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Egito condena à morte 529 partidários de Mohamed Morsi

Milhares de partidários do ex-presidente Mohamed Morsi foram mortos nos protestos que tomaram o país após a sua deposição

Egito condena à morte 529 partidários de Mohamed Morsi
Tanque posicionado em frente à prisão de Tors, no Cairo (Reprodução / O Globo)

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Uma corte criminal na cidade de Minya, no Egito, condenou 528 pessoas à morte em um julgamento coletivo nesta segunda-feira, 24, após uma única sessão. Segundo a mídia estatal, os réus foram considerados culpados pela morte de um policial, a tentativa de assassinar um outro policial e por participar em tumultos que destruíram uma delegacia durante os distúrbios na cidade que começaram em julho, após a destituição do ex-presidente da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsi. De acordo com o jornal estatal, apenas 16 réus foram absolvidos.

A rápida condenação de tantas pessoas de uma só vez representa uma escalada súbita da repressão contra os partidários do ex-líder islâmico. Após a derrubada de Morsi, o governo liderado por militares matou mais de mil pessoas em tiroteios durante os protestos contra o golpe. Outros milhares foram presos em manifestações que continuaram nas universidades e nas ruas. A maioria dos presos foi detido sem acusação formal ou julgamento.

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O veredito desta segunda-feira, 24, destaca a contínua estratégia de pelo menos uma parte do sistema judicial egípcio de enxergar o apoio ao presidente deposto como traição. Em dezembro, o governo proibiu formalmente a Irmandade Muçulmana, o partido islâmico que alçou Morsi à presidência, dominando as primeiras eleições livres do país. O partido foi declarado um grupo terrorista, sujeitando qualquer um de seus membros ou simpatizantes a pesadas multas. O governo também criminalizou a participação em manifestações de rua não autorizadas, com penas de prisão para seus organizadores.

 

 

Fontes:
O Globo - Condenados à morte 529 partidários do ex-presidente do Egito

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