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Presidente Dilma quase quebra recorde do Gabão ao trocar seis por meia dúzia

Não foi à toa que a presidente criou 39 ministérios, somente superado pelo Gabão, na África, com 40 ministros

Presidente Dilma quase quebra recorde do Gabão ao trocar seis por meia dúzia
A reforma ministerial que Dilma pretende promover será talhada para agradar a gregos e troianos (Reprodução/Internet)

Uma expressão muito conhecida no nosso cotidiano é aquela que fala em “trocar seis por meia dúzia”. A frase é tão clara que não cabe explicação. A reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff pretende promover nos primeiros dias de seu novo mandato certamente vai deixar sem emprego o genovês Guido Mantega, mas será talhada para agradar a gregos e troianos.

Não foi à toa que a presidente criou 39 ministérios – um verdadeiro recorde de fisiologismo político – somente superado pelo Gabão, na África, com 40 ministros. Atingir tão alta soma é matematicamente bem mais complicado do que trocar seis por meia dúzia.

Mais do que nunca, Dilma vai adotar o rateio de cargos. Entre os motivos para essa colcha de retalhos está a necessidade de aprovar leis além de evitar CPIs que desgastem o Palácio do Planalto. É a promiscuidade em nome da governabilidade.

São tantas pastas e tão poucos prédios na Esplanada que o Ministério da Comunicação ocupa o mesmo edifício do Ministério dos Transportes.

Além disso, existe um monopólio – um feudalismo ministerial – em que cada partido, por mais insignificante que seja, tem o seu ministério, por mais insignificante que seja.

Na Casa Civil, considerada o filé mignon e escada para ambições maiores, já passaram José Dirceu, a própria Dilma Rousseff, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante – todos petistas de carterinha. O Ministério do Esporte – como se sabe – é “coisa de comunista”, mais precisamente do PC do B. Por ali já passou o polêmico Orlando Silva que foi trocado – na relação seis por meia dúzia – por Aldo Rebelo.

No loteamento político ministerial promovido pela presidente, cabe ao PR o feudo no Ministério dos Transportes e de algumas diretorias do DNIT. Por ali já passaram Alfredo Nascimento, Paulo Sérgio Passos e César Borges. Para o lugar deste último concorrem outros dois nomes do partido: Márcio Alvino e Anthony Garotinho. O PRB jogou sua tarrafa no mar da política e puxou o Ministério da Pesca pra dentro do barco. Para lutar pelo Governo do Rio – e perder – Marcelo Crivella passou o molinete para as mãos de Eduardo Lopes, do mesmo partido.

Para terminar, uma pequena brincadeira. Saberia o leitor dizer que ministros ocupam as pastas da Advocacia Geral da União, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Agrário, de Políticas para Mulheres ou Desenvolvimento Social?

Não perca seu tempo ou neurônios, você que lê o Opinião e Notícia. Respectivamente, a resposta às perguntas acima está a seguir. São eles: Luiz Inácio Adams, Luiz Alberto Figueiredo, Pepe Vargas, Eleonora Menicucci e Tereza Campello.

 

3 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Os críticos de madame dizem que o número não chegará a 40 por causa da analogia evidente com o bando do Alibabá. E a comparação com o Gabão faz sentido: apesar de dona Dilma ter raízes no leste europeu, a nossa tradição é afro-brasileira.

  2. vanda disse:

    Esse é o diálogo?

  3. André Luiz D. Queiroz disse:

    Uma correção, a bem da verdade: Dilma Rousseff não ‘criou’ 39 ministérios, posto que já no governo Lula o número já chegava a 37 . Ela criou duas novas pastas, a Secretaria de Aviação Civil, cujo titular tem status de ministro, e o Ministério da Micro e Pequena Empresa. Mais precisamente: são 24 ministérios, 10 secretarias vinculadas diretamente à Presidência da República, com status de ministério, e 05 órgãos com status de ministério. Mas o descalabro com o inchaço do governo federal, consumindo recursos e mais recursos públicos por conta de ‘manter a base aliada de sustentação do governo’, sem que isso traga benefícios práticos para o país, é autoevidente…!

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