Início » Economia » Internacional » Novas críticas à lei do aborto irlandesa podem vir a ser inócuas
A Irlanda e o aborto

Novas críticas à lei do aborto irlandesa podem vir a ser inócuas

As leis de aborto altamente restritivas da Irlanda permitem que uma interrupção de gravidez seja realizada apenas em circunstâncias muito limitadas

Novas críticas à lei do aborto irlandesa podem vir a ser inócuas
As leis de aborto na Irlanda são altamente restritivas, o que gera inúmeros protestos (Reprodução/Internet)

Uma jovem imigrante que se mudou para a Irlanda no começo de 2014 descobriu que estava grávida após chegar ao país. Ela afirmara que fora estuprada em seu país de origem. A mulher, que não pode ter o seu nome revelado por razões jurídicas, tinha poucos amigos e era pobre demais para viajar para o exterior.

O seu nível de inglês era baixo, e ela se isolou socialmente. Como vítima de estupro que engravidou e depois manifestou tendências suicidas, ela tentou garantir um aborto por muitas semanas. Os pedidos foram negados.

As leis de aborto altamente restritivas da Irlanda permitem que uma interrupção de gravidez seja realizada apenas em circunstâncias muito limitadas: nos casos em que existe um risco real e substancial para a vida da mãe (inclusive aquele de suicídio durante a gravidez).

Neste mês, a gravidez de 25 semanas da jovem terminou quando seu bebê, o qual ela não desejava, nasceu de parto cesariano. Ela afirmou em uma entrevista a um jornal que enquanto estava grávida tentou o suicídio e se recusou a ingerir comida e água numa tentativa vã de conseguir a autorização para realizar um aborto.

A última polêmica em relação ao aborto na Irlanda deixou o governo constrangido, enquanto se esforça para explicar porque órgãos públicos de saúde rejeitaram o pedido da mãe. O episódio revive uma questão que gerou controvérsia pela primeira vez há mais de 30 anos e ainda divide a opinião pública intensamente.

Há dois anos, a morte de uma dentista de origem indiana em um hospital irlandês durante um trabalho de parto que terminou em aborto espontâneo reacendeu o debate. As autoridades de saúde de Galway rejeitaram o pedido de aborto dela quando ela descobriu que um aborto espontâneo aconteceria. A tragédia atraiu atenção de todo o mundo e vários comentários negativos na mídia.

Fontes:
The Economist-Flaring up

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *