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População brasileira segue tendência mundial e envelhece

A quantidade de idosos no país cresce em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que a taxa de fecundidade pisou no freio

População brasileira segue tendência mundial e envelhece
Em menos de uma década, o país aumentou em 8,5 milhões o número de idosos (Foto: EBC)

Recente pesquisa do IBGE apontou que a população brasileira atingiu a marca de 207 milhões de habitantes. Uma leitura mais aprofundada dos números traz agora outras revelações. A quantidade de idosos no país cresce em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que a taxa de fecundidade pisou fortemente no freio.

Em menos de uma década, o país aumentou em 8,5 milhões o número de idosos e conta hoje com 26 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Como este número não para de crescer, a estimativa do instituto é a de que essa parcela da população dobrará em dez anos.

No outro extremo da pirâmide populacional, “o Brasil foi um dos países que derrubou mais rapidamente suas taxas de fecundidade – que já foi de quatro filhos por mulher nos anos 80 – e hoje está em 1,7. O índice é comparável ao de países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos”, informa o pesquisador Alexandre Correa Lima, especialista em Economia da Longevidade. Ainda segundo Lima, o envelhecimento populacional é um fenômeno global e está associado ao aumento da expectativa de vida das pessoas e à redução nos índices de natalidade.

Um país de idosos, mas ainda pobre

A estimativa do IBGE demonstra que o total de idosos não apenas aumentará, mas também crescerá a participação deles no conjunto da população brasileira, passando de 8% em 2000 para quase 19% em 2030. Do ponto de vista social, é necessário que o Governo acorde para este cenário desafiador para não transformá-lo em um problema. Serão necessárias ações de saúde, de previdência e de inclusão social e profissional deste contingente.

Alexandre Correa Lima conclui: “O envelhecimento populacional será um desafio para o Brasil, que vai envelhecer antes de se tornar rico ou socialmente equilibrado, ao contrário de outras nações que já passam por situação similar, como Alemanha e Japão. Ao mesmo tempo, essa revolução prateada que está a caminho também apresenta grandes oportunidades para a sociedade, o Governo e as empresas, desde que os esforços certos sejam conduzidos nesse sentido”.

A revolução prateada

Alexandre Correa Lima mantém no ar o site “Revolução Prateada”, onde demonstra que o envelhecimento da população – bem como o espetacular aumento da longevidade – é um fenômeno global e inédito na história da humanidade. “Nunca antes no planeta tivemos uma média etária tão elevada e uma participação tão grande dos maduros (ou prateados) em relação ao total das populações”, avalia.

O pesquisador destaca que há um século a expectativa de vida era de meros 40 anos. Hoje, estamos próximos do dobro disso, um índice que continua aumentando. Já há cientistas a apostar que estamos próximos de descobrir novas tecnologias que prolongarão a vida acima dos 150 anos. O mais otimista deles, o britânico Aubrey de Grey, afirma que alcançaremos os mil anos num futuro próximo. Exageros à parte, como viver com qualidade este tempo extra?

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2 Opiniões

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    Porque se preocupar com a longevidade? os governantes não se preocupam, pois não temos hospitais especializados e a saúde dos idosos, idosos que se danem. Cheguei aos 71 e creio que vou chegar a muito mais. O que me preocupa é com a morte dos jovens que não encontram estruturas para aprender, desenvolver a mente e sair das drogas. Se a população hoje é de 207 milhões deviam ver as estatísticas de quantos morrem hoje pelo álcool, pelas drogas e por assaltos futes. Esses estudiosos deveriam se preocupar com sua mente que se encontram envelhecidas, parem de pensar e pensem em como modificar o nosso país. Nos deixem de lado.

  2. Carlos Valoir Simões disse:

    Já se encontrou árvores milenares, tartarugas e baleias com mais de 200 anos, então é possível sim , ao ser humano, viver muito mais. Mas eu pergunto, observadas as condições de existência da maioria das pessoas, para quê?

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