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Premier israelense rejeita proposta de Obama

Netanyahu deve explicar sua visão para um futuro de paz no Oriente Médio em um discurso ao Congresso norte-americano nesta terça-feira

Premier israelense rejeita proposta de Obama
Netanyahu, em discursos anteriores, aceitou a criação do Estado, mas impôs várias condições

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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu explicar sua visão para um futuro de paz no Oriente Médio em um discurso ao Congresso norte-americano nesta terça-feira, 24. Na véspera, discursando na conferência anual do poderoso grupo de lobby pró-Israel American Israel Public Affairs Committee, o premier reafirmou que Israel nunca aceitará regressar às fronteiras estreitas que delimitavam o Estado judeu em 1967.

“Vou descrever uma visão para garantir a paz entre israelenses e palestinos”, disse o líder direitista israelense nesta segunda-feira, 23. “Pretendo falar a verdade nua e crua. Agora, mais do que nunca, nós precisamos de clareza. (Um acordo de paz) tem de deixar Israel em segurança e, portanto, Israel não pode voltar para a indefensável fronteira de 1967″, disse ele.

Obama atraiu a ira de Israel na quinta-feira, 19, quando disse que um Estado palestino nos territórios ocupados da Cisjordânia e da Faixa de Gaza deve ser elaborado ao longo das fronteiras que existiam antes da guerra de 1967, em que Israel capturou os territórios, assim como Jerusalém Oriental.

Netanyahu, em discursos anteriores, aceitou a criação do Estado, mas impôs várias condições. Entre elas está a exigência de que o país seja desmilitarizado e que Israel seja reconhecido como um Estado judaico. Além disso, o primeiro-ministro exige que seja mantida uma presença militar  na bacia do Rio Jordão, que separa a Jordânia da Cisjordânia.

O primeiro-ministro também não abre mão de que Jerusalém seja mantida como capital de Israel. Ele também adota uma posição rígida no que se refere aos palestinos refugiados. Netanyahu diz que eles poderiam retornar para o Estado criado, mas não para o território israelense, onde muitos nasceram.

Fontes:
Estadão - Nos EUA, Netanyahu fala hoje sobre processo de paz

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