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Tragédia das chuvas

MP cobra melhores condições para desabrigados em Nova Friburgo

Promotores dizem que é preciso, entre outras coisas, uma adequação física dos espaços

MP cobra melhores condições para desabrigados em Nova Friburgo
Abrigo improvisado pela prefeitura de Nova Friburgo após as chuvas (Fonte: Agência Brasil)

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A prefeitura de Nova Friburgo recebeu um prazo de até dez dias para melhorar as condições dos abrigos da cidade montados para acolher os desalojados e desabrigados em decorrência das chuvas.

O pedido foi feito na última quarta-feira, 2, pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) após a constatação de diversos problemas nos abrigos da prefeitura, que não estaria oferecendo de maneira adequada condições dignas para as vítimas das chuvas.

Escolas desocupadas

De acordo com os promotores, é preciso adequar os espaços, a fim de separar as famílias de adultos solteiros, e ainda desocupar as escolas das redes pública e particular de ensino utilizadas como abrigo por causa da volta às aulas.

O MP-RJ solicitou ainda que a prefeitura de Nova Friburgo apresente laudos técnicos comprovando que os abrigos ou futuros abrigos não se encontram em área de risco.

Mortos e desaparecidos na Região Serrana do Rio

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Trabalho de Nova Friburgo, a cidade tem atualmente 949 famílias cadastradas em abrigos oficiais, 909 famílias cadastradas em abrigos solidários, 104 famílias cadastradas em áreas de demolição/risco e 400 famílias em áreas de risco.

O número de mortos na Região Serrana do Rio de Janeiro em decorrência das chuvas de janeiro subiu para 872. Até o momento foram registradas 421 mortes em Nova Friburgo. Dados do Ministério Público apontam para um total de 418 desaparecidos na região.

Leia mais:

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Fontes:
Veja - Promotores cobram melhorias nos abrigos em Nova Friburgo
Estadão - Nova Friburgo-RJ tem até 10 dias para melhorar abrigos
Extra - Friburgo tem 946 famílias em abrigos oficiais e 909, em abrigos solidários
O Globo - Sobe o número de mortos da Região Serrana em consequência das chuvas de janeiro

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1 Opinião

  1. viko967@hotmail.com disse:

    Segundo relatos de moradores da região, Teresópolis pode contabilizar um número bem maior que o divulgado pelas autoridades competentes. Com medo de uma sistemática intervenção da ONU, a prefeitura da cidade se viu na obrigação de não divulgar os verdadeiros números para a população. Ontem, dia 4 de fevereiro, mais 4 corpos foram encontrados. A região de Campo Grande era um lugar de muitas residências e o Censo 2010 mostra claramente este detalhe. Hoje o que sobrou foram apenas blocos de pedras e algumas poucas casas que estão interditadas. O mau cheiro é insuportável e a população teme, sim, por uma epidemia. É inadimissível assistir a isto tudo e omitir a falta de competência e caráter daqueles que são pagos para fazer e trabalhar em prol do bem estar do povo e que foi escolhido por ele para fazê-lo. Se esses incompetentes têm ou não algum rabo preso a culpa não é do cidadão honesto e que paga seus impostos em dia. A ONU tem sim, de intervir e fazer uma devassa na administração da cidade. Uma auditoria mostrará a verdeira face da administração de Teresópolis. Por onde eu passo, o assunto é o mesmo, a cidade vive uma realidade amarga e triste, onde todos têm histórias para contar e desabafos entalados há muito na garganta. Nove em cada dez teresopolitanos perderam alguém de suas famílias. E, acho que está mais do que na hora da máscara de certas pessoas cairem por terra.

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