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Presidente do TRE pediu US$ 500 mil para validar eleição, diz Garotinho

Desembargador Roberto Wider teria tentado extorquir ex-governador do Rio de Janeiro para beneficiar a candidatura de Geraldo Pudim em Campos dos Goytacazes

Presidente do TRE pediu US$ 500 mil para validar eleição, diz Garotinho
Garotinho revelou tentativa de extorsão ao então presidente do Tribunal de Justiça do Rio (Rep./Internet)

O então presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Roberto Wider – hoje juiz afastado – teria pedido US$ 500 mil por um voto na Corte para beneficiar a candidatura de Geraldo Pudim na eleição municipal suplementar de Campos dos Goytacazes (RJ).

Pudim era o candidato do ex-governador do Rio, o agora deputado federal Anthony Garotinho (PR). O adversário do segundo turno foi Alexandre Mocaiber (PDT).

Tudo se deu no início de 2006, segundo Garotinho, logo após a eleição suplementar na maior cidade do interior fluminense, famosa por receber mais de R$ 1 bilhão por ano de royalties do petróleo. A eleição, polêmica por supostos crimes de compra de votos dos dois lados, foi parar na Justiça Eleitoral.

Garotinho disse ter sido chamado à casa de um grande advogado onde lá encontrou o então presidente do TRE, desembargador Roberto Wider, que anunciou ter condições de resolver a pendência a seu favor. “Então Wider foi ao banheiro e este advogado (que não teve o nome revelado) me disse: ‘ele quer US$ 500 mil'”.

Ainda de acordo com Garotinho, Wider tinha à ocasião dois votos prontos. Um a favor da eleição de Pudim. E outro, no qual anulava as eleições declarando os dois candidatos irregulares.

Foi o que aconteceu, porque o ex-governador não topou pagar a propina, diz Garotinho. “No dia seguinte, no TRE, Wider deu o voto esculhambando eu e Pudim”.

À ocasião, Garotinho disse ter revelado a tentativa de extorsão ao então presidente do Tribunal de Justiça do Rio, dr. Cavaliere.

O desembargador Wider foi presidente do TRE em 2006 e chegou a corregedor-geral do TJ do Rio em 2009. Hoje ele está afastado das funções pelo Conselho Nacional de Justiça por suspeitas de favorecimento a amigos e tráfico de influência no TJ do Rio. A decisão do CNJ foi dia 14 de Fevereiro deste ano. O desembargador não foi encontrado pra comentar o assunto.

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