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Despoluindo os céus

UE irrita companhias aéreas, empresas de energia e o Canadá

Companhias de aviação contribuem com 2% a 3% das emissões globais de carbono

UE irrita companhias aéreas, empresas de energia e o Canadá
Taxa será sobre trajeto completo, não apenas o trecho sobre a Europa (Reprodução/Internet)

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A partir do dia 1º de janeiro, companhias aéreas norte-americanas, chinesas e do resto do mundo serão cobradas pelo carbono emitido por voos chegando e partindo da Europa. Já não era sem tempo: as companhias de aviação contribuem com 2% a 3% das emissões globais e ainda assim tinham carta branca para poluir até agora. A iniciativa europeia, que traz as companhias aéreas para o sistema de créditos de carbono vigente na U.E., o Emissions Trading Scheme (ETS), é um corretivo modesto. A esperança é que este ato acelere a criação de um prometido e mais ambicioso sucessor que regularia o espaço aéreo em âmbito mundial.

É desnecessário dizer que as companhias estrangeiras não estão contentes. Ainda que apenas uma parte do trajeto do voo sobrevoe território europeu, todo ele será taxado, não apenas o trecho sobre o velho continente, o que fez com que países fora da U.E. detectassem uma agressão às suas soberanias. Mês passado, em resposta a um processo de uma associação americana, Airlines for America (A4A), a Corte Europeia de Justiça desconsiderou o caso. A A4A alega, com pouca fundamentação, que a medida custará a seus membros mais de US$ 3 bilhões até 2020 e pode vir a abrir um novo processo na Corte Suprema em Londres.

Governos prejudicados podem também requerer medidas por parte da Organização Internacional de Aviação Civil da ONU. Tendo ameaçado “reagir de modo apropriado” caso a U.E. vá adiante com seu plano, os EUA podem até estar considerando uma medida retaliatória, como uma taxa sobre companhias de aviação europeias.

Uma segunda controvérsia envolve um plano da U.E. para reduzir a intensidade do carbono no combustível de veículos. Segundo propostas deste plano, a diferentes fontes de petróleo bruto seriam dados pesos de modo a refletir o seu potencial de poluição. Para atingir a meta da U.E. – uma redução de 6% na intensidade do carbono até 2020 – combustíveis mais poluentes que a média, como diesel oriundo de carvão ou petróleo oriundo de óleo de xisto ou de poços de piche canadenses, teriam que ser misturados com combustíveis mais limpos, como biocombustíveis. Fãs do sistema de mistura admitem que este não é ideal, mas argumentam que, como no caso das companhias aéreas e do ETS, é melhor começar da melhor maneira possível do que postergar a ação indefinidamente. A questão será discutida na Comissão Europeia em 19 de janeiro.

Fontes:
The Economist - Greening the skies

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3 Opiniões

  1. ney disse:

    que pena! a U.E. passou na frente da dilma, neste novo imposto.mas a dilma vai dar a volta por cima, aguardem!!!!!

  2. ney disse:

    A elite global esta arrecardando fundos atraves dos impostos para o governo mundial. o anticristo. foi assim que eles acabaram com Roma e abriram o caminho para o Papado atual..

  3. SID OLIVEIRA disse:

    EU ACHO UM ABSURDO,SABEM PORQUÊ,O TRANSPORTE POR VIA-FERREA SAIRIA MENOS POLUENTE, IMAGINEM QUE SE TIRASSEMOS UMA BOA FROTA DE CAMINHÕES DAS ESTRADAS ONIBÚS E ETC.TERIAMOS MEIOS DE TRANSPORTES PARA TODOS INCLUSIVE AÉREO, SEM NINGUÉM TER QUE PAGAR POR POLUIR O QUE JÁ ESTÁ MAIS QUE POLUIDO.ISTO APENAS SE TRATA DE ARRECADAR MAIS DINHEIRO PARA TERCEIRO GOVERNO.QUE DEVE ESTAR COM SEUS CAIXAS BEM BAIXOS.NESTA HORA EU PENSO SERÁ QUE HITLER NÃO ESTAVA CERTO

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