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CRISE NA VENEZUELA

Trump pressiona militares venezuelanos a abandonarem Maduro

'Vocês não terão um porto seguro, não haverá alternativa fácil ou uma saída. Vocês vão perder tudo', prometeu Trump aos militares venezuelanos

Trump pressiona militares venezuelanos a abandonarem Maduro
Trump segue aumentando a pressão sobre o governo Maduro (Foto: Donald Trump/Twitter)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato para os militares venezuelanos, que apoiam o governo do presidente eleito, Nicolás Maduro. Em um discurso na Universidade da Flórida, o chefe de Estado norte-americano afirmou que os militares “não terão um porto seguro” se continuarem apoiando Maduro.

Por outro lado, Trump instou que os militares, que atualmente bloqueiam a fronteira com a Colômbia e impedem a chegada de uma ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos, apoiem Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado presidente do país. Guaidó já foi reconhecido por parte da comunidade internacional como o chefe de Estado em exercício da nação latino-americana.

“Vocês podem escolher a generosa oferta de anistia do presidente Guaidó de viver suas vidas em paz com suas famílias e seus compatriotas. Ou vocês podem escolher o segundo caminho: continuar a apoiar Maduro. Se escolherem esse caminho, vocês não terão um porto seguro, não haverá alternativa fácil ou uma saída. Vocês vão perder tudo”, garantiu Trump.

No último dia 16 de fevereiro, Juan Guaidó já havia afirmado que a ajuda humanitária estava “nas mãos” dos militares. Analistas internacionais avaliam que o apoio das Forças Armadas é o que ainda sustenta a força de Maduro no poder da Venezuela.

“Peço a todos os membros do regime de Maduro: Acabem com este pesadelo de pobreza, fome e morte. Deixe seu povo ir. Deixe seu país livre! Agora é a hora de todos os patriotas venezuelanos agirem juntos, como um povo unido. Nada poderia ser melhor para o futuro da Venezuela!”, escreveu Trump nas redes sociais.

Guaidó prometeu, no último dia 12 de fevereiro, que a ajuda humanitária vai entrar no país no próximo dia 23, pressionando as Forças Armadas internamente. Na época, o autoproclamado presidente interino disse que as Forças Armadas teriam que decidir se estariam do lado “dos venezuelanos, da Constituição, ou do usurpador [Maduro]”.

Apesar das afirmações de Guaidó e Trump, os militares seguem reforçando o bloqueio na ponte fronteiriça entre Venezuela e Colômbia. Os venezuelanos atravessam uma longa crise econômica, política e humanitária, com o momento ficando ainda mais conturbado devido à divisão do país entre Maduro e Guaidó.

Contra as afirmações dos governo norte-americano, Nicolás Maduro acusou o discurso de Trump de “quase nazista”, questionando ainda a interferência dos Estados Unidos na situação venezuelana. “Quem é o comandante das forças armadas, Donald Trump de Miami?”, afirmou Maduro. “Eles [Estados Unidos] acham que são os donos do país”.

Ajuda da Rússia

Maduro informou que a Rússia irá enviar uma grande remessa de ajuda humanitária, reforçando sua rejeição ao comboio dos Estados Unidos. “Na quarta-feira [20] chegarão 300 toneladas de ajuda e assistência humanitária da Rússia”, disse Maduro em pronunciamento transmitido pela televisão, afirmando que o envio inclui “medicamentos de alto custo”.

Através de sua conta no Twitter, Maduro agradeceu aos manifestantes que lutam pela sua causa e afirmou que não cederá à pressão de Donald Trump e Juan Guaidó.

 

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Fontes:
Agência Brasil-Guaidó diz que ajuda humanitária "está nas mãos" dos militares
Dw-Trump dá ultimato a militares venezuelanos
The Guardian-Ditch Maduro or lose everything, Trump tells Venezuelan army

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