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Preço do Petróleo

Preço do barril de petróleo aumenta mas recuperação será lenta

Os conflitos na Líbia e as tempestades de areia no Iraque prejudicaram a produção. O inverno nos EUA e a seca no Brasil estimularam a demanda

Preço do barril de petróleo aumenta mas recuperação será lenta
A produção de petróleo está em alta na Rússia e no Brasil, e continuará a crescer até mesmo na Nigéria (Reprodução/Bloomberg)

A forte demanda e a pouca oferta influenciaram o aumento do preço do petróleo. Na última semana, o preço do barril do petróleo Brent (o preço de referência para o petróleo do mar do Norte) atingiu a cotação de mais de US$60 e de US$50 no West Texas Intermediate, a principal referência do preço do petróleo nos Estados Unidos. Em 2014 a tendência de queda em tese terminaria. O banco Goldman Sachs, que havia previsto que o preço do petróleo seria cotado a US$40 nos dois trimestres seguintes, confirmou a tendência de aumento dos preços.

Mas alguns dos fatores que influenciaram esse aumento são temporários. A situação de turbulência na Líbia e as tempestades de areia no Iraque prejudicaram a produção. O inverno excepcionalmente frio nos Estados Unidos e a seca no Brasil estimularam a demanda. Mas esses problemas são transitórios e, no caso da Líbia, os conflitos não se agravarão. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) retomará o ritmo habitual de sua produção. O cartel dos países exportadores de petróleo não mostra sinais de recuar em sua decisão de manter a participação no mercado por meio da produção, como previsto em 2014. No entanto, segundo os mentores do Golfo Pérsico, um breve período de dificuldades é melhor do que uma crise prolongada.

Porém a estratégia de reduzir a produção de petróleo dos países que não pertencem à Opep foi um fracasso. A produção está em alta na Rússia e no Brasil, e continuará a crescer até mesmo na Nigéria. Ainda mais importante, os preços reduzidos não estão prejudicando a produção do petróleo “leve” extraído das formações de xisto em Dakota do Norte, Ohio, e em outros lugares. As jazidas de petróleo menos lucrativas serão abandonadas, mas outras continuarão a ser exploradas. O custo da mão de obra e dos equipamentos está diminuindo e não há escassez de dinheiro. Por sua vez, as técnicas mais aperfeiçoadas das perfurações horizontais e do fraturamento hidráulico aumentarão a produtividade.

 

Fontes:
Economist-Dead cat rally

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