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Sarney diz que divulgar documentos ultrassecretos pode ‘abrir feridas’

O governo decidiu acatar a mudança defendida pelos ex-presidentes para resolver o tema, em debate no Senado desde o início do ano

Sarney diz que divulgar documentos ultrassecretos pode ‘abrir feridas’
Sarney diz que documentos do passado recente devem ser divulgados (Reprodução/O Globo)

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Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), a divulgação total de documentos ultrassecretos do governo pode “abrir feridas”. Nesta segunda-feira, 13, ele se posicionou favorável ao sigilo eterno para algumas informações confidenciais do país, como, por exemplo, as que se referem a questões diplomáticas. Mas o senador acredita que os documentos sigilosos que digam respeito ao “passado recente” do país devem ser divulgados.

A presidente Dilma Rousseff deve ceder às pressões de Sarney e do ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e vai aprovar mudanças no projeto que trata do acesso a informações públicas para manter a possibilidade do sigilo. A Lei Geral de Acesso à Informação está em análise no Senado. O texto estabelece, por exemplo, prazo máximo de 50 anos para o sigilo de documentos públicos.

A nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse no último domingo, 12, que o governo vai se posicionar para atender à reivindicação dos ex-presidentes Collor e Sarney, integrantes da base governista. A discussão sobre tornar eterno o sigilo de documentos oficiais do governo tem como base um projeto enviado ao Congresso pelo então presidente Lula, em 2009. No ano passado, a Câmara aprovou o texto com uma mudança substancial: limitava a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo. Com isso, documentos classificados como ultrassecretos seriam divulgados em no máximo 50 anos.  Dilma irá realizar mudanças para derrubar esta limitação e tornar o sigilo eterno.

O governo cogitou fazer um evento para marcar o fim do sigilo eterno.  Dilma sancionaria a lei em 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Mas decidiu acatar a mudança defendida pelos ex-presidentes para resolver o tema, em debate no Senado desde o início do ano.

Fontes:
O Globo - Para Sarney, divulgar documentos utrassecretos pode 'abrir feridas'
Estadão - Dilma cede a pressões e agora quer manter sigilo eterno de documentos

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2 Opiniões

  1. Eduardo disse:

    O Wikileaks deveria abrir uma filial no Brasil, não sobraria bigode sobre bigode.

  2. Wellington da Veiga Pessoa disse:

    Por que não divulgar? “Quem não deve não teme”. Se querem manter o sigilo eterno,é porque aí tem coisa! seria bom que acabassem com grande parte de assuntos sigilosos, só assim as mazelas que assolam o país do Oiapoque ao Chui viriam a tona, para a felicidade geral da Nação…

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