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Polônia na II Guerra

Uma visão crua sobre o levante de Varsóvia

'Hitler, Himmler and the Warsaw Uprising' relembra os dias mais negros na história da Polônia

Uma visão crua sobre o levante de Varsóvia
O livro tem uma abordagem desavergonhadamente "polonocentrica",(Reprodução/Internet/Daniel Pudles)

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O levante de Varsóvia é um exemplo das escolhas impossíveis impostas às pessoas que não tinham nada a ver com as maldades decorrentes de uma guerra. A ocupação alemã da Polônia durante a II Guerra Mundial foi um regime de brutalidades sem precedentes, envolvendo assassinatos em massa, especialmente de judeus poloneses e a destruição deliberada da cultura nacional. Contra todas as expectativas, os poloneses desenvolveram uma administração e um exército paralelos, leais ao governo exilado em Londres.

Porém, em 1944, tornou-se claro que as forças soviéticas que se aproximavam queriam a Polônia comunista, e não livre. Forças polonesas confiaram nos soviéticos, mas foram traídos, presos e mortos. A ideia era que, se a Polônia conseguisse tomar a cidade das forças nazistas, seria impossível para Stalin ignorar as autoridades legais do país.

O resultado foi injusto. As tropas soviéticas, não fizeram nada até que a o exército nazista tivesse acabado com os poloneses, um eco da divisão do país feita entre Hitler e Stalin, em 1939. A revolta polonesa foi erradicada nas ruas, esquina após esquina, numa das maiores atrocidades de toda a guerra.

“Hitler, Himmler and the Warsaw Uprising”, o novo livro de Alexandra Richer, tem uma abordagem desavergonhadamente “polonocêntrica”, refutando as opiniões dos historiadores que, segundo ela, desvalorizam o sofrimento e valor polonês. Alguns podem achar que ela fantasia demais sobre o país antes da guerra, mas ela é fria e crua quando se trata da narrativa central do levante.

Alexandra narra a fraca liderança e o mau planejamento que reduziu as chances do levante. A batalha por Varsóvia acabou sendo um evento político e não militar. Foi parte de uma história de maquinações soviéticas e desespero nazista, com uma liderança em pânico depois de uma mal-sucedida tentativa de assassinar Hitler.

A autora pinta um retrato particularmente vivo dos maiores vilões da história, o RONA, um exército nacionalista russo recrutado pelos nazistas. E também o estupro, a pilhagem e a carnificina dessas tropas irregulares, selvagens e desesperadas que desencadearam em Varsóvia algo que chocou até mesmo o exército nazista.

Fontes:
The Economist-Destruction

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1 Opinião

  1. Conrado disse:

    Conheça um pouco disso tudo no Warsaw Uprising Museum de Varsóvia. Passe lá uma tarde chocante, mas sensacional.

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