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‘Privilégios foram criados para deputados serem livres’, diz Sarney

Em entrevista ao jornal 'Zero Hora', presidente do Senado comentou críticas, citação no Rock in Rio e relação com políticos

‘Privilégios foram criados para deputados serem livres’, diz Sarney
José Sarney defende regalias para políticos (Reprodução/OGlobo)

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O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) afirmou em entrevista ao jornal “Zero Hora” que “os privilégios foram criados para que os deputados fossem livres e seus salários não os fizessem miseráveis”. A declaração, feita na segunda-feira, 10, foi em resposta às críticas recebidas por utilizar, duas vezes este ano, um helicóptero da PM do Maranhão para passeio na ilha de Curupu, localizada no mesmo estado e onde Sarney possui casa.

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“Quando a legislação diz que o presidente do Congresso tem direito a transporte de representação, estamos homenageando a democracia, cumprindo a liturgia das instituições. Por conta das prerrogativas do cargo, tenho direito a transporte de representação. Andei em um helicóptero do governo do Estado, não era particular”, disse Sarney.

Sarney se pronunciou ainda sobre o protesto do cantor Dinho Ouro Preto durante o Rock in Rio, no último dia 24. O líder da banda Capital Inicial dedicou a música “Que país é este?” ao presidente do Senado. Segundo o senador, a crítica foi injusta, porém seu governo que contribuiu para maior liberdade de expressão não pode deixar que cultura e arte não sejam livres.

O ex-presidente do país lembrou ainda que, com exceção de Dilma Rousseff, os últimos dois presidentes, Fernando Henrique Cardoso e Lula, foram até a sua casa pedir apoio. Sarney justificou a quebra da “prática” por parte de Dilma como uma aliança já fundamentada. “Fomos juntos para o governo”, disse o senador.

Fontes:
OGlobo - Sarney: privilégios de políticos são 'homenagem à democracia'

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1 Opinião

  1. Edna da Penha de Freitas disse:

    Com salário de 62 mil, aposentadoria garantida e somando privilégios, extravios e algumas coisinhas extras, deveria ter pelo menos a dignidade de calar-se diante de qualquer tipo de crítica, justa ou injusta mesmo que ele apoiou a liberdade de expressão, não fez mais que a obrigação, apesar de devermos agradecer por isso, é algo que ele deveria ter barrado nas letras das músicas a liberdade demasiada em relação a mulher, e isso ele não pensou.

    O político tem que aprender que ele é público e seu raciocínio tem que abranger o todo, e não é por falta de salário.

    Infelizmente ele confundiu liberdade com libertinagem.

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