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Segurança nos aeroportos

Nos EUA, monitoramento de passageiros começa antes do check-in

Agência americana vai apertar segurança em aeroportos com sistema chamado PreCheck, onde informações de passageiros são verificadas antes mesmo deles embarcarem

Nos EUA, monitoramento de passageiros começa antes do check-in
A Administração americana diz que o objetivo do pré-check é tornar a vida mais fácil para aqueles que "não apresentam riscos" (Reprodução/Internet)

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Antes mesmo de chegar ou sair dos aeroportos dos EUA, passageiros vem sendo rastreados por motivos de segurança. Analisar bancos de dados governamentais e privados, que geram informações profissionais e até sobre registro de carros, é a nova política da administração do Departamento de Segurança Interno dos EUA, a Transportation Security Administration (TSA). O procedimento é chamado de PreCheck e, segundo a instituição, vai agilizar as viagens dos passageiros que não apresentam risco.

As novas medidas dão ao governo americano mais autoridade para utilizar os dados dos passageiros obtidos com antecedência para abordagens em aeroportos, inclusive os domésticos. Anteriormente, esse nível de controle era aplicado somente aos indivíduos que entravam nos Estados Unidos de outros países.

Ainda não está claro quais informações a agência poderá acessar para fazer essa pré-avaliação, dada a extensa gama de registros que podem ser acessados, incluindo o número de identificação fiscal, últimos roteiros de viagem, registros de propriedade, ou de informações de inteligência.

Grupos de Privacidade expressaram preocupação com ampliação do alcance da agência de segurança aeroportuária. “Eu acho que a melhor maneira de olhar para isso é como uma avaliação de antecedentes criminais que será realizada cada vez que voarmos”, disse Edward Hasbrouck, consultor do Identity Project, um dos grupos que se opõem às iniciativas do PreCheck.

Uma agente da TSA discutiu aspectos da iniciativa, na condição de não ser identificada. Ela enfatizou que o principal objetivo do programa é identificar os viajantes de baixo risco, com o intuito de levá-los para triagens mais leves em postos de controle de segurança dos aeroportos, adaptando métodos semelhantes aos utilizados para sinalizar pessoas suspeitas que entrem nos Estados Unidos.

A TSA enfatizou seu objetivo de chegar a 25% de todos os passageiros levados para uma triagem mais leve até o final do próximo ano, o que significa que esses passageiros poderiam manter seus sapatos e casacos, aguardar em filas separadas e deixar laptops em suas bolsas. Por outro lado, os viajantes que se encontram na categoria de alto risco podem ser submetidos a buscas repetidas e mais rigorosas. Críticos também argumentam que o procedimento que identifica passageiros “de alto risco” é baseado em pesquisas feitas por computadores, que são pouco precisas na identificação de possíveis terroristas.

Fontes:
The New York Times - Security Check Now Starts Long Before You Fly

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