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ERRATA

Prefeitura do Rio não usou fake news em recurso ao STF

Organizadores da Bienal tinham recebido documento adulterado, que constava a foto do livro ‘As gémeas marotas’. Prefeitura, porém, só usou foto dos ‘Vingadores’

Prefeitura do Rio não usou fake news em recurso ao STF
‘As gémeas marotas’ não foi comercializado na Bienal do Livro (Foto: Reprodução)

A prefeitura do Rio de Janeiro esclareceu, através de um comunicado, que não usou imagens do livro “As gémeas marotas”, de autoria de Brick Duna, em um embargo impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na última segunda-feira, 9, o Opinião e Notícia noticiou que a prefeitura havia usado a imagem para buscar informações sobre a decisão do STF de proibir a apreensão de obras na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. No entanto, a prefeitura usou apenas a imagem do livro de histórias em quadrinho (HQ) da Marvel “Vingadores – A Cruzada das Crianças” no documento.

“É falsa a informação de que a Procuradoria Geral do Município teria enviado ao Supremo Tribunal Federal imagens do livro ‘As Gêmeas Marotas’, na Bienal do Livro no Rio. A Prefeitura lamenta que, na ânsia de atacar a atual gestão, parte da imprensa seja usada como ferramenta política”, destacou, através de um comunicado, a prefeitura do Rio.

A imagem em questão mostra o livro sendo comercializado juntamente com outras obras. Uma corrente do WhatsApp noticiava que o livro estava sendo vendido na Bienal do Livro. No entanto, na própria imagem é possível notar que o valor cobrado é em euro.

Através de uma nota, os organizadores da Bienal do Livro fizeram a denúncia sobre o documento da prefeitura. No entanto, após esclarecimento da prefeitura, a organização do evento se desculpou, admitindo o erro. Em entrevista à Folha, o advogado Marcelo Gandelman, que integra a equipe da Bienal, afirmou que um advogado recebeu o documento adulterado, mas desconhece a origem.

“A equipe jurídica contratada para esta ação judicial está empenhada em identificar a origem do suposto documento que chegou a um dos advogados que atuam no caso e acabou por induzir a comunicação ao erro”, afirmaram os organizadores.

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