Início » Economia » Internacional » Qual é o nível de eficácia dos analistas do governo?
Inteligência inteligente

Qual é o nível de eficácia dos analistas do governo?

Resultados obtidos por pesquisadores americanos sugerem que a velha piada que diz que “inteligência militar” é uma contradição é injusta

Qual é o nível de eficácia dos analistas do governo?
Espiões reclamam que o público fica sabendo de seus fracassos, mas nunca de seus sucessos (Reprodução/Internet)

Os governos, assim como todos, desejam saber como será o futuro, e um dos trabalhos principais das agências de inteligência é municiá-los de previsões sobre como estará o mundo daqui a alguns meses ou anos. Quão boas são essas previsões é uma questão em aberto: espiões em geral reclamam que o público fica sabendo de seus fracassos (para antecipar os ataques de 11 de setembro, por exemplo), mas nunca de seus sucessos.

Em um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, David Mandel, da Defence Research and Development Canada, e Alan Barnes, ex-analista de inteligência do mesmo país, tentam encontrar uma resposta. Eles analisaram mais de 1.500 previsões de inteligência feitas por uma agência não nomeada no período de março de 2005 a dezembro de 2011.

Seus resultados sugerem que a velha piada que diz que “inteligência militar” é uma contradição é injusta. Quando eles compararam o que os analistas anteciparam e o que aconteceu de fato, verificaram que eles estavam certos em 75% dos casos.

Eventos considerados improváveis não aconteceram com frequência, enquanto que aqueles considerados prováveis ocorreram frequentemente. Com efeito, eles tendiam a se posicionar com incerteza mais do que o necessário.

O resultado é ainda mais impressionante porque contrasta com um conhecido resultado anterior. Em 2005 Philip Tetlock, teórico da gestão da Universidade da Pensilvânia, anunciou os resultados de um estudo de 20 anos no qual 284 especialistas – professores, jornalistas, servidores públicos, etc – foram convidados a fazer mais de 28.000 previsões. O desempenho deles foi péssimo: pouco melhor que o acaso, e inferior até mesmo a algoritmos computacionais simples

 

Fontes:
The Economist-Intelligent intelligence

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *