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Acusado na Lava Jato

Presidente da Câmara anuncia rompimento com o governo

Acusado de receber propina, Eduardo Cunha atribui ao Palácio do Planalto uma articulação para envolvê-lo na Lava Jato

Presidente da Câmara anuncia rompimento com o governo
Eduardo Cunha foi acusado de receber propina (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Após ter sido acusado de receber propina por um delator da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  anunciou seu rompimento político com o governo Dilma. O deputado que afirmou estar sendo alvo de perseguição disse ao anunciar o rompimento: “Essa lama, em que está envolvida a corrupção da Petrobras, cujos tesoureiros do PT estão presos, essa lama eu não vou aceitar estar junto dela.” Apesar do rompimento, ele disse que vai continuar cumprindo seu papel constitucional. No entanto, ele defende que o PMDB também rompa com o governo. “Eu vou tentar que meu partido vá para a oposição”, afirmou.

Além disso, Cunha afirmou acreditar que o peemedebista e vice-presidente Michel Temer deve sair imediatamente da articulação política do governo. Na noite desta sexta-feira, o presidente da Câmara fará um pronunciamento em rede nacional que, segundo ele, será para fazer uma prestação de contas do semestre da Câmara sobre o seu comando.

O ex-consultor da Toyo Setal, Júlio Camargo, um dos delatores do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, disse que o pedido de propina teria sido feito pessoalmente e pago por meio de Fernando Baiano, que é apontado como operador do PMDB em contratos com a estatal.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara afirmou que “é tudo vingança do governo. Parece que o Executivo quer jogar a sua crise no Congresso”.

Cunha também desmentiu as denúncias e chamou o delator de “mentiroso”. “É muito estranho, às vésperas da eleição do Procurador Geral da República [Rodrigo Janot tenta a recondução] e às vésperas de pronunciamento meu em rede nacional [fará um balanço legislativo nesta sexta], que as ameaças ao delator tenham conseguido o efeito desejado pelo Procurador Geral da República, ou seja, obrigar o delator a mentir”, afirmou o presidente da Câmara.

Desde que chegou à presidência da Câmara, em fevereiro, Cunha vive uma relação tensa com o Planalto. O presidente da casa afirma que as acusações contra ele são fruto de perseguição patrocinada por Janot, com estímulo do governo.

Esta é a primeira vez que o delator Julio Camargo fez acusações contra Cunha em seus depoimentos. O peemedebista atribui a mudança a uma pressão dos investigadores, que por sua vez, segundo Cunha, estariam a mando do Planalto.

De acordo com a Folha, Cunha deve retaliar instalando CPIs cômodas ao governo. O jornal afirma que o peemedebista também não descarta seguir com um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no segundo semestre.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Acusado, Cunha promete romper com o governo
O Globo-Cunha anuncia rompimento político com o governo Dilma

3 Opiniões

  1. Regina Caldas disse:

    Saiu por ai atirando a esmo, vai pagar o preço….

  2. ney disse:

    Eu sabia! Eu sabia! isso viria a tona cedo ou tarde.

  3. Vitafer disse:

    E lai vai o Cunha!

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