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APÓS DESABAMENTO

Prefeitura de São Paulo anuncia vistorias em 70 prédios ocupados

Anúncio foi feito após incêndio e desabamento de prédio ocupado no centro da capital

Prefeitura de São Paulo anuncia vistorias em 70 prédios ocupados
Prédio que desabou era ocupado por 372 pessoas, de pelo menos 146 famílias (Fonte: Reprodução/Estadão)

Após o incêndio seguido de desabamento de um prédio no Largo do Paissandu, no centro da capital paulista, a Prefeitura de São Paulo anunciou vistorias em 70 prédios ocupados para verificar riscos. No momento, os bombeiros ainda buscam quatro pessoas desaparecidas no incidente.

O prédio que desabou era ocupado irregularmente por 372 pessoas, de pelo menos 146 famílias. A informação foi repassada pelo Corpo de Bombeiros, que ainda não localizou 44 moradores. Não se sabe, no entanto, se eles estavam ou não dentro do prédio no momento do colapso.

Ainda de acordo com os bombeiros, o prédio, que era uma antiga instalação da Polícia Federal, passou por vistoria em 2015. Na época, foram relatadas as péssimas condições do local às autoridades competentes.

Em janeiro de 2017, um documento finalizado pela Secretaria Municipal de Licenciamento apontou que o prédio não tinha condições mínimas de segurança para estar em funcionamento. Segundo o relatório, não existia extintores, mangueiras, luzes de emergência, sistema de alarmes ou corrimões nas escadas. Ademais, existiam instalações elétricas irregulares, elevadores e sistema de hidrantes inoperantes.

Testemunhas dizem que o incêndio começou no quinto andar do prédio, na madrugada do dia 1º de maio. Os moradores do prédio disseram que o alerta foi rápido e que conseguiram sair pelas escadas. Um homem que voltou para ajudar sobreviventes ficou preso no prédio e durante a tentativa de ser resgatado pelos bombeiros pela laje de um prédio vizinho o prédio desabou.

Ainda não é possível explicar como ocorreu o colapso. A perícia oficial será feita apenas após o término do trabalho dos bombeiros. O processo de resfriamento da estrutura do prédio ainda deve levar 48 horas. No entanto, segundo o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves, “a primeira linha de investigação é que foi um acidente doméstico”.

Construído em 1961, o Edifício Wilton Paes de Almeida foi tomado em 1992. Chegou a abrigar a Polícia Federal e um posto do INSS. Hoje pertence à União, mas está em nome da Caixa.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), informou que há atualmente pelo menos 3,3 mil pessoas morando nos 70 prédios ocupados que serão vistoriados por uma força-tarefa abrangendo as Secretarias de Habitação, Segurança Urbana, Assistência Social e Justiça.

“Em alguns casos, o que temos é falta de documentação, o que não significa que há iminência de risco. A gente quer fazer esse levantamento para ver em quais temos de atuar no curtíssimo prazo para que eventualidades como essa (incêndios) não aconteçam”, disse Bruno Covas.

Fontes:
Estadão - Após incêndio, prefeitura vai investigar outros 70 prédios

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