Dilma garante que vai erradicar a miséria no Brasil, Serra jura que vai mandar remédios pelos Correios. Seremos o país perfeito em 2015?
Lucia Hippolito analisa a trajetória do PT da sua origem no sindicalismo ao governo Lula
Considerado um marco da imprensa nacional, JB põe fim à sua edição impressa a partir de 1º de setembro
A estratégia do empresário Eike Batista obedece a uma lógica agressiva de relações públicas. Por Carlos Tautz
Veja o artigo de Paulo Rabello de Castro publicado no site do Instituto Millenium
Acompanhe a série especial sobre eleições. Por Claudio Carneiro
O russo Andrei Gavrilov e o húngaro András Schiff vêm de planetas psicoestéticos que se estranham. Por Clóvis Marques
Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, nasceu em Ouro Preto no dia 29 de agosto de 1730
Pneumologista do MedImagem Medicina Diagnóstica dá dicas para quem quer parar de fumar
O leitor Milton Portenoy foi escolhido para essa semana. E você, já deu sua opinião?
Francisco Taunay analisa a relação entre cinema, fotografia e realidade
Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restringiu, em fevereiro, a propaganda eleitoral aos sites oficiais dos candidatos para as próximas eleições municipais no Brasil. Com isso, o órgão defende a adoção de "regras rígidas" para a veiculação de propaganda na internet. Como não existe lei eleitoral para este meio de comunicação, todo o resto é proibido.
De acordo com o capítulo IV do parecer 22.718 do TSE, "A propaganda eleitoral na Internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha", página essa cuja terminação seja can.br ou outra "como mecanismo de propaganda eleitoral até a antevéspera da eleição". Orkut, Facebook, Twitter, blogs: nenhuma mídia online, além do site oficial, será tolerada.
Para cercear ainda mais a liberdade política e de expressão dos brasileiros, o TSE prevê que os candidatos poderão ser responsabilizados por textos publicados por eleitores ou simpatizantes. Ou seja, se um eleitor manifestar o seu apoio ao candidato "x" em algum site de relacionamentos, por exemplo, o político poderá será penalizado (chegando até a ser cassado o seu registro). E se eu for contra um candidato que esteja concorrendo — ou vários — e fizer propaganda política a favor deles, serão eles punidos sem sequer estarem cientes de tais ações?
Enquanto o mundo participa ativamente da política através da rede mundial de computadores, o Brasil, mais uma vez, retrocede.
E o que dizer, então, da atual campanha eleitoral americana, que dá um banho em termos de criatividade através do uso da internet? Um exemplo é o vídeo gravado por um grupo de atores, músicos e esportistas que musicaram um discurso do candidato ao partido democrata Barack Obama. O clipe, veiculado no YouTube e visto por mais de 7 milhões de pessoas, não foi feito por Obama, e sim por eleitores que simplesmente quiseram expressar as suas opiniões. Nada mais justo.
A censura imposta aos brasileiros, incapazes de manifestarem as suas preferências político-partidárias, pode parecer um contra-senso. Isso porque o mesmo órgão governamental já utilizou o YouTube para cativar os jovens e estimulá-los a votar. Agora, ele limita o debate político, dificultando a entrada desta mesma faixa demográfica que tem na internet uma das suas principais fontes de informação, entretenimento e canal de expressão.
Em pouco mais de 10 anos, a internet se tornou um ambiente democrático e extremamente colaborativo, onde qualquer usuário é capaz de gerar e transmitir conteúdo. Subestimar a web e o mundo de possibilidades que ela oferece é também subestimar a capacidade dos próprios usuários, que querem (e deveriam) participar de quaisquer acontecimentos no país e no mundo.
Diante das imposições do TSE, você acha que as regras eleitorais estão rígidas demais? Dê a sua opinião.