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América Latina

Um continente cada vez menos desigual

Países latino-americanos vivem bom momento social, mas é preciso mais investimento para não retroceder

Um continente cada vez menos desigual
A redução da pobreza deve ser seguida de investimento em educação (Reprodução/Internet)

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Após 16 anos da visita de Michael Jackson ao morro Santa Marta, a comunidade passa por mais um momento de glória.

Primeira comunidade do Rio de Janeiro a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora, o Santa Marta está totalmente pacificado e é um símbolo da melhoria na qualidade de vida das camadas mais necessitadas.

Salete Martins, de 42 anos, ilustra muito bem este cenário. Salete chegou ao Santa Marta aos oito anos de idade. Hoje ela trabalha de dia como guia turístico na comunidade. Á noite estuda Turismo na faculdade e vende comida típica na entrada da comunidade aos fins de semana. Atualmente sua renda mensal é de R$ 2.000 por mês, quatro vezes o valor de três anos atrás. Ela planeja montar sua própria companhia de turismo ainda este ano.

A história de Salete é um espelho da tendência que varre não só o Brasil, mas toda a América latina. O aumento da renda das camadas mais pobres está diminuindo a desigualdade na maioria dos países do continente. A taxa de pobreza caiu 30% na região.

Esta tendência está se refletindo na cultura popular. No Brasil, por exemplo, o culto à nova classe média rendeu uma boa audiência ao programa “Mulheres Ricas”, onde mulheres da alta sociedade compartilham seu estilo de vida. A novela “Avenida Brasil”, recorde de audiência, também é um exemplo desta tendência, com dramas do cotidiano desta nova classe média.

Por enquanto, tudo vai bem. Mas será que esta maré boa irá durar? Na educação, ainda existe o desafio de complementar quantidade com qualidade. Ultimamente mais crianças latino-americanas estão na escola, mas o ensino público ainda é muito inferior ao particular. Além disso, o governo não oferece bons serviços públicos, como saúde, por exemplo.

Claro que a diminuição da pobreza e o aumento da renda é algo que deve ser comemorado, mas o continente deve se concentrar em como pretende pagar por tudo isso. Se a  América Latina deseja manter este ritmo de desenvolvimento, deve melhorar os investimentos públicos.

Fontes:
The Economist-Gini back in the bottle

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