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Eleições 2010

Último embate entre Dilma e Serra vira ‘não debate’

Os candidatos foram sabatinados por eleitores indecisos e se limitaram a abordar as propostas de governo

Último embate entre Dilma e Serra vira ‘não debate’
Serra e Dilma evitam ataques e se ignoram no debate desta sexta-feira, 29

O último debate entre os presidenciáveis, promovido pela TV Globo, nesta sexta-feira, 29, foi como um ‘não debate’. Diferente dos embates anteriores, marcados por ataques e trocas de acusações, Dilma Rousseff e José Serra se detiveram às propostas de governo.

As regras do programa impediam um embate direto entre os adversários. Eles não faziam perguntas um ao outro, mas eram sabatinados por eleitores indecisos, por isso se  detiveram aos temas propostos.

Entre os temas levantados pelos eleitores estavam saúde, meio ambiente, funcionalismo público, agricultura, segurança, saneamento, educação, legislação trabalhista e previdência. Os candidatos também não deixaram de abordar o tema emprego e segurança.

Corrupção

Mesmo em assuntos quentes como escândalos de corrupção, que dominaram até mesmo o cenário da campanha presidencial, os candidatos preferiram não elevar o tom da discussão. A saída foi relembrar de casos de corrupção antigos.

José Serra lembrou de os “aloprados”, escândalo de 2006, quando petistas foram acusados de comprar um dossiê contra o tucano, que na época disputava o governo de São Paulo. “O exemplo tem que vir de cima. O chefe de governo tem que começar dando exemplo, escolhendo bem as equipes e punindo quando há alguma irregularidade”, afirmou o tucano.

Dilma e Serra se cumprimentam no último duelo (fonte: G1)

Já Dilma rememorou o caso dos “sanguessugas”, em que houve desvio de dinheiro na área de saúde durante a administração de Fernando Henrique Cardoso. “O importante é investigar e punir. Doa a quem doer”, concluiu a petista.

Políticas sociais

Quanto às políticas sociais, o tucano expôs que pretende continuar com o Bolsa Família, mas somado a um projeto de incentivo à educação de jovens no ensino profissionalizante, na tentativa de que as famílias cortem o ciclo de dependência da ajuda assistencial do governo. “Mas, ao mesmo tempo, deve se criar mecanismos para que eles possam ter renda no futuro e possam se livrar”, afirmou Serra.

Dilma aproveitou a oportunidade para criticar a aplicação das políticas assistenciais em São Paulo. “Quem cuida de pobre em São Paulo é o governo federal.”

Saúde

Uma eleitora criticou duramente a situação da saúde no país. “A nossa saúde vai mesmo melhorar ou nós vamos continuar sofrendo como animais?” O tema, que é uma das frentes de campanha do tucano, foi usado por Serra para criticar o governo Lula. “Acho que a nossa saúde parou nos últimos anos e, diante das necessidades, acabou andando para trás”.

Dilma teve de concordar. “De fato nós temos um problema de qualidade de saúde no Brasil. Temos sim, e se a gente não reconhecer que tem, a gente não melhora.” Ambos propuseram a criação de policlínicas especializadas.

Leia mais:

Debate enfadonho
Troca de farpas e poucas propostas marcam debate entre presidenciáveis

Fontes:
Reuters - Duelo final entre Dilma e Serra vira um "não debate"
O Globo - No último debate do segundo turno entre os presidenciáveis, propostas aparecem

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6 Opiniões

  1. Augusto R.C. D'Oliveira disse:

    A educação em si não é importante, mas o tipo de educação é. Um país é feito de pessoas e as pessoas são feitas. As pessoas são feitas nas escolas, em casa e em sua comunidade. A três perguntas importantes: (1) Queremos uma nação de trabalhadores ou pensadores/criadores? (2) As nossas crianças estão recebendo a educação para o que queremos? (3) O que teremos que fazer para que as nossas crianças tenham a melhor educação do planeta?

  2. jony disse:

    Como assim Augusto, você é marxista? Não existe oposição entre trabalhadores, criadores e intelectuais. Todos formamos o braço forte de construção desta nação e todos merecemos educação de qualidade, seja para trabalhar em um restaurante servindo ou bolando receitas caras. Somos parceiros na caminhada!

  3. Amadeu Pereira dos Santos disse:

    Esses candidatos que estão aí: Dilma, Serra Tiririca e muitos outros confirmam a sentença de que “cada povo tem o governo que merece”. Se perguntarmos a esses críticos que costumam desdenhar de tudo que é do nosso povo brasileiro, quais as outras contribuições que deram para melhorar nossas condições de tupiniquins, além das críticas bem ou mal feitas,provavelmente ficarão surpreso com sua própria participação no processo de desenvolvimento, crescimento e amadurecimento da nação. Então se você fez quase nada para melhorar o que temos, você não pode se isentar da culpa de sermos o que somos.

  4. João Cirino Gomes disse:

    Desconfio que nos últimos dias de campanha o Serra se enamorou da Dilma; Se der tempo Lula vai demonstrar seu ciúmes! Eu não digo que são todos farinha do mesmo saco! E tem gente que fica perdendo tempo se estressando e defendendo esta raça de víboras; Creio que não estão de forma alguma, pensando no cidadão ou na melhoria da nação; estão mais interessados baixar vazias e levantar cheias as as duas mãos, diga que não!
    Pobrezito do cidadão!

  5. moacyr disse:

    O QUE EU VI E OUVI, UMA PIADA ! O BRASIL NÃO MERECE UMA DUPLA COMO ESTA ! O SERRA IA PRA LÁ E PARA CÁ, NUM GESTO ENSAIADO. A DILMA GAGUEJANDO, FALANDO ERRA, O SERRA TAMBÉM ! UMA COISA HORRIVEL. SEM SENTIDO !
    CREI QUE AMBOS ESTÃO PENSANDO QUE SOMOS INFERIORES. AO CONTRÁRIO. OS DOIS CANDIDATOS SÃO PESSOAS INFERIORES. MEU DEUS, COMO SERRA CONSEGUIU SER CANDIDATO. SÃO PAULO PERDEU UMA GRANDE OPORTUNIDADE, TEM OUTROS HOMENS, SEM FALAR EM COMPETÊNIA. O SERRA NÃO TEM NENHUMA , A NÃO SER O DIREITO DE SER CANDIDATO.

    NÃO PEÇO AO DONO DO DESTINO QUE PERMITA A ELEIÇÃO DO MELHOR, PORQUE NÃO EXISTE MELHOR.

  6. helio (rio de janeiro) disse:

    Há um paradoxo nesse pleito, Dilma tem um proposta populista, e não me parece uma liderança popular. Como fazer as reformas necessárias sem experiência de gestão e sem carisma? Penso que a corrupção é uma questão que não poderá ser enfrentada, devido aos rabos presos.

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