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Eleições 2014

Politicagem brasileira teme racionamento

Somente agora, a quatro dias da eleição presidencial, os candidatos decidiram abordar um tema que grita há meses e sobre o qual eles se calaram o quanto puderam: a seca que atinge diversos estados

Politicagem brasileira teme racionamento
O Governo Federal e os governos estaduais não tiveram coragem de promover o consumo regulado e comedido (Reprodução/Internet)

Somente agora, quatro dias antes de o país definir seu presidente da República, os candidatos decidiram abordar – e quem sabe, discutirão no próximo debate – um tema que grita há meses e sobre o qual eles se calaram o quanto puderam.

A seca que atinge diversos estados – deixa o país na iminência de dois desabastecimentos simultâneos: o de água e o de energia elétrica. Os reservatórios atingem níveis dramáticos e inimagináveis.

Tudo isso porque o Governo Federal e os governos estaduais – dos diversos partidos – não tiveram coragem de promover o consumo regulado e comedido. No Dicionário Político Brasileiro – escrito não se sabe exatamente por quem – racionamento é sinônimo de fraqueza política e também significa perda de votos.

Nos países civilizados, ao contrário, o uso racional de determinado bem é a garantia de equilíbrio político e social. Não são poucos os países que convivem com o uso, ao menos comedido, dos bens finitos como a água, o gás ou alimentos.

Em maio deste ano, por exemplo, a cidade de Santa Cruz, na Califórnia, racionalizou o fornecimento diário de água a 943 litros para cada residência. Parece ainda muita água. Mas para quem tem o hábito de “varrer” a calçada com a mangueira, lavar o carro no domingão, tomar banhos demorados ou manter a piscina, pode ser um risco de ficar sem água para cozinhar.

O tsunami que atingiu o Japão em 2011 levou o Governo ao imediato simultâneo racionamento de combustível e de alimentos. Em 2010, em Portugal, a falta de açúcar refinado obrigou as prefeituras de Lisboa e do Porto a limitar a venda do produto a dois quilos por consumidor nos supermercados.

Estes são somente alguns exemplos. Em nenhum deles, a classe política sofreu qualquer dano eleitoral por agir com rapidez e comedimento para que todos pudessem usufruir do mesmo bem ou serviço.

Os candidatos continuam acreditando em lendas urbanas.

3 Opiniões

  1. vanda disse:

    Será que Dilma vai admitir que a seca está pior porque o desmatamento na Amazonia cresceu no governo dela? A vegetação segura a água. Sem vegetação ela se vai. Incrível, até na seca Dilma tem culpa. Direi com Hleo, vote 45, Aécio.

  2. helo disse:

    Dilma pichou tanto o racionamento que não o fez. Passamos então a viver de apaguinhos a toda a hora. O racionamento teria sido melhor porque nos ensinaria a poupar. Assim esse governo está nos empurrando para o rei dos apagões, que está para vir para se juntar à inflação = preços subindo. A inflação, ao contrário do apagão, não acaba, cresce e pode durar anos. O que poderá nos salvar? Tirar a Dilma, votar 45

  3. Carlos Valladares disse:

    Para onde se olha o que se vê é esse cenário desolador de terra rachada e seca

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