Início » Brasil » Política » Sarney irá propor novo referendo sobre desarmamento
Desarmamento

Sarney irá propor novo referendo sobre desarmamento

Presidente do Senada acredita que episódio em escola de Realengo tenha mudado a posição da população

Sarney irá propor novo referendo sobre desarmamento
"Só quem não muda são as pedras", argumenta Sarney

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Diante da tragédia na escola municipal, em Realengo, o presidente do Senado, José Sarney, apresenta nesta terça-feira, 12, uma proposta para a realização de um novo referendo sobre o desarmamento. O último debate sobre o assunto aconteceu em outubro de 2005, e cerca de 64% dos votos optaram por não proibir o comércio de armas e munições.

Sarney pretende debater com os líderes partidários a votação de um projeto de lei que faça uma consulta à população sobre a proibição das armas de fogo no país. Na última semana, logo após o ocorrido na escola em Relengo, o Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu a retomada desta discussão. O presidente pretende votar de imediato o projeto.

Sarney acredita que o episódio da semana passada possa influenciar no voto das pessoas, gerando um novo resultado para o referendo. “O Rui Barbosa dizia que só quem não muda são as pedras. O que não se deve é mudar do bem para o mal e do mal para o pior. Nós estamos mudando do mal para o bem, de maneira que eu acho que a população vai ser sensível”, explicou o presidente.

Uma Campanha Nacional pelo Desarmamento já estava prevista para junho, na última semana o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, propôs que o projeto fosse antecipado. Sarney apoio a ideia do ministro já que, no momento, segundo ele, qualquer iniciativa para promover e criar a consciência contra o desarmamento é bem vinda.

Armas e balas devem valer dinheiro, segundo ONG carioca

As campanhas do governo para o desarmamento da população contam com a troca das armas por dinheiro. Com o surgimento de um novo debate sobre o assunto, a ONG Viva Rio resolveu propor ao governo federal que pague também pela munições entregues nos postos de recolhimento.

Uma ideia já projetada é incluir chips nas armas, antes mesmo de saírem das fábricas. Nos últimos dois anos, houve uma queda significativa no número de armas entregues pela população. Nos anos de 2004 e 2005, quando a campanha contou com o apoio de ONGs, igrejas e polícias, 459 mil armas foram recolhidas. Em 2008 e 2009, com o apoio apenas da Polícia Federal, o governo retirou do mercado apenas 30 mil armas.

Fontes:
O Globo - Sarney apresenta proposta para novo referendo sobre desarmamento nesta terça-feira

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

4 Opiniões

  1. Sandra disse:

    Continuo veementemente contra o Estatuto do Desarmamento, que deixaria os “mocinhos” desarmados e os “bandidos” ainda mais armados.O que tem que ser enfocado é o bullying.O sujeito não nasceu monstro, tornou-se monstro pelo contínuo abuso dos colegas.O que deveria ser combatido através de uma séria campanha de conscientização nas escolas é o bullying, pois daí saem os socicopatas que perpetram atos como este…
    Quanto ao oportunismo do Sr Sarney ,que se aproveita desse momento de comoção para insistir em um novo referendo para a aprovação do estatuto do desarmamento, pelas pesquisas de opinião que tenho visto não vai vingar…Vai ser um sonoro “Não” de novo.

  2. Carlos U. Pozzobon disse:

    Eles deveria fazer um plebiscito para nos perguntar se queremos:
    1) o voto obrigatório;
    2) partidos políticos nanicos com menos de 10% do eleitorado;
    3) financiamento de campanhas eleitorais;
    4) horário eleitoral gratuito no rádio e TV;
    5) voto distrital;
    6) composição da câmara e senado;
    7) ficha limpa para o eleitor;
    8) e muito muito mais.
    Por que votar no que já foi votado e referendado? Quer dizer que a votação anterior não vale mais? Isto tudo me parece inconstitucional. Eles perderam e agora querem revanche. E vão tentar criar um clima de emocionalismo, com o qual vai correr muito dinheiro para os canais de TV cooptados para que o povo mude seu voto.
    Vamos tentar mudar o teor do plebiscito, quem sabe a gente não consegue alguma coisa, já que deles não vem nada que se aproveite para o bem do país.

  3. nilson ferreira disse:

    Se o povo votou a favor fica claro que Sarney não respeita a democracia, faça um referendo sobre ele… perguntando se o povo do Brasil aceita ele em Brasilia, sim ou não… vão gastar mais de 500 milhões de novo? é… o Brasil esta ficando com nossos politicos cada dia pior.

  4. Henrique de Almeida Lara disse:

    Só não diria que Sarney desrespeitou o povo brasileiro ao dizer que votar contra a proibição de venda de arma foi um erro, porque ele teria agumento muito forte para provar que o povo erra quando vota. É só lembrar do fato de que os eleitores brasileiros elegem dezenas, senão centenas, de corruptos, incompetentes e irresponsáveis. Aí o povo erra!
    Resta-me não aceitar a estatística demagógica que diz que 80% das armas usadas em crime são de fabricação nacional. O que dizer, então, dos muitos arsenais de armas e monições contrabandeadas por traficantes e bandidos descobertos e apreendidos pela polícia? Mais uma tolice: colocar chips em armas! Porventura, já consultaram os fabricantes estrangeiros se querem colocar chips em suas armas para depois contrabandearem-nas?

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *