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O peso de Maurício Macri nas eleições argentinas

Reeleito prefeito de Buenos Aires com uma folgada margem neste domingo, Macri pode dificultar a reeleição de Cristina Kirchner em outubro. Do 'La Nación'*

O peso de Maurício Macri nas eleições argentinas
Prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri se reelegeu no domingo (Fonte: Reprodução/Internet)

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O candidato de centro-direita Maurício Macri (Proposta Republicana – PRO) obteve uma vitória triunfante no segundo turno das eleições para prefeito da cidade de Buenos Aires no último domingo, 31, exatamente uma semana depois de seu candidato a governador de Santa Fé, Miguel Del Sel, conquistar um resultado inesperado nas urnas — ele terminou em segundo lugar, apenas quatro pontos atrás do candidato socialista e 13 à frente do candidato apoiado pela presidente Cristina Kirchner.

Estes são fatos que, embora não antecipem o resultado da eleição presidencial marcada para 23 de outubro, mudaram o clima político no país. Agora, os argentinos começam a considerar um possível triunfo da oposição na eleição presidencial, contrariando analistas e pesquisadores que já davam a vitória de Cristina como garantida.

O paradoxo é que o grande vencedor em Buenos Aires, Mauricio Macri, não se candidatou a presidente e não lançou seu próprio candidato. Este cenário levanta duas perguntas: Macri vai usar seu poder como eleitor? E se o fizer, será a favor de quem?

Embora a transferência de votos não seja automática, o apoio de um líder político pode desempenhar um papel importante nas eleições. Macri tem duas possíveis alternativas se decidir apoiar um candidato a presidente: o ex-presidente Eduardo Duhalde e o filho do ex-presidente Raúl Alfonsin, Ricardo Alfonsin. Com o primeiro, Macri mantém uma amizade desde seu início na política, uma década atrás. Em 2002, o então presidente lhe ofereceu sua candidatura, oferta que Macri finalmente recusou. Com Alfonsín, a relação é mais difícil. Em reiteradas oportunidades o candidato radical disse publicamente: “Meu limite é Macri”, enquanto negociava com De Narváez para governar Buenos Aires e, ao mesmo tempo, pretendia que Hermes Binner fosse seu companheiro de chapa.

Quem tirar vantagem nessa disputa terá fortes possibilidades de polarizar o voto contra o kirchnerismo nas eleições de 23 de outubro. Até o momento, Alfonsín parece estar nesta posição e Duhalde, em segundo lugar.

A questão agora é que, se Macri decidir apoiar publicamente o ex-presidente judicialista Duhalde como seu candidato, suas possibilidades de alcançar Alfonsín crescem significativamente.

O chefe do governo de Buenos Aires pode também não apoiar nenhum candidato até 23 de outubro, mas isso dificilmente ocorrerá. Nas próximas semanas, Macri não deve deixar de lado a oportunidade de influenciar as eleições que podem desbancar o neoperonismo de Cristina Kirchner de uma vez por todas.

Fontes:
Infolatam - ¿Puede pesar la opinión de Macri en las presidenciales?

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