Esta histórica história de racismo é o maior blá blá blá!

    O que conta hoje e contará cada vez mais e sempre é o poder econômico.

    Como no Brasil, a maioria dos mais pobres são negros, resquícios de uma escravatura que não se concretizou em 1888, como consta nos livros, mas, de fato, ao longo de muitos anos depois, fica sempre esta ideia de racismo.

    Hoje, não só no Brasil, por obra da supremacia do Sistema Capitalista, a maioria dos trabalhadores “vive livremente”, mas sob a escravidão do trabalho.

    Mesmo em países que práticamente não tem pobres, quem tem menos pode menos.

    E assim caminha a Humanidade.

    O resto é blá blá blá.

    Quem tem bala na agulha neutraliza qualquer tipo de discriminação.

    Não confundir disputas políticas, religiosas e afins, com discriminação.

  35. Daniela Reis disse:

    Pra mim, continua sendo racismo, mesmo que velado. É típico daquelas pessoas que “não têm nada contra negros”, mas que não querem ver seus filhos brancos se envolvendo com pessoas de cor negra. Aquelas que erguem as sobrancelhas, com surpresa, quando veem um negro com algum poder, seja por ser uma autoridade, seja poder aquisitivo mesmo. O racismo velado, ao contrário do que pensa o Ziraldo, para mim é ainda pior, pois tem uma grande dose de hipocrisia.

  36. Zizi Mattos disse:

    Até os quase 12 anos de vida, não entendia muito bem o que era racismo. Em casa, meus pais sempre orientavam a distinguir as pessoas pela educação, pelo comportamento e outros detalhes que hoje falo como éticos, pois visavam sermos respeitosos com nossos semelhantes. Negro para nós até idade de oito anos era quem nascia à noite. Residindo, nos primeiros anos de vida, em bairro típico de imigrantes mas com vizinhos negros (poucos), não tive conhecimento que esses vizinhos de cor diferente da nossa, fossem de alguma forma rejeitados ou mesmo molestado com simples olhares. Aos poucos o conhecimento da origem do homem sob o ponto de vista dos meus pais, da religião ensinada em casa e na escola e a leitura selecionada por eles, ensinou-me que as raças eram autóctones, portanto dependiam do continente onde se originavam (!?). Todavia aos quase 12 anos mudei para outra cidade, onde a escola tinha outra “filosofia” e novos colegas, onde então conheci o tal racismo. Quantas vezes me sentia uma extraterrestre, única pessoa em classe ou em reuniões sociais em casa de colegas, onde todos confessam o preconceito racista. No entanto, jamais me fizeram arrancar minhas convicções e o sentimento de igualdade entre os meus semelhantes. Portanto tenho certeza que o preconceito e racismo, dependem inicialmente do lar, da igreja, da escola e do meio em que se vive. Sou pessoa de sorte. Pode ser que haja outros caminhos mas o que me ensinaram foi tão significativo que jamais seria racista. Quanto á Monteiro Lobato acho falta de criatividade “buscar” textos capazes de fazer esquecer o tanto que que sua leitura primorosa faz despertar nos jovens para a história, geografia, ciências, literatura e outros campos do saber. Tivessem outros Lobatos e seríamos melhores. Será que seus opositores (e agora de Ziraldo!)tiveram a sorte que tive na infãncia e na adolescência, de leitura de autores capazes de nos fazer raciocinar e fazer criar os nossos próprios conceitos, inclusive perdoando esse novos críticos que passam por cima de tanta coisa boa deixada por escritores que tanto estimularam nossa fantasias. Haja Deus! Procurem outras formas de aparecer!

  37. Maria Tereza Guimarães disse:

    Eu luto contra o racismo na minha casa e minha vida, e apoio medidas que façam com que esse tipo de preconceito não continue a contaminar as sementes que farão o futuro do meu país. Monteiro Lobato foi e sempre será uma referencia forte da literatura infanto-juvenil, mas seus textos contaminados pelos preconceitos de sua geração não precisam ser reproduzidos para crianças que ainda estão descobrindo quem são.
    Sei que muitos negam e ignoram o racismo que está impregnado na nossa sociedade, mas eu sei que pobreza tem cor e tem sexo; e é preta e mulher. Basta saber o que vamos fazer para mudar isso, ou não queremos mudar?

  38. John Webster disse:

    Em tempo. Esqueci de me qualificar
    John Webster:Branco, empresário e autor de “filhos maravilhosos”.Não um livro, mas um fato da vida.

  39. John Webster disse:

    Caro Delfim, a história da urina de rato é grosseira, imbecil, mal educada e para dizer o mínimo, escatológica.
    Li a carta da Sra.Gonçalves ao Ziraldo, posso ter varios defeitos, mas não sou distraido.
    Não vi ali,nenhuma novidade.Quem com alguma leitura e raciocínio médio não sabia que o Lobato era racista?
    Agora, que a Sra. Gonçalves é PhD em marketing, isso não se discute.
    Atacar de uma só vez dois ícones de nossa cultura popular, convenhamos, é uma tacada de mestre.
    E volto a escrever: No Brasil, o preconceito e social, lá fora, ele é real.

  40. Luiz Franco disse:

    O racismo brasileiro esta subordinado a pobreza e a ignorancia do nosso povo, o que gera severos problemas de auto-estima. Sugiro, para aqueles que se sentem incomodados, negros ou não, apos mais de 100 anos da abolição, que namorem uma pessoa da outra etnia, o que eh muito facil; ou contratem um psicanalista (isso eh mais dificil).

  41. Peter Pablo Delfim disse:

    A verdade sobre o racismo no Brasil sempre foi subjugada a força pela ignorância racista. Verdade não interessa. Por maior e indiscutivel que seja, não se ouvirá, não se verá e não se falará. A verdade simplesmente não importa. Ninguém se deu ao trabalho de ler o que a Senhora ANA MARIA GONÇALVES escreveu ao cartunista Ziraldo. Mas entendem perfeitamente, e como entendem, que a mesma é ignorante, pretenciosa, oportunista, burra, indecente, caluniadora, despreparada, inculta, imbecil, parva e insensata. Tudo isso a ponto de um pretenso letrado, culto e educado afirmar que ANA MARIA GONÇALVES deve ter tomado urina de rato. Assim acreditamos, que algumas das opiniões aqui postadas (muitas), em não sendo consideradas por motivos racistas, dificelmente se encontrará, então, como classificá-las. Com argumentos exauridos de qualquer compromisso com a realidade dos fatos sucubem por suas próprias bestialidades. Precipitam-se no vazio e certamente estão a assombrar os pesadelos de Hitler e Mussolini.

  42. Tiago Moita Aguiar disse:

    Para aqueles ou aquela que acham ser um anacronismo a discussão sobre se LObato era ou não racista, ou mesmo aqueles que defendem os autores pelo fato dos mesmos fazerem parte de nossa cultura, sugiro a leitura da carta escrita pela DRªAna MAria Gonçalves.
    Primeiro: Monteiro Lobato agia sabendo do que estava fazendo.Ao escolher livro infantis e tratar os negros, negras e mestiços daforma como foi retratado fazia parte de uma estratégia de eugenia simbólica.A autora se baseia da correspondência do Monteiro Lobato com um amigo.Alias, Monteiro Lobato teve uma obra eugenista impedida de ser publicada, pasmem, nos EUA.

    A cultura não é estática, muito embora pessoas acreditem o contrário.Dizer que Ziraldo E Monteiro Lobato não possam ser questionados por isso, me faz perguntar se não devíamos voltar à escravidão, uma vez que esta fez parte de nossa formação cultural.
    O patriarcado faz parte de nossa formação cultural, logo não deveríamos lutar pela igualdade de gênero?Aliás um marido matar “sua” mulher quando este resolve separar-se não deveria nos escandalisar, uma vez que até alguns anos atrás era moralmente aceito isso, desdobramentos desse mesmo patriarcalismo.
    Ao ler a carta de Ana MAria Gonçalves, um texto que as pessoas devem ler,antes de tecer qualquer comentário sobre monteiro lobato, ziraldo ou a própria Ana.

    Termino aqui com um trecho de monteiro lobato que revela seu total desprezo pelo hibridismo que caracteriza a nossa formação identitária.
    “(…)Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! ”
    É por isso que eu acredito que Monteiro lobato usou de seu talento para promover(junto às crianças meu Deus, as crianças!!!)a eugenia psíquica, pela violência simbólica ao tratar as negras da forma como foi tratada!!

  43. Kleber Eduardo disse:

    Como já postado por alguns, só valido a tese de que a há a é a escritora de nome A e agora me esqueci como é mesmo a lembrei Ana Maria Gonçalves deve ter se especializado em E-commerce e para ganhar representatividade nacional coloca em discussão este tema, que na realidade nem precisava ser discutido. Monteiro Lobato e Ziraldo já fazem parte da cultura Brasileira e nem preciso enumerar as diversas obras beneficas a Sociedade. Não importa a cor, raça, altura ou peso das pessoas, o que importa é a vontade de crescer e a disciplina para tal. Só deu polêmica porque a Autora de Um defeito de cor,com a seguinte Sinopse: Fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens, ‘Defeitos de cor’ , de Ana Maria Gonçalves, é um romance histórico.
    Quem é a racista da história? porque não colocou a senhora Africana como uma mulher feliz e bem sucedida que nunca teve problemas e veio ao Brasil para passear, porque todos africanos tem que sofrer e etc.
    1 livro, escrito e quer reprovar Ziraldo e Monteiro Lobato. Uma pena as pessoas não terem ética para ganhar representatividade.

    .!!! Ziraldo sou seu fã!!! Monteiro Lobato, Chico Xavier e Senna também sou seu fã.

    Até mais galera.

  44. Allan Sales disse:

    O racismo de Lobato
    Contra toda mestiçagem
    Essa foi sua viagem
    Hoje vejo ser um fato
    No idioma dando trato
    Foi um grande alegorista
    Com acento folclorista
    Foi na obra festejado
    Descobri indignado
    Que Lobato era um racista

  45. Allan Sales disse:

    Eu que bem admirava
    Esse cabra escritor
    Que fez coisas de valor
    E que sempre batalhava
    Mas eu não imaginava
    Suas ganas de eugenista
    Como coisas de nazista
    Que por ele foi pensado
    Descobri indignado
    Que Lobato era um racista

  46. Guil Silveira disse:

    EM TERMPO : será que Ana Maria Gonçalves enxergou como racismo a criação de “cotas” nas universidades ou nunca pensou na definição de racismo ?
    Será que a praxis do Ministério da Igualdade Racial e/ou os demais órgãos federais com denominações semelhantes os isolou da verdade hoje sobejamente conhecida que hoje em dia existe apenas uma raça, que é a raça humana ? (cada vez mais tem-se encontrado vestígios de uma raça humana diferente da nossa, que teria sido extinta há séculos, mas pelo que se lê, não dúvida todos os humanos hoje remanescentes formam uma única raça).
    Bem, para quem ódio no coração, qualquer motivo é uma boa desculpa…

  47. Guil Silveira disse:

    Na melhor das hipóteses, Ana Maria Gonçalves deve ter bebido urina de rato antes de criticar Ziraldo.
    Nas piores, ou é apenas uma desconhecida picareta tentando ficar conhecida, ainda que por uma monstruosa inverdade (poder-se-ia chamar de “a carnavalização da picaretagem ” ?) ou levou a sério demais as falsas e mentirosas justificativas do governo Lula para criar órgãos públicos e instituições realmente e efetivamente racistas.

  48. Brancaleone disse:

    Já que existe a preocupação em evitar que as minorias deste País sejam discriminadas, proponho que a Bíblia seja proibida tambem, juntamente com Ziraldo e Lobato.
    Em dezenas de passagens o Livro Santo é ofensivo e instiga a violência contra o ateus e contra os adoradores de Satanas, caracterizando violència preconceituosa inconteste contra grupos minoritários.
    Claro que meu comentário é brincadeira. Já acusar Ziraldo e Lobato de racismo é uma rematada asneira sómente possivel numa época onde pessoas e ongs autointituladas antiracistas estão desesperadas por publicdade fácil e verbas mal ajambradas.

  49. debora disse:

    acho que os negros são mais racistas que os brancos e existe, na minha opinião, um exagero muito grande quanto ao problema. Quem sofre discriminação são os pobres, negros ou brancos.

  50. Olbe disse:

    Minha neta quando tinha 5 anos disse pra mãe dela:” Mãe, quando eu casar,não quero que meu filho saia negro.”
    Minha filha então perguntou por quê ,( já ensaiando um discurso de que todas as pessoas são iguais mas que a cor da pele pode ser diferente e tal..) E a menina respondeu:
    “Por que quando ela chamar de noite: mamãe, mamãe, no escuro eu não vou enxergar ela..”

  51. John Webster disse:

    Na década de 60 do século passado, ainda morava no Leme,no Rio, na casa de meus pais.
    Tinha um amigo que não era negro, era preto fosco, aliás, era esse seu apelido, Preto Fosco. Ocorre que o Preto Fosco era filho do embaixador da Nigéria.
    Chamava-se Andrew,só usava camisas Lacoste francesas, calças sob medida inglesas e sapatos italianos.No pulso um reluzente Patek Philippe e a cereja do bolo, era dono de um reluzente Jaguar XK do ano,vermelho e ainda por cima, conversível.
    Éramos na época, muito amigos e naquela época, Copacabana era uma festa.
    Íamos as melhores festas, aos melhores e mais caros restaurantes e as melhores boites. Eu, branco de olho azul no meu modesto Fusca e o Preto Fosco em seu reluzente Jaguar.
    Jamais vi, a menor, a mais leve manifestação de racismo em relação ao meu amigo.
    Em relação ao racismo no Brasil, só se manifesta dessa maneira, quem pouco viajou para o exterior.
    Sou filho de mãe francesa e pai inglês e por uma ironia da genética,tenho uma disfunção da pele que faz com que mesmo com o sol da montanha no verão, fique bem moreno.
    Pois bem, em 1989, fui à trabalho participar de uma palestra em um evento na África do Sul. Na alfândega, meus filhos e minha mulher, todos lourinhos,passaram direto e eu vindo de uma temporada de verão, tive a bagagem toda revirada.
    Foi um vexame, o convidado do governo era eu.
    Toda essa historia, é para escrever o seguinte: No Brasil, o preconceito é social, lá fora, ele é real.

  52. Rita Machado disse:

    Acho que os textos de Monteiro Lobato, sob a ótica cultural dos dias de hoje, são realmente preconceituosos contra o negro. Só me causa estranhamento que essa discussão gire em torno de proibir ou alterar o texto. Não entendo. Se gera discussão na sociedade, por que não levar essa discussão para sala de aula? Creio, como educadora, que as crianças são seres pensantes, capazes de interagir, opinar e formar opiniões. Logo, discutamos, sim, com elas, e não apenas à margem delas.

    Quanto ao Ziraldo, bom, admiro sua obra, é linda, é educativa, é instigante. Mas essa charge foi desnecessária. Se ele pretendia ‘defender’ o Monteiro Lobato, não alcançou seu objetivo. Há formas mais construtivas de fazer isso. Por que não um “Escritor Maluquinho” em que Ziraldo apontasse a o valor da obra e os valores da época? Poderia ser mais eficaz e menos controverso.

  53. ceiça alles disse:

    minha filha, quando tinha uns quatro anos, por não ter ouvido ninguém chamar a outrem de preto ou negro, certo dia perguntou a sua babá “por que casaste com um marrom?”

    o que constatei: minha filha não aprendeu em casa a ser racista mas parecia ser racista por natureza.

    por outro lado, há coisas que não são racismo, são apenas constatações. costuma-se, por necessidade de explicação/distinção, referir-se às pessoas como sendo loiras, morenas, de olho verde, castanho, pretas, mulatas, altas, baixas, gordas, magras, etc. parece ser um tipo de classificação natural que se faz para, sem que haja, necessariamente, qualquer questão racista envolvida. é como dizer que um livro é grande ou pequeno, fino ou grosso, de capa vermelha ou azul, etc.
    nunca achei o Monteiro Lobato racista e muito menos a charge do Ziraldo. o que ela significa, para mim, é q Lobato poderia ter uma namorada mulata ou de qualquer cor, que ele não faria uma diferenciação ou uma escolha baseada no tom de pele da pessoa. se algum professor acha que Lobato era racista, que explique a mentalidade da época – em que cozinheiras, em São Paulo, normalmente eram pretas – e não proibam o livro ou mudem alguma coisa na história. ser politicamente correto, no caso, é mostrar que as coisas mudam e que dependem da época e da cultura. no Brasil tomamos banho todos os dias. na Europa não. são apenas hábitos diferentes. nos Estados Unidos come-se com o garfo na mão direita, aqui na esquerda. muita literatura de séculos passados há de colocar a mulher em uma situação totalmente diferente da de hoje. por acaso todos esses livros serão proibidos?
    por favor, há que ter bom senso!

  54. Helio disse:

    Racismo as vezes está naquele que o vê em toda parte.
    Considerar ML muito maior que Ziraldo é discriminação?
    Na contramão da história, Ziraldo com os anos escureceu a pele, que segundo ele se tornou marrom, o oposto descrito por Drummond, então um ancião com sardas: “Já fui jovem, já fui moreno, já fui brasileiro”.

  55. André Luiz de Jesus Silva disse:

    Creio que Ziraldo poderia ter dado uma melhor contribuição apontando um erro crasso entre aqueles que condenaram a obra de Lobato: trata-se de anacronismo dizer que a referida obra possuía elementos racistas. Afinal de contas à época do autor os conceitos que envolviam a ideia de preconceito racial eram outros. Aliás a própria ideia da existência de “raças” já deveria ter sido rechaçada.

    Mas como a maioria das pessoas, de senso comum, não fazem a menor ideia do significado da palavra, optaram por considerar a charge irônica do autor como gasolina posta na fogueira.

    A verdade é que o Ziraldo não quis defender uma “carnavalização do racismo”. Se Ana Maria Gonçalves queria criticá-lo, por que não o fez sobre o reforço da ideia de que toda mulher é apenas um “instrumento erótico de satisfação masculina”. Este clichê perdura por anos nos carnavais brasileiros quando vemos desfiles com mulheres seminuas acéfalas, que cantam e rebolam junto dos “chefes” das escolas e estrangeiros (a maioria homens), que vem ao Brasil apenas para tirar uma casquinha das beldades.

    Isto abre espaço a discussão de um problema muito maior que é prostituição não só das mulheres como também de menores. Jamias vi qualquer estatítica que aponte o número de homens estrangeiros que vem ao Brasil para promoverem turismo sexual. Isso sim é uma vergonha!

    Como negro já passei por racismo e sei que o mesmo pode ocorrer por um simples olhar de desprezo de uma pessoa apenas pela cor da pele. Mas para que o racismo se concretize, deve-se antes de tudo denunciar o problema junto as autoridades e a sociedade, para que haja não só a criminalização jurídica do ato, como também que esta abranja o âmbito moral.

    Racismo ocorre quando se reforçam clichês que transmitam uma caracterítica negativa ao indivíuo apenas por este possuir mais melanina que a praticante.

  56. Guilherme Vergueiro disse:

    Racismo sem ódio não é racismo? Nem dá para comentar pois pode virar um livro. Nunca tinho ouvido uma frase tão ridícula e infeliz como essa!!!! Parabenizo a Ana Maria por ter gastado seu precioso tempo para responder de forma educada e ponderada a essa medíocre frase do Sr. Marrom. Tenho que parar por aqui, porque senão vou escrever impropérios. O Sr. Marrom que fique ganhando seu dinheiro fazendo charges para um bloco ridículo com esse nome. Só deixo uma pergunta no ar: Que M—- é essa Sr. Marrom? Atenciosamente, Guilherme Vergueiro.

  57. Peter Pablo Delfim disse:

    Pois bem Senhora Ana Maria Gonçalves, acredito que sua carta aberta ao Ziraldo não deixa nenhuma dúvida seja de que forma for. Recomendo aos desinformados que pelo menos leia a carta antes de emitirem qualquer opinião.

    Minha preocupação sempre foi a eliminação dos resíduos nefastos existentes nas antecâmaras de determinadas ações explorando apenas aquilo que pode servir de avanço para a humanidade. Desta forma encaro a obra de Monteiro Lobato. Preocupome mais com o que foi disseminado como positivo junto a mentes e corações por sua obra aparentemente ingênua e sem pecados.

    Determinados privilegios da verdade, da informação e da verdadeira cultura, por vezes nos levam até fatos torpes. Não devemos ignorá-los. Entretanto devemos como no caso de Lobato, já tão distante e com tantas colaborações já aqui referidas simplesmente despreza-las. Estamos como disse distantes, e devemos voltarmos por sobre uma agenda positiva não do esquecimento mas do conhecimento para melhor um posicionamento como tão bem a Senhora o faz em sua carta aberta a Ziraldo.

    Duvido muito, que muitos a queiram ler ou mesmo entender aquilo que não tem como não ser entendido. Pois desta forma, poderão continuar ignorando por sobre sua própria ignorância e racismo congênito e impedernido.

    Insisto na minha opinião em que defendo Lobato pelo que plantou de sublime nos sonhos de gerações inteiras. Nem por isso abro mão da denuncia forte e inequívoca que se faz necessária não para o confronto mas para o estancamento da interminável série de argumentos infundados e cretinos daqueles que insistem em desconhecer qualquer tipo de razão que não seja seus descarados e horrendos propósitos.

    Portanto Senhora ana Maria Gonçalves, somente me resta dizer de minha felicidade em ler sua carta irreparável sob qualquer aspecto, assim como me causou grande prazer ler a opinião do senhor Lucas Ferrari, pela luz e equilíbrio que trouxe sobre o assunto de interesse não dos negros, escravizados e brutalizados até hoje, não das raças, mas da paz entre os homens e por consequência da humanidade. Meus sinceros agradecimentos a ambos.

  58. Gastão Cruls de Alencar disse:

    Ziraldo está fora da lista de notáveis desde que ganhou aposentadoria de luxo por ser contra a ditadura. Ele só desenhava e tomava whisky escocês, e eu que pago tudo tenho uma merreca de aposentadoria tendo dado duro.
    Ziraldo vai para casa com seu dinheiro sujo e seus coletes ridículos!

  59. Lucas Ferrari disse:

    Independente de a Ana Maria Gonçalves ser uma escritora famosa ou não, o artigo dela merece ser lido. Comentário infeliz esse, como se Monteiro Lobato e Ziraldo tivessem a escrita mais confiável que a da Ana Maria justamente por serem mais conhecidos que ela. Na Alemanha nazista, o livro Mein Kampf estava à cabeceira de qualquer cidadão “de bem” alemão – e aí?

    A solução não está na expulsão do Monteiro Lobato das estantes das bibliotecas infantis, mas sim no incentivo da leitura consciente das suas obras. Se do ponto de vista da redação há muito o que aprender com ele, que deixou uma obra de um valor inestimável, do ponto de vista da conscientização social também há. O racismo de Lobato é obsoleto, assim como o machismo de Platão também é. O que deve ser incentivado é a leitura consciente dessas obras, pra que o jovem possa desenvolver a razão crítica e uma capacidade de discernimento moral que se encaixe na nossa sociedade atual.

    Percebo claramente que há uma certa “preguiça intelectual” de alguns leitores que – parece-me que -, preocupados em compactuar com quaisquer medidas tomadas por um governo de viés-dito-esquerdista (e sublinhe-se o dito), já se posicionam, de antemão, contrários a elas. Quem não vê racismo em Monteiro Lobato, só não o vê ou porque não leu ou porque é cego. Cego daquele que não quer ver mesmo. É o mesmo cego que não vê discriminação social e racial na sociedade brasileira. É o mesmo cego que acha que um sujeito que nasce pobre no Vale do Jequitinhonha tem as mesmas condições de vida que um que nasce no Leblon carioca ou na Higienópolis paulista.

    (Enfim, depois de ler o comentário do sujeito que, ali embaixo, chamou de “racismo carinhoso” a escrita de Lobato, e o do outro que diz que quem levanta essa discussão é uma “pessoa sem humor” eu acho que não há nada mais a ser dito sem que se tenha aquela impressão de, como diz Vieira, se estar pregando ao vento.)

    Por último (ao leitor Joaquim Teixeira): há uma grande diferença entre uma discussão sobre o homossexualismo de Ricky Martin e uma outra sobre a seleção dos livros que serão implementados no sistema educacional brasileiro. Se acha que o segundo é tão importante quanto o primeiro, então eu percebo quão mais freqüentemente deveríamos descutir o segundo…

  60. Fernando Andrade disse:

    Quem é Ana Maria Gonçalves? Deve ser uma idiota qualquer. Já Ziraldo e Monteiro Lobato são gênios de todas as raças.Tenho preconceito contra a burrice. Tenho preconceito contra Ana Maria Gonçalves.

  61. CARLOS ALBERTO PEREIRA DE SOUSA disse:

    Na verdade, o Monteiro Lobato e o Ziraldo, estão mesmo é na mira de pessoas que que veem os dois como concorrentes fortes para outros escritores que não conhecem a história do Brasil.Vejam caros leitores, para mim não existe racismo maior que criação de cotas para negros entrarem nas Universidades, isso para mim,além de ser racismo é também subestimar a competência intelectual dos seres humanos.

  62. Carlos lopes disse:

    Eu não conheço esta senhora, e nenhuma obra dela, mas conheço, e muito, os livros de Lobato e as artes do Ziraldo, então, prefiro ficar com a genialidade dos dois, desprezando a imbecilidade de quem prefere invocar fantasmas do racismo, na certa com o objetivo de se promover.

  63. eliane miranda disse:

    Nos dias de hoje,o”Politicamente correto” está na moda e,em nome disso,fala-se o que quer…
    Ninguém para para refletir com a devida cautela sobre os “temas controversos”.Chamar alguém de branquelo não é crime,isso pode?
    Agora vamos ter que criar um novo vocabulário se não quisermos ser presos como “politicamente incorretos”.
    Façam-me o favor!
    Eliane Miranda

  64. Adilson Costa de Araujo disse:

    Penso exatamente que tem gente que vê racismo em tudo. ML era racista como todos daquela época.

  65. renato disse:

    Que espanto estas coisas vão causar daqui a 100 anos. Vão dizer : “como pode? Como eram burros!”

  66. Fernando disse:

    Estão querendo transformar-nos todos em racistas, e eu me pergunto: a quem isso interessa? O Brasil jamais foi tão racista como quando começaram a criar-se cotas para negros, ações afirmativas que consolidam o desnível, tornando-o benéfico aos negros, ao invés de acabar com ele.
    Quanto ao posicionamento racial de Monteiro Lobato, isso foi enterrado com ele, que foi um dos principais defensores da busca por petróleo no Brasil e das campanhas de educação de massa (duas peças-chave no desenvolvimento nacional e que beneficiam a todos os brasileiros, mas principalmente os mais pobres)
    Curiosa sim é a afirmação de A. M. Gonçalves ao criticar a “resignação” e “docilidade” da personagem de Ziraldo. Certamente para ela seria mais interessante termos mais uma personagem infanto-juvenil espumando ódio e revolta travestidos de conscientização racial… Ora convenhamos…

  67. Manassés Alves da Silva disse:

    Quanta bobajem e preocupação inútil se houve quando alguém penssa, com todo egoismo levantar opiniões, sem fazer verificação ou ainda uma minuciosa análise, ora o racismo no Brasil existe, todo mundo sabe que uma pequena minoria e outros aproveitadores de uma mente não recomendada insinuando, insuflando como se fosse paginando um história; existe muito mais avoroso imaginação e ficção de que uma digna e merecida atenção. E por falha ou falta de repreenção, nós deveriamos conviver com o presente e o futuro e por ironia do destino estamos nos primeiros passos de algo estranho para acontecer, vejamos com cuidado os dois itens a seguir:
    1 – O ensino nas nossas Escolas Públicas até o 2° Grau, têm uma péssima qualidade, aluno não pode ser reprovado, saem finalmente todos despreparados, os Professores não são peças idôneas como antigamente, não têm autonomia em sala de aula, são mau gerenciados, mau pagos e mau remunerados. Agora vejamos o que é COTAS UNIVERSITÁRIAS, estudantes quase analfabetos, freqüentando o 3° Grau, sairão nada mais, nada menos da Universidade com Diploma de ANALFABETO; tudo por conta de não haver se preparado corretamente no ensino fundamental (1° e 2° Graus), não se pode negar hoje tudo está mais fácil com a presença da tecnologia (caminhando para nanotecnologia ou nanociência), acontece tudo de ruim por falta de uma política adequada. E ainda sem muito pessimismo, esta política que está ai nas portas de permissão de entrada na Universidade se não mudar, será este o primeiro passo de desentendimento interno em nossas camadas sociais, surgirá a mais negra das ações em conflito, veremos a triste idéia do “racismo” tornar-se generalizada, tudo por conta de uma medida apressada, sem a menor razão de existir.
    Eis ai uma triste realidade!!!!

  68. Silvia disse:

    O Conselho Nacional de Educação deveria saber que um livro escrito em 1930 pode ser trabalhado de várias formas dentro de uma escola, inclusive para demonstrar o pensamento das pessoas da época em relação ao racismo e ao preconceito.
    Se continuar assim, imaginem quantos outros livros poderão ser excluídos da nossa literatura.

  69. Peter Pablo Delfim disse:

    De RACISTAS descarados como o MITCHEL o Brasil está LOTADO. MONTEIRO LOBATO não foi, não é e nem se conseguirá fazer com que seja RACISTA. ZIRALDO todos sabemos, nada tem de RACISTA, apenas articulou uma situação descontraida na qual, sendo mal interpretado por quem gosta de polêmicas, o jogou em uma tormenta de alucinadas acusações. Dizer que o Brasil não é um país racista por conta de que somos uma mistura é uma alucinação maior. O Brasil é um dos paises mais racistas do mundo. Estudos internacionais apontam a eliminação de negros no Brasil atualmente com um aumento de 80% superior ao período anterior. Com toda a propaganda de racistas, o racismo praticado nos EUA é um afago perto do racismo escamoteado e perverso que se pratica no Brasil. Infelizmente os racistas de plantão, comodamente assentados em todos os poderes da República dizem que não e PONTO. Abaixo destes, vem os ditos cultos e intelectuais. Fazer o que!?

  70. frambell disse:

    FALTA CLAREZA NO BRASIL
    No Brasil, nada é muito claro. Haja vista os textos das leis votadas no parlamento. Há uma clara disposição por parte de alguns parlamentares em confundir a opinião pública, com o objetivo de levar vantagem. A confusão com a lei da “ficha limpa” não foi coincidência. Não se sabe até agora se o tempo do verbo foi modificado para certo ou não. Logo que se levantar uma discussão pertinente vão tentar ganhar tempo aproveitando a esperteza de alguém. Quanto ao suposto racismo de Monteiro Lobato, em um de seus livros, demorou em ser descoberto. Será que desde 1920 as gerações não conseguiram identificar ou, inteligentemente, não quizeram alardear chamando a atenção para o assunto? O barulho, a respeito do suposto racismo de Monteiro Lobato, pode ter sido de propósito. Quem sabe. De rpente, quem não sabia definir o que é racismo passou a saber e a discriminar. Isso deve agradar a alguém. Quanto à charge do carnaval do Ziraldo, a impressão que dá é que o “m” é uma referência à mulata. E não pegou bem.
    Frambell Carvalho

  71. Henrique de Almeida Lara disse:

    Não conheço Ana Maria Gonçalves. Gostaria muito de ler os textos dela para fazer uma análise cuidadosa das suas tendências. Há um grande perigo de ela estar dominada pelo fanatismo ideológico. Digo “perigo” porque o fanatismo ideológico não só cega a pessoa como a coloca num trilho só cujo comboio não lhe permite ver as paisagens. Monteiro Lobato é um monumento da literatura brasileira e nenhuma tendência ideológica e/ou maldosa ofuscará o seu brilho. Parabéns às crianças brasileiras que têm o privilégio de ler Monteiro Lobato. Tenho 78 anos e desde a minha infância convivo com as obras de Lobato. Elas nunca me ensinaram racismo. Pelo contrário: ensinaram-me solidariedade e cooperação. Se ele fosse racista, não teria mesclado em sua obra personagens brancas e negras. Personagens essas que interagem em plena harmonia no desenrolar dos seus dramas. Mas, infelizmente, a pessoa vê o que quer ver. Elas projetam o seu interior sobre o exterior. E essa verdade acontece com todos, mas principalmente com aqueles que se deixam dominar por qualquer tipo de fanatismo, seja ideológico ou religioso. Felizmente temos no Brasil o carnaval que é tudo de cultura inclusivel o congraçamento de todas as raças, em plena descontração e alegria. Não há lugar para ódio racial. Parabéns, Ziraldo. Gostaria de ser Monteiro Lobato nessa hora!

  72. PAULO GALDINO COELHO disse:

    Esta escritora na minha opinião está fora do tom completamente. Penso que algumas pessoas vivem à caça do preconceito, do racismo em tudo e em todo lugar.
    É uma pena que tenhamos que recuperar atitudes infelizes e fazer delas elementos que sequer merecem mais comentários.
    O mundo está vivendo situações e problemas que merecem maior atenção e dedicação. Não é oportuno criar situações que só estão presentes nas cabeças daqueles que premiam a infelicidade, a tristeza.
    É hora de pedir a DEUS que nos una cada vez mais em torno da graça e da inocência presentes na vida e obra desse eterno mestre que foi e é MONTEIRO LOBATO.
    Parabéns ZIRALDO.

  73. Maria Aparecida Silva disse:

    Dizem os mineiros: “águas passadas não tocam monjolo”. Livros escritos no passado ficam perdoados se houver no seu conteúdo um racismo carinhoso feito o do Monteiro Lobato com relação a Tia Nastácia.Em toda sua obra chove carinho, bons exemplos e conselhos da pretinha para as crianças. E é isso é o que vale. Ficar de olho de agora em diante é melhor que se faz.O remendo do Ziraldo só piora as coisas. Com criança uma boa conversa da mamãe,do papai, da babá,professora e etc não há racismo que resista.

  74. Helio disse:

    A criança que leu Monteiro Lobato foi previlegiada e será leitora na certa. Pena que pessoas queiram achar defeito onde não há.

  75. Lucas Freitas disse:

    Esse papo de racismo só começou no governo do PT, pois ha muitos anos o Racismo no Brasil foi enterrado. O PT desenterrou esse assunto apenas por razões politicas. ‘Compra de Votos’.
    Vamos viver e deixar essas manchas do passado para tráz, é como condenar os Alemães de hoje (que é o pais que mais tráz inovações tecnológicas para o mundo)por causa do Nazismo. Que começara para defender a patria e afastar os invasores Judeus, tomou um rumo imbecil com o Parafuso que se soltou de Hitler.
    Viva a Vida ! Vamos abaixar a cabeça e continuem sendo fantoches da midia e da politica. Bem vindo de Volta a Ditadura, agora mais suja que nunca.
    *Gostei do Honoraveis Bandidos’Pior que o cara foi reeleito…’ Brasilsinho de Merd* .

  76. Luís Bustamante disse:

    Pelo jeito, a maioria dos opinadores aqui não entendeu bem a questão.
    Não se trata de censurar Monteiro Lobato, mas deixar claro que ele expressa o pensamento de uma época.
    Quanto ao Ziraldo, autor contemporâneo, insisto para que analisem a obra dele e concluam se há ou não racismo implícito.
    No que se referem a ser uma questão de menor importância, visto que “há outros problemas prioritários” ou que não passa de coisa de “esquerdóides” e “caçadores de votos”, ou é porque são racistas disfarçados ou esquecem que preconceito a qualquer etnia ou diferença social é extremamente nocivo. Com ou sem ódio.
    Cabe ainda perguntar: o que faz aqui quem diz que participar do debate é não ter o que fazer?

  77. Almanakut Brasil disse:

    Se há alguém que deve ficar ressentido e lamentar o passado nesse país, são seus próprios índios!

    Muitas tribos nem estão mais aqui, para contar história!

  78. LINDOMAR disse:

    Se for racismo tem que tirar as mulatas do carnaval. Ah! sim. Se for racismo, o Sargenteli é racista. Ah! se for racismo a Globo tem que tirar a vinheta Globeleza. Tenham dó.

  79. Mauro de Curitiba disse:

    Ziraldo devia comprar um par de chinelos para daqui pra frente ficar em casa, curtindo seus proventos da bolsa-ditadura.
    Não dá para comparar a grandeza de Monteiro Lobato com a pequenez esquerdóide de Ziraldo.
    E não é admissivel fazer censura a um livro de Monteiro Lobato escrito, como diz a matéria, na década de 1930.
    A patrulha da esquerda quer faturar votos (ou cargos) em cima da bandeira do racismo.
    É isso.

  80. Demilson disse:

    Demilson Diaz.

    Eu acredito que os livros que a Prefeitura Municipal de Campo Grande distribuiu para as escolas não há nenhum obstaculo que vincula discriminação ou racismo. Temos que orientar o mundo a não entender tudo como racismos. Eu fui quem separei todos os kits, dos Livros que foram para as escolas, e li o texto de cada um deles, não vejo tal tipo de racismo nos livros. Quando lembro da Tia Anastacia tambem lembro da Tia Eva. pessoas que trouxe para o nosso pais cultura e desenvolvimento, na arte de se construir trabalhar e criar, duas pessoas magnificas que estão nas coleção dos livros de Monteiro Lobato. O incrivel que eu vejo nisso tudo é que os brasileiros costuma esquecer os laços de sua propria cultura e condena aqueles que transmitem o o saber. O que é o Racismo no Brasil, será que sabemos realmente o que é racismo, acho que não estamos condenado escritores, artista por apenas palavras, estamos nos mesmo fazendo minar agua onde ja havia concreto solido, hoje eu afirmo e falo sou um brasileiro descendente de varias etinias estrangeiras, porque se minha Mãe e meus avós por parte dela são italianos, meus bisa avós por parte do meu pai são africanos e o que isso tem haver com racismo nada. as pessoas estão pensando que apenas cor é ato de descriminação, quando na verdade tudo é descriminação basta que voce sofra um tipo certo e descrito na cara e que há considere descriminação você foi rejeitado como racismos.
    Todas as Cores e todas as Etnias sofre a discriminação racial, Brancos, Negros, Pardos, Mulatos, Enferrujados, Amarelos, todas as cores estão subjutivas a sofrer discriminação racial.
    Mas se formos ver tudo como racismo então o que será de uma nação inteira. será um fracaso, não seria o caso de avaliar melhor o que é uma descriminação.
    Veja esse tema, encontrado em livros extranjeiros. o que fala o autor.( Brancos Sarnentos de Outros pais é como uma lepra mal curada) do mesmo modo outras pessoas respondeu ao autor a altura, então isso ai sim é uma guerra racial.
    Hoje as coisas são diferentes, todos tem os mesmos direitos no Brasil, Negros Mulatos Pardos, e todas as Etnias. Nas minhas considerações eu descordei durante muitos anos sobre discursão de uma tema.( A Chamada Conta para os Negros nas Universidades) Porque eu descordei disso sempre na minha teoria eu acreditei sempre que não poderia haver conta, pois uma vez as cotas seria vista por mim como um limite a ser deixado somente para negros, alguma coisa que me parecia dizer que os meus irmãos negros não teria a mesma capacidade d um branco para ingressar nas universidades, eu fui contrar porque pensei assim e acho que muita gente tambem pessou a mesma coisa, mas meses depois participando de Uma Reunião e uma apresentação de Teatro na Associação das Familias da Comunidade Negra São João Batista eu descobri que eles tem suas razãoes e vi que a luta por conquistar espaço no Ensino Superior é um dos principais objetivos, do movimento, hoje quando olho pra traz tenho uma nova visão das ações dos movimentos, e sei da importancia da Comunidade para o desenvolvimento da Cultura e o saber no Bairro em que Moro, pois lá esta localizado a AFCN. e eles são nossos parceiros que luta junto com a gente para dar futuro melhor a nossas crianças e ajudar a exterminar de vez a questão racial de cor em nosso pais. Uma vez que a maior parte das crianças que la estudam são crianças pardas morenas brancas e pardos, então esse ato de ensinar nos leva a elogiar o trabalho que a AFCN desenvolve em nosso bairro e nossa cidade. Nada de questão racial. nada de sentir descriminados por conta de cor, pois a descriminação é quendo ela é rustica e desrrespeita Moralmente.

    A Tia Anastacia, a Tia Eva, a Tia Flavina, e o Tio Zubi sempre será fatos de bondade e ensinamentos em nossa cultura, pessoas batalhadoras que ajudaram a gente desenvolver a Cultura Africana em nosso bom sangue, e hoje juntos somos uma unica nação, o Povo Brasileiro.

    Por tanto não há ato de maldade nos livros que Ziral. e Moteiro Lobato distribuiu em Campo Grande, la siom tem a cultura e como tudo começou quem fez parte da brincadeiras infatil , quem esteve la e quem lutou para que hoje o Negro o Branco fosse livre das opressão extrangeiras. Nunca podemos deixar de lembrar que o nosso povo é uma misigenação diversificada e que nas guerras quem esteve a frente de combate foram os negros para liberta-los o Brasil das invasões estrangeiras.

    FINDO MEU COMENTÁRIO DIZENDO SOU BRASILEIRO DIVERSIFICADO, E AGRADEÇO A COMUNIDADE SÃO JOÃO BATISTA PELO TRABALHO QUE EXECUTA EM NOSSO BAIRRO. ATÉ POR SINTESE PEDIR DESCULPAS POR TER LEMBRADO DO TRABALHO DELES, UMA VEZ QUE USEI FALAR DA COMUNIDADE PORQUE CONHEÇO O ESFORÇOS DELES.

  81. Marco Lima disse:

    Olha acredito que a escritora esteja com tempo sobrando ou falta de inspiração e projeção, talvez daí a ideia de atacar e criar polêmica em cima da obra de um dos maiores escritores da história do Brasil. Todo o brasileiro com o mínimo razoável de consciência e formação conhece muito bem a nossa origem, aqui somos todos mestiços, essa é a nossa essência, a essência da etinia brasileira, mestiça de origem negra, portuguesa, espanhola e índia. Entendo esse tipo de assunto como algo batido e volta e meia nos deparamos com pessoas que fazem da bandeira do racismo uma ponte pra algum tipo exposição ou “marketing” pessoal. Levantar a bandeira do racismo atacando a obra do Monteiro Lobato e Ziraldo me parece muito mais uma necessidade de exposição do que realmente desenvolver um olhar e uma discussão crítica, madura, coerente e que efetivamente busque soluções ao racismo político e social que assistimos estampados nos telejornais e manchetes todos os dias. Talvez seja mais interessante a todos dicurtimos assuntos mais pertinentes ao nosso dia a dia e ao futuro, do futilmente atacarmos a cultura brasileira.

  82. Antonio Segetto disse:

    Estamos vivendo uma época na qual temos nossos pensamentos e atitudes censurados pelo MPC (Movimento dos Politicamente Corretos). Este grupo é formado por pessoas infelizes, sem humor. Querem proibir tudo. São contra o tabaco, mas, democraticamente, não aceitam que um estabelecimento tenha a liberdade de escolher se vai atender fumantes ou não fumantes, deixando para as pessoas a escolha de frequentar ou não o lugar. Já conseguiram proibir que restaurantes sirvam “ovos moles”, pois acham que o indivíduo não tem capacidade de escolher seu cardápio. Já mudaram as cantigas populares, como “atirei o pau no gato-to…”, pois é incorreto maltratar os bichanos (quantas pessoas devem ter sido incentivadas a maltratar os animais e viraram crápulas, não é mesmo?). Bem, só podemos fazer uma coisa. Mandar eles irem plantar batatas no asfalto pra ver se nasce…

  83. Washington disse:

    Não acho que é dessa forma que se combate o racismo ou a discriminação de qualquer conteúdo. Creio que exista uma geração de “certinhos” que conseguem ver negatividade em tudo. Não cabe entrar na discussão do conteúdo da obra de Lobato ou outro qualquer, mas, será que estas pessoas não conseguem contextualizar as coisas, os fatos e as pessoas? Tá tudo meio confuso e tem gente deslumbrada com um pseudo poder momentâneo. Lembro da questão da reprovação do aluno, resolveram mudar o nome de reprovado para retido – e me pergunto – o que mudou para o agora retido, sua vida melhorou? que nada. Acham que mudar termos e palavras muda-se a realidade. Grande tolice.

  84. Marcos Blasques disse:

    Não há racismo nas obras desses autores. Pelo contrário, há diversidade, há criatividade, há amor e respeito pelo diferente em todos os seus aspectos. O preconceito é um ataque, uma afronta cruel, uma rejeição a algo que “se tem por” diferente de si mesmo. Isso não acontece na obra desses conceituados artistas.

    Grandes “cineabraços musicanimados” a todos,

  85. Joaquim G. F. Teixeira disse:

    A opinião pública fica preocupada em saber a opção sexual de Michelangelo, porque Ricky Martins saiu do armário, agora Monteiro LObato e Ziraldo racistas….Ora, façam o favor, existem tantos absurdos para serem discutidos e banidos, como a corrupção no Senado, o uso indiscrinado de verba pública, um salário mínimo de m* (não plagiando Ziraldo),ditaduras na América Latina e África, terremotos na Nova Zelândia, miséria no Haiti. Mas combater isto tudo não deve dar ibope, é melhor sustar polêmicas. Enfim implante a contracultura, tirem o acesso as obras de todos os escritoresàs crianças nas escolas, afinal estão em formação e não tem mérito futuro para tirar suas próprias conclusões. Ainda bem que li muito muito Érico Veríssimo, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Antônio Callado, Carlos Drumond de Andrade, Rubem Braga, Stanislaw Ponte Preta, entre outros, devo ser um cara bem alienado para interpretar e questionar toda a minha capacidade opinativa. Batam palmas para a nova geração de leitores que surgirá neste novo Brasil Racista.

    Joaquim (Caucasiano puro…será?)

  86. Carlos U. Pozzobon disse:

    Ou esta escritora não sabe o que está falando ou está querendo aparecer posando no bloco do politicamente correto. O carnaval não é uma sátira? O carnaval não é uma crítica social implícita? Esta onda de acusação de racismo provém justamente de uma tentativa de racializar o Brasil com a criação de privilégios para a cor da pele das pessoas, um mini-apartheid social. Isto sim é racismo e não eventuais gozações aos afro-brasileiros, mulatos ou mamelucos. Dou força para o bloco do Ziraldo, só não entro na folia porque não moro no Rio. E viva Monteiro Lobato, nosso mais arguto crítico social da primeira metade do século XX.

  87. Markut disse:

    Sem dúvida, essa infeliz polêmica, que não podia existir, foi estimulada pela visão míope e canhestra de uma postura de caça aos votos, a qualquer custo, mesmo à custa da distorção provocada, numa população pouco escolarizada.
    Se tivermos que comparar o padrão intelectual e a importância entre um Monteiro Lobato e um Ziraldo, fico com Monteiro Lobato.

  88. Luís Bustamante disse:

    A charge representa, sim, a carnavalização do racismo (sem aspas)e o autor, Ziraldo, não a fez inconscientemente – basta ver a participação do negro, do índio, do pobre, do caipira em todo o seu trabalho como ilustrador e quadrinista.
    Quanto a racismo com ódio ou sem ódio, cabe a pergunta (autocensurada) do Ziraldo: que m* é essa?
    Aliás, pergunta que deve ser feita ao Sr. Michel, que aqui responde a questão. Porque nem italianos nem japoneses foram escravizados; foram, sim, explorados pelos seus compatriotas, deram a volta por cima e estão muito bem, obrigado. Por sinal, o Sr. Michel fez uma mistura de argumentos em seu comentário que mais parece uma tentativa de confundir a discussão.

  89. Michel disse:

    O Maior racista é o próprio Afro-Descendente, A maioria usa isso como arma para aparecer ou ofuscar sua ignorância. O racismo no Brasil deixou de exister nos anos 60 / 70 mas retornou com as manóbras politicas para conquista de votos pela ultima e atual gestão.
    Cotas raciais em Universidades,Empresas, Setores Publicos, mesmo com um nivel abaixo dos concorrentes brancos,amarélos etc… Nunca vi um Afro que conquistou sucesso e dinheiro valorizar a própria raça e se unir com alguem de mesma raça. ex.: Jogadores de Futebol, ‘Musicos’ ou pelo menos são chamados assim pela midia. O Racismo está de volta graças as manóbras politicas para conquista ou compra de vótos. Sou descendente de Italianos, minha familia foi escravizada também, trabalhando dia e noite nos cafézais apenas para conquistar o prato de comida, assim como aconteceu com os imigrantes japoneses também… O Brasil é uma piada, nunca houve tanta corrupção como hoje, a diferença é que a corrupção está legalizada agora, ou faz parte do processo politico e juridico.
    Obrigado Honoraveis Bandidos / Companheiros.
    O Povo e a Midia não tem mais coragem de falar a verdade.Sinais de uma nova Ditadura ?
    Michel

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