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Oriente Médio

Revéillon sangrento na Síria

Novo ano começa tão violento quanto terminou. Em meio à repressão, mais de 30 pessoas foram mortas nos últimos dias de 2011

Revéillon sangrento na Síria
Menino de 7 anos, vítima de tiros, é o primeiro mártir de 2012

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O ano novo na Síria começou sangrento como o que passou. A oposição síria celebrou neste domingo, 1º, a chegada de 2012 com novas manifestações para pedir a saída do poder de Bashar al-Assad, em meio à repressão pelas forças da ordem.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, cinco manifestantes foram mortos a tiros na cidade de Hama, no centro do país, enquanto outras cinco morreram em Deraa, no sul.

Já os Comitês Locais de Coordenação, grupo de oposição ao regime, afirmam que pelo menos 32 pessoas foram mortas em todo o país desde sexta, dia 30: nove em Hama, seis em Deraa, seis na Província de Idlib, no noroeste, e quatro em Tal Kalakh, perto da fronteira com o Líbano.

O presidente Bashar al-Assad começou em março a reprimir com violência os protestos que pediam a renúncia de seu governo. As autoridades da Síria afirmam que têm sofrido ataques de grupos terroristas armados pela violência durante a revolta.

Em Hama (centro), um menino de sete anos foi vítima dos tiros disparados contra o carro dirigido por seu pai, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que chamou a criança de o “primeiro mártir de 2012”.

Na região de Homs, três civis morreram nas mãos de milícias favoráveis ao regime. Na província de Damasco, 20 manifestantes que hastearam a bandeira síria da independência foram feridos pelas tropas, afirmou o OSDH.

Os “jovens da revolução” celebraram a chegada de 2012 com o espocar de fogos de artifício e com pedidos de saída do poder de Assad, que enfrenta, desde meados de março, o movimento de protestos.

No entanto, o número exato de vítimas é difícil de verificar, assim como outras informações, já que o governo da Síria impede o trabalho de jornalistas estrangeiros no país.

Fontes:
UOL - Milhares saem à ruas na Síria; repressão deixa vários mortos, dizem ativistas

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