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ELEIÇÕES 2018

Presidenciáveis participam de primeiro debate na TV

Debate durou mais de três horas e contou com a participação de oito candidatos a presidente

Presidenciáveis participam de primeiro debate na TV
Presidenciáveis durante debate na Band (Fonte: Reprodução/Band/Divulgação)

O primeiro debate na TV da atual campanha eleitoral reuniu nesta quinta-feira, 9, durante mais de três horas, oito candidatos à presidência da República.

O debate, transmitido ao vivo pela Band e mediado por Ricardo Boechat , contou com a participação de Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

Antes de iniciar o debate, Boechat informou que o ex-presidente Lula, candidato do PT, que está preso, foi convidado, porém impedido pela Justiça de participar do evento. A organização não aceitou um substituto para Lula, que, inclusive, foi pouco mencionado durante o encontro.

As propostas apresentadas pelos presidenciáveis durante o debate, que foi dividido em cinco blocos, abordaram temas relacionados a emprego, educação, segurança pública, desenvolvimento, juros, aborto, entre outras questões.

Os candidatos responderam a perguntas de leitores do Metro Jornal, de jornalistas do Grupo Bandeirantes e também entre si. Em geral, os candidatos evitaram ataques pessoais, optando por perguntas temáticas, porém evitando o tema da corrupção.

Confira abaixo as considerações finais de cada um dos presidenciáveis:

Álvaro Dias: “Vamos acabar, sim, com todos os privilégios das autoridades e, com segurança, o juiz Sérgio Moro estará ao nosso lado apoiando. Tenho certeza que ele apoiará o fim de todos os privilégios das autoridades. Mais importante do que o candidato possa dizer durante a campanha é o que ele foi, o que ele fez, como fez, se tem passado limpo e se tem experiência administrativa. E que experiência administrativa teve. Se falo que vou promover reformas refundando a República, preciso apresentar minhas credenciais. Fui governador e fiz reformas. […] Temos um plano de metas. Paulo Rabello, o economista do ano, e eu temos um plano de metas, mas não se concretizará com este ‘blá blá blá’. Por isso, eu repito e vou repetir sempre: Abra o olho, Brasil. É preciso mudar este sistema corrupto e incompetente para mudar o Brasil. Lembro o Raul Seixas, tenha fé na vida, tenha fé em Deus e tente outra vez”.

Cabo Daciolo “Glória a Deus. Eu agradeço a Deus por essa oportunidade. Eu agradeço à Band, Boechat. Eu sou Cabo Daciolo, servo de Deus vivo, hoje candidato à Presidência da República e tenho como vice uma profissional da educação. A mudança do nosso país começa em valorizarmos os nossos profissionais da educação e darmos a educação aos nossos jovens. Eu quero deixar uma mensagem para os ateus, para os cristãos de forma geral, o espírita, o católico, a Umbanda, o evangélico, que vamos levar a nação a clamar o Senhor. Que o amor transforma e que nós precisamos tratar o próximo da maneira que nós gostaríamos de ser tratados. E a mensagem que eu deixo aqui para concluir está no Livro de Jeremias, capítulo de número 29 do verso 11 que diz: ‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, nação brasileira, ‘diz o Senhor. Plano de fazê-los prosperar e não de os causar dano. Plano de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim e Eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. E eu me deixarei ser encontrado por vocês’. Nação brasileira, assim diz o Senhor. Glória a Deus. Um recado e uma deixa aqui. Doutor Enéas [Carneiro], doutor Enéas, o que ele falava era verdade. E não levaram ele a sério. Servimos um Deus vivo e vamos transformar a colônia brasileira em nação brasileira. Glória a Deus”.

Geraldo Alckmin “Agradecer a você, Boechat, à toda equipe da Band, aos candidatos aqui presentes e, principalmente, agradecer a vocês que até essa hora da madrugada, estão acompanhando esse debate. É a sociedade, é a população, que vai fazer a diferença, nós vamos é organizar esse grande trabalho. Começando por uma grande equipe que está nos ajudando no programa de governo para apresentarmos as melhores propostas para o país. Depois, governabilidade. Uma coisa é falar, outra coisa é fazer. Nós precisamos é tirar as coisas do papel. Eu fiz. São Paulo, mesmo na crise, cresceu. Fez R$ 5,3 bilhões em superávit primário. Reduzimos impostos. Não para empresário, mas para o contribuinte. O etanol é 12% na bomba enquanto que no Brasil inteiro é quase 25%. Reduzir gastos públicos. Vamos fazer o ajuste fiscal pelo lado da despesa. Indo no detalhe. Ministérios, aviões, senadores, deputados, estrutura do estado. E o Brasil voltar a crescer, vir ao encontro do seu grande destino, de uma grande nação. Com muita fé em Deus e determinação, vamos mudar o Brasil. Emprego e renda”.

Marina Silva “Quero cumprimentar a Band pela iniciativa do debate, cumprimentar a você, Boechat. Para quem terá pouquíssimos segundos, foi uma oportunidade de dialogar com os brasileiros e eu não poderia deixar de dizer que eu sou candidata à Presidência da República para que este país não fique apenas admirando as exceções que tem. Nós somos um país que admira as exceções que tem. Nós admiramos uma pessoa que, embora esteja no 11º mandato, como é o caso do deputado Miro Teixeira, que está ali na plateia e que não tem está envolvido em nenhum caso de corrupção. É uma exceção que admiramos. Nós admiramos pessoas que conseguem passar num concurso público apesar do péssimo ensino que tiveram no segundo grau. Eu mesma fui uma exceção. Passei por uma pequena fresta, como muitas mulheres corajosas, trabalhadoras, que vivem cuidando das suas famílias sem apoio, sem creche, sem um transporte justo e uma moradia digna. Nós temos que ser um país que passa a admirar as suas regras. A regra onde o serviço público é de qualidade, aonde o dinheiro público não é roubado, aonde não se substitui a população pelo centrão. A regra onde a democracia é usada para mudar o Brasil e que a gente possa ter de fato uma República de verdade”.

Jair Bolsonaro “Entre os melhores ranqueados, só tem um que pode realmente mudar o destino do Brasil. Ele se chama Jair Bolsonaro. Nós precisamos de um presidente honesto, que tenha Deus no coração, seja patriota, e seja independente para, pelo exemplo, governar esse grande país. Um presidente que honre e respeite a família, que trate com consideração criança em sala de aula, não admitindo ideologia de gênero. Impondo a escola sem partido. Um presidente que não divida homos e héteros, pais e filhos, nordestinos e sulistas, brancos e negros, ricos e pobres, um presidente que deixe para trás o comunismo e socialismo, que sepulte o foro de São Paulo, que faça negócio com o mundo todo, não mais pelo viés ideológico, que pratique, sim, o livre mercado. Um presidente que jogue pesado na questão da insegurança pública, para que as mães possam sorrir, sem mais temer se o filho chegará vivo em casa ou não. Precisamos de um presidente que, acima de tudo, tenha palavra. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

Guilherme Boulos “Tenho andado por este país e tenho visto muito cansaço com a política, muita indignação, mas também tenho muita esperança. Eu decidi ser candidato a presidente do Brasil porque estou indignado como você. E também porque tenho esperança. Esperança que eu vi nos olhos da Cristiane, na casa que ela ganhou com a luta dela e que eu tive orgulho de entregar as chaves. Cristiane me disse que muita gente disse para ela que não ia dar certo, que não tinha jeito. Mas com luta e esperança, ela conseguiu. Muita gente vai dizer para você que o Brasil não tem jeito, mas tem, desde que a gente faça política de um outro jeito, de um jeito novo, e é isso que a gente representa. Com coragem, com transparência e com olho no olho, como a gente, que vai sair deste debate e debater com você diretamente e responder às suas perguntas nas redes sociais. Aqui tem um novo jeito de fazer política, que não é o projeto dos ‘Cinquenta tons de Temer’ que está aqui. Todo mundo que vai falar depois de mim apoiou o golpe. Este projeto, o nosso projeto, é outro. É o projeto de Paulo Freire, de Zumbi dos Palmares, é o projeto de Marielle Franco. É um projeto que não tem medo de mudar o Brasil”.

Henrique Meirelles “Este é um momento importante, quando iniciamos os debates. Quero te cumprimentar porque destas eleições vai sair um presidente que vai governar o Brasil pelos quatro anos seguintes e que é muito importante para a vida de todos. Muitos aqui ainda vão falar, outros já falaram suas próprias qualificações, planos e projetos. Pretendo ser presidente da República com o seu apoio e seu voto, mas baseado em história. Quando assumi o cargo de presidente do Banco Central, escolhido por um presidente contra o qual tinha feito campanha, no entanto, ele reconheceu minha qualificação para assumir o cargo e assumi o cargo para desempenhá-lo com vigor pensando em você, pensando no seu emprego e na sua renda. Voltei ao governo com a mesma visão: o importante é o resultado. Você tem que olhar o que cada um já fez que alterou sua vida e vai ter condições de fazer o mesmo à frente na economia, no emprego, na renda, na educação, na saúde, na educação e na segurança. Juntos, vamos construir o Brasil dos nossos sonhos”.

Ciro Gomes “Eu quero pedir desculpa por uma injustiça involuntária que cometi, quando citei a esposa do juiz Sérgio Moro. Ele recebe o auxílio-moradia, tendo apartamento, e eu mencionei a sua esposa. Na verdade, ela não é juíza. Juíza é a esposa do juiz Bretas. Portanto, mil desculpas, por esse erro, mas continuo afirmando que há a necessidade de nós combatermos os privilégios. E eu não faço nada que não tenha dado, pessoalmente, o exemplo, nunca aceitei receber qualquer aposentadoria ou pensão, não fui morar em palácio, quando governador. Quero agradecer à Bandeirantes, ao Boechat, a todos os jornalistas, e aos competidores pelo elevado debate que nós vivenciamos hoje. Agradecer, principalmente, a você que ficou acordado até essa hora. Se você acha que o Brasil precisa mudar, estamos juntos nessa batalha. Eu tenho uma ideia, um sonho de servir ao Brasil e vou começar com o compromisso de restaurar a atividade econômica, gerando 2 milhões de empregos já no primeiro ano. Vou fazer você ser apoiado e ajudado, se você estiver com o nome sujo no SPC, vou lhe ajudar a tirar o seu nome sujo e, ao longo da campanha, eu demonstrarei objetivamente, como isso não é tão complicado de fazer. Pretendo inclusive, reforçar a questão da saúde das contas públicas para retomar o desenvolvimento. Claro que, neste momento, estamos apenas começando o primeiro debate. Não se decida agora, dê um tempo, observe os candidatos, veja quem são, de onde vieram, quais são as propostas que têm. E se são coerentes com aquilo que dizem. Que Deus abençoe o Brasil”.

Fontes:
Uol - Em 1º debate, candidatos deixam Lava Jato e Lula de lado e evitam polêmicas... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/08/10/debate-band-1-turno-presidenciaveis-alckmin-bolsonaro-ciro-marina.htm?cmpid=copiaecola
G1 - Primeiro debate da eleição 2018 reúne 8 presidenciáveis por mais de 3 horas na TV

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3 Opiniões

  1. André Vinícius Vieites disse:

    O embate de idéias não demonstra clareza nas propostas, transmitido ao vivo pela Band e mediado por Ricardo Boechat excelente profissional , contou com a participação de Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). Dentro de uma perspectiva dúbia Boulos e Daciolo, são candidatos de ocasião, e não demonstram nenhum artifício de escolha argumentativa, muito mais descendentes da raiva e da insatisfação com o podre poder e com a idéia de criticar por criticar, o Álvaro Dias é propicio para uma leitura de um mundo deficiente de medidas provisórias e que acha a velocidade das informações infiéis a sua essência sanada de críticas conscientes, o que basicamente no curso das idéias está correto, mais está muito propicia a respostas mais evasivas em relação com a operação de mudanças e soluções reais, a Marina Silva é rápida para as situações de agricultura familiar e outras nuances de uma desconstrução linear de urbanização, a Marina Silva é excelente para a metodologia escolar, mas para a política está engatinhando, o Ciro Gomes oferece muitos empregos através das obras que beneficiarão pessoas da construção civil, como se todos votantes dele fossem menos capazes de pensar em educação a tal política dos pobres que possuem sub-empregos em construção de alguma coisa que irá suprir as necessidades miseráveis. O Geraldo Alckmin é um excelente mediador das palavras, essa política do inverso que entendi agora a mais ou menos 35 horas, quer dizer que estar dentro da institucionalidade já garante sua sobrevivência, mas é uma oportuna oferta forçada de não ir muito a fundo, tudo bem superficial, senão não dará nada certo; – O problema para a maioria operacionalizada é que Alckmin decidirá conscientemente ou inconscientemente na caneta, e essa oferta descentralizada que se ferrará, pois coisas construídas e mais elaboradas economicamente terão que ser boas para todos, não só na caneta e os institucionalizados, normalmente beneficiam quem já está estável, não quem está almejando alguma coisa futurista, um misto de radicalismo e falta de oportunidades da máquina pública com inclinação para o positivismo da máquina privada é o próprio Bolsonaro, está no limite daquilo que é racional e daquilo que realmente não dará certo, um indivíduo polêmico, realista, positivista e do céu ao inferno entre o terceiro real e o quinto termo de seu discurso, o que poderá impactar o mercado financeiro diretamente. Está bem difícil ainda, bem complicado este aspecto de inferiorização da máquina pública e o quinto termo do Bolsonaro. Ver isso, é uma visão de não ter nada conquistado, mas sim tudo mais manipulado e mais “maquiado”.

  2. carlos alberto martins disse:

    que debate?o que foi mostrado foi uma declaração de guérra.tirando-se 2 ou 3 candidatos,tivémos um demonstração de inbecis querendo aparecer na télinha.deveriam ter dado algumas melancias para pendurarem no pescoço.

  3. Aureo Ramos de Souza disse:

    Eu não vou ler as considerações, mais gostaria de saber qual índice de audiência foi dado ao primeiro debate, eu acredito que 2 por cento.

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