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Reforma Tributária

Pior inimigo de Dilma é a burocracia, afirma ‘Financial Times’

De acordo com a “Financial Times” o combate de Dilma à corrupção vai além da troca de funcionários envolvidos em denúncias

Pior inimigo de Dilma é a burocracia, afirma ‘Financial Times’
'Financial Times': Dilma deve propor reforma tributária (Reprodução/Internet)

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O editorial publicado no jornal britânico “Financial Times”, publicado nesta quarta-feira, 31, afirmou que o principal inimigo da presidente Dilma Rousseff na luta contra a corrupção é a burocracia existente na política brasileira. O editorial defende que uma reforma tributária nacional rigorosa seria a principal ação para acelerar o fim dos desvios de verba no país e acabar com a corrupção.

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De acordo com o “Financial Times” o combate de Dilma à corrupção vai além da troca de funcionários envolvidos em denúncias. A publicação destaca que a intolerância de Dilma em relação aos políticos corruptos está sendo responsável pela mudança do estereotipo do político brasileiro no exterior, visto como relaxado.

Segundo o artigo, “enquanto o cumprimento das leis que envolvem negócios com brasileiros for tão burocrático e pesado, funcionários corruptos serão capazes de inventar novas formas de ganhar dinheiro distribuindo favores”.

O “Financial Times” afirmou ainda que Dilma tem consciência da importância de uma revisão do sistema fiscal e deverá colocar, com urgência, as mudanças necessárias em prática. Uma reforma tributária, além de evitar a corrupção, contribuiria para o aumento da competitividade da economia brasileira.

De acordo com o jornal, não é coincidência que os principais alvos da fiscalização da presidente foram os ministérios dos Transportes e Turismo, já que a maior atenção do governo deve ser com os grandes projetos de obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2012 e as Olimpíadas de 2016.

O texto destaca que o índice de aprovação do governo é alto, e que a presidente conta com o apoio da maioria do Congresso. Chamado de “milagre econômico” pelo jornal, o crescimento atual do Brasil foi considerado essencial para o combate a corrupção, já que criou uma classe média voraz que apoiará as decisões de Dilma.

O jornal cita ainda que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) calcula que o custo da corrupção – total de dinheiro desviado – no Brasil fique entre R$ 50 bilhões e R$ 84 bilhões por ano, o que significada cerca de 2% do PIB brasileiro.

Fontes:
OGlobo - Fim da burocracia e reforma tributária são principais deveres de Dilma no combate à corrupção, diz 'Financial Times'

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