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Educação

Rede pública tem déficit de 300 mil professores

Baixos salários, carência de educadores no mercado e de planos de carreira são alguns dos motivos

Rede pública tem déficit de 300 mil professores
Falta educadores no mercado (Fonte: Reprodução/RDNotícias)

A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação estima que há um déficit de cerca de 300 mil professores nas redes estaduais e municipais do Brasil.

Esse número representa 15% do total de educadores em salas de aula no ensino público brasileiro. Entre os motivos estão os baixos salários, a carência de educadores no mercado, a falta de planos de carreira e o mau gerenciamento do quadro de servidores.

Contratos temporários

Em busca de uma solução para o problema, estados e municípios lançam concursos e contratos temporários, e muitas vezes professores acabam atuando em áreas diferentes da sua formação.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino do Rio argumenta que o valor do piso nacional do magistério para 40 horas, hoje em R$ 1.187, não motiva a permanência dos educadores na escola.

Fontes:
O Globo - Déficit de professores nas redes estaduais e municipais é de 300 mil

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10 Opiniões

  1. Regina Caldas disse:

    Sofremos de uma inversão de valores absurda. A Educação, que deveria ser prioridade nas expectativas da sociedade é relegada ao desprezo generalizado. Bom mesmo é ser parlamentar, ainda que ele seja um semi analfabeto.

  2. Amadeu Pereira dos Santos disse:

    E de se prever que esse déficit de 300 mil professores, ainda não expressa o número real. Pior ainda que isso, é mostrar como estão se sentindo aqueles que são obrigados a permanecer se sujeitando às humilhantes condições em que se encontra a maioria dos educadores do Magistério brasileiro. A pouca importância, ou a indiferença da maioria dos alunos com relação ao que os professores dizem em sala de aula, é o que mais desestimula a classe. Se os pais de alunos pudessem acompanhar momento por momento da vivência de seus filhos numa escola pública, é provável que alguns deles (dos pais) teriam um infarto. Tenho vontade de reproduzir aqui os palavrões que são dirigidos aos mestres, mas não tenho coragem. E difícil imaginar o que vai acontecer futuramente com a Educação no Brasil. Mas não é difícil prever que a tendência dessa falta de 300 mil professores e crescer ainda muito mais.

  3. Marcos Bicalho disse:

    Sobram 3 milhões de Aspones na educação pública.
    Tanto a educação, o Judiciário e a saúde contratam mais puxa-sacos que professores, médicos e juízes. Isto é para manter o valor dos salários no Judiciário mas, e nas outras áreas. Existem dezenas de auxiliares para cada profissional realmente útil em cada área.

  4. João Cirino Gomes disse:

    Enquanto isso, a Dilma presidente desta republiqueta de bananas, que para se eleger prometia verbas para educação, saúde, segurança e moradia, desde o dia (26), esta na Base Naval de Aratu, na Bahia, para um período de descanso que deve acontecer até o dia 8 de janeiro. Antes de receber a chefe do Estado Maior do Exército brasileiro, a Marinha gastou R$ 657,9 mil em novos móveis e reformas da Residência Funcional da Boca do Rio, que fica na Base Naval. O valor se refere a cinco notas de empenhos emitidas entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro deste ano. Na viagem, a presidente está acompanhada da filha e do neto, Paula e Gabriel, do genro, Rafael Covolo, da mãe, Dilma Jane, do ex-marido, Carlos Araújo e sua atual esposa, além de uma tia.
    Três notas de empenho, no montante total de R$ 425,2 mil, fazem parte do processo 026/2011, que previa gasto estimado de R$ 523,5 mil. O edital da compra informa a necessidade de fornecimento de mobiliário, tapetes, cortinas e eletroeletrônicos para a residência funcional da Boca do Rio. (veja empenhos)
    Todos os itens, exceto os tapetes, são encontrados nas descrições dos empenhos. Entre as compras estão, por exemplo, um frigobar com capacidade de armazenagem de 76 litros no valor de R$ 4,9 mil, um espelho tamanho 2,5 x 2,5 m ao custo de R$ 6 mil e duas poltronas no valor total de R$ 6,7 mil.
    Além disso, um “kit” de eletroeletrônicos, composto por oito televisões, sete DVD’s, um home theater e um computador completo, no valor total de R$ 19,5 mil, também faz parte das novas aquisições da Base.
    As cortinas estão na nota de empenho do dia 10 de dezembro (processo TJDL 04/2011) e custaram R$ 37,3 mil. Para finalizar a soma total dos gastos da Base Naval de Aratu com a residência funcional da Boca do Rio, foram reservados, no dia 21 de novembro (processo CP NR 022/2010), R$ 195,4 mil para “execução de obra de reforma”.

    Entrevista com “APEOESP sobre a greve dos professores em São Paulo” …
    18 mar. 2010 … João Cirino Gomes (“janciron”), Notem bem GREVE só em SP!
    Será que somente os professores do ESTADO DE SP, estão com seus salários defasados?

    E como a internet ainda é um meio de comunicação, eu “janciron” aproveito para fazer minhas cobranças!

    Onde estão os defensores de melhores salários?

    E onde estão, aqueles sindicatos e blogueiros que criticavam o Serra devido aos baixos salários dos professores em SP?
    Que fique bem claro, não estou defendendo nenhum político, meu voto foi NULO!

    Na verdade: Esta ficando claro, que intenção de alguns políticos na época, era jogar os professores contra seus adversários, para angariar votos!

    Pois os professores de todo o país continuam com seus salários defasados!
    Também: Apesar de serem mais cultos, que boa parte dos presidiários, continuam desunidos!

    Pois os presos, criaram suas falanges, como PCC, CV; e devido a suas representatividades, em busca de seus direitos, ganham mais de setecentos reais por cada filho; valor maior, que o salário de muitos professores!

    Estou citando estes dados, pelo fato, de que em 18 mar. 2010, época da eleição tive um comentário bloqueado!

    A informação que consta na pagina; é de que era propaganda política!

    Então me vejo no direito de cobrar a quem quer que seja, a continuidade da luta por melhores salários dos professores; principalmente daqueles que se diziam defensores desta causa, ou só defendiam a causa, em época de eleição?

    Ou a pretensão dos sindicatos e blogueiros, era usar os professores contra seus adversários políticos?

    Ou acham que o cidadão só tem direito de fazer reivindicação e ouvir promessas, em época de eleição?

    Abraços a todos!
    Vamos acordar e sair deste berço esplêndido!

  5. João disse:

    Gostaria que meus netos tivessem a educação que eu e as mães deles tiveram, mas infelizmente já está dando para perceber que não vai ser bem assim, com a escasses de professores e os baixos salários pagos pelos seus trabalhos não está dando para acreditar num futuro promissor pra ninguém. A sociedade há de convir que se existe os profissionais que movem o país e até o mundo, o mérito é dos professores, são eles que ensinam, são eles que educam, então não tem que ficar medindo salários para remunera-los. Já estamos percebendo os reflexos da falta de educação no dia-dia, é a violência aumentando cada vêz mais é a corrupção que não acaba é o estresse é a depressão, isso tudo e muito mais é a causa da deficiência da educação. Temos que entender que professor é um ser humano normal, tem problemas igual qualquer um outro e não tem como enfrentar uma sala de aula que mais parece uma ARENA pensando entre outros problemas entre eles essa miséria de salário que os governantes acham que é muito. ISSO É UM ABSURDO.

  6. marcia melnek disse:

    Bom mesmo é ser político, salários extremamente fora da realidade de um pais ainda (pobrede cultura, educação, saude…) em desenvolvimento, ser docente realmente nao é vantagem, estudamos tanto pra que? ser politico não precisa nada disso, nem horario (a ser cumprido) quem dira ser prioridade o trabalho!!!!!

  7. Pedro Bastos disse:

    Com certeza, esta estatística não contempla, in-totum, a carência de professores na grande área amazônica. Aqui, na Amazônia, a ausência do Estado brasileiro se evidencia em maior grau nas áreas educacionais e de saúde, por coincidência as áreas onde mais deveria atuar.

    Nos lugarejos isolados da Amazônia, distantes horas ou mesmo dias de navegação – por pequenos barcos ou canoas a remo – das sedes dos municípios, as crianças e os jovens não dispoem de escola pública (e nem particulares!!!).

    Nesses locais, apenas um ou outro abnegado, que até pode habitar em um povoado distante, aproveita uma choupana, com piso feito de troncos de açaizeiros e teto coberto com palha de uma palmeira, para “ministrar” aulas – quase sempre apenas de português e matemática, e em ambos os casos insipientes, básicos, somente a alfabetização e as quatro operações fundamentais – às crianças e jovens que, na maioria das vezes, vêm e vão de canoa a remo, ou então seguem andando, durante horas pela mata – em trilhas onde facilmente se encontram onças e muitas cobras e insetos perigosos -, até seus casebres, de “construção” idêntica àquela da “sala de aula”.

    Com raríssimas excessões, as universidades públicas (e as privadas também!!) amazônicas não mantém campus nas sedes municipais interioranas mais distantes, na Amazônia. Os jovens que conseguiram concluir o segundo grau não têm outra alternativa senão migrar para as Capitais em busca de um curso superior, deixando para trás e de certa maneira agravando a situação dos habitantes do seu local de origem. E desta forma querem os sucessivos governo federal desenvolver a Amazônia??? Como, se na educação reside a base de um povo!?…rsrsrs

    Sei que fujo ao tema, porém, em outra vertente, não desta da educação básica pública, se atentasem para a quantidade de Doutores (profissionais com o título de Doutor, ou pós-doutorado) que se encontram na Amazônia veriam que é um quantitativo insipiente.

    A pesquisa científica na região é insignificante, e o fato se deve à falta de apoio estatal. Se o Estado, realmente, voltasse os olhos para a região, o povo brasileiro passaria a conhecer as riquezas minerais e a biodiversidade da Amazônia. Mas isso não se aplica a outros países, eles conhecem muito bem o que a Amazônia pode revelar ao mundo.

    Pedro Bastos, PhD – ora pesquisando (para laboratório multinacional alemão, pois o meu País não remunera a pesquisa verdadeira na Amazônia!!!) a flora medicinal (para aplicação em novos produtos alemães para rejuvenescimento facial), acampado próximo à margem direita do rio Içana, região da “Cabeça do Cachorro” – AM.

  8. Geraldo disse:

    É preciso que que o mec reconheça que o baixo salário pago aos professores(as)em nosso país,não atrai os estudantes mais capacitados para a profissão.

  9. mauricio disse:

    Alem disso muitos professores deveriam voltar pra escola é muita gente apadrinhado político e o MEC faz vistas grossa, cursos e escolas sem ser bem avaliada pelo MEC, e com isso o ensino abaixo da media nacional, e a qualificação zero a esquerda …!

  10. rogerio Faria disse:

    Aliado a isso tudo, o professor ainda tem que dar aula para alguns adolescentes que em alguns casos, é um exercício de alto risco. As figuras não tem o mínimo de educação e respeito pelos professores. Muitos até ameaçam os docentes em caso de notas baixas. Verdadeiro marginais, fruto de famílias destroçadas e de paternidade irresponsável.

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