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VIOLÊNCIA

Presídio de Goiás tem a 3ª rebelião em cinco dias

Assim como as anteriores, a nova rebelião foi motivada pela disputa entre as duas maiores facções do narcotráfico do país

Presídio de Goiás tem a 3ª rebelião em cinco dias
Até o momento, não há registro de mortos ou feridos (Foto: Claudio Reis/O Popular)

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O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás foi alvo de uma nova rebelião na madrugada desta sexta-feira, 5. Trata-se da terceira rebelião na penitenciária em cinco dias.

A rebelião ocorreu por volta das 4h30, na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), unidade do complexo destinada a presos que cumprem sentença em regime fechado, que abriga cerca de 2 mil detentos. Até o momento, não há registro de mortos ou feridos.

O motivo do levante foi a disputa entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, ambas com ramificações em vários estados do país.

No momento da rebelião, detentos armados da facção PCC trocaram tiros com agentes penitenciários. A Polícia Militar, o Batalhão de Choque, o Grupo de Operações Penitenciárias e o Corpo de Bombeiros foram acionados e por volta das 7h a situação estava controlada.

As duas rebeliões anteriores ocorreram na segunda-feira, 1, e na última quinta-feira, 4. A primeira delas ocorreu na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, unidade do complexo onde ficam detentos em regime semiaberto. Detentos do PCC tentaram invadir as alas onde ficam os detentos de outras facções ligadas ao CV. Nove presos morreram e 14 ficaram feridos.

A rebelião da última quinta-feira também ocorreu na Colônia Agroindustrial. No episódio, detentos do PCC tentaram novamente invadir alas rivais. Desta vez, o levante foi rapidamente controlado pela polícia e nenhuma morte foi registrada.

As rebeliões desta semana refletem a disputa entre as duas maiores quadrilhas de crime organizado do país, as mesmas responsáveis por desencadear uma série de rebeliões violentas em penitenciárias de Manaus em 2017. Antigas aliadas, as duas facções hoje disputam o controle das rotas de tráfico e a cooptação de novos membros.

De acordo com uma reportagem do site UOL, o estado de Goiás tem uma posição estratégia para a logística do tráfico de entorpecentes. Isso porque ele fica na região central do país e é próximo ao Distrito Federal, onde a presença de um grande contingente de classe média representa um vasto mercado consumidor.

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