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Proclamação da República, o que comemorar?

Como deixamos a coisa chegar a esse ponto?

Proclamação da República, o que comemorar?
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Sinceramente, essas datas têm me deprimido muito, principalmente o dia 7 de setembro. Mas voltemos à nossa república, que está mais para republiqueta do que outra coisa.

Como deixamos a coisa chegar a esse ponto? Algum de vocês já se perguntou isso? Você já fez esse exame de consciência?

Acho que muitos seriam reprovados! E a realidade é essa, estampada nos jornais todos os dias nos últimos anos.
Nada do que possamos nos orgulhar. Muito pelo contrário. Nunca tive tanta vergonha em ser brasileiro quanto agora. Se você é ainda nacionalista, bom pra você. Se você está se perguntando o que então eu ainda faço aqui, diria que é uma ótima pergunta. Mas estou trabalhando para lhe dar a resposta que mais sonho: “Já estou de partida!”. É um sonho. É uma meta. É um trabalho de construção junto à minha esposa, que ainda reluta em ficar no Brasil, mas hoje em dia, longe do Rio de Janeiro, onde ainda moramos.

Evoluímos muito desde 1889 quando foi proclamada a nossa República, mas sinto que estamos no processo inverso e em pleno século XXI.

É nessa República dos dias atuais em que a cada dia um deputado aparece em mais um escândalo, e que sabemos de mais alguns milhões que foram desviados, que matam pessoas comuns nas filas de hospitais, que colocam mais jovens no mundo do crime, que tem a questão da violência sendo algo que tem fugido do controle, principalmente no Rio de Janeiro, que deixou sem sombra de dúvida de ser a Cidade Maravilhosa que um dia foi, que nos apresenta (praticamente) zero possibilidades de uma melhora diante dos possíveis candidatos das próximas eleições presidenciais, que nos dá somente o instinto de sobrevivência que tem sido a nossa sofrida meta de todos os dias: apenas sobreviver mais um dia.

Tínhamos e temos ainda o principal nas mãos: um país com reservas naturais, com um clima propício, um país gigantesco, mas com a doença política entranhada em fase de metástase que corrói todos os partidos, instâncias e poderes. O que faz a missão de termos um país melhor muito difícil de alcançar. Por mais fases da Operação Lava-Jato que estão acontecendo o que vemos é que quanto mais se cava, mais se acha lama, podridão, corrupção, numa teia infinita que parece não ter mais fim.

Fico me perguntando até quando vamos suportar isso? Fico perguntando onde estão as grandes mobilizações nas ruas? Onde estão os movimentos lutando para que alguma coisa mude? Onde estão as pessoas clamando por alguma opção menos pior para as próximas eleições? Será que haverá mesmo, ou vamos ter que novamente votar no A para o B não entrar? Isso é votar com consciência? Sempre me perguntei isso. Sou um pouco contra o pensamento de que alguém vai entrar de qualquer maneira, então melhor que seja o A do que o B! Mas e a sua vontade real? E a sua convicção? E os seus princípios?

Juro que queria assistir a uma eleição em que as urnas dissessem o que realmente as pessoas pensam. As eleições para prefeito aqui do Rio tiveram uma taxa bem alta de votos nulos, em branco e abstenções, o que foi um alerta, mas não o suficiente para barrar a entrada do atual prefeito (que parece que ainda não assumiu o cargo), mas que também para mim não faria a mínima diferença entre o que assumiu e o que ficou em segundo. Ambos seriam um desastre pro Rio na minha (humilde) opinião.

Mas enfim…

Independência ou Morte! (Acho que estamos mortos!)
Salve as baleias! Não jogue lixo no chão! E tenho dito!

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6 Opiniões

  1. Markut disse:

    Este interessante confronto entre Marechal Deodoro e Pedro II nos remete imediatamente ao sábio e atemporal aforismo de Nietzsche:

    O HOMEM É A CORDA ESTICADA SOBRE O ABISMO. DE UM LADO,O ANIMAL,DO OUTRO, UM SER SUBLIMADO.

    Curioso como a História formal que nos é ensinada,estabelece padrões humanos, em determinadas personagens, que permanecem pela vida afora,ganhando monumentos e nomes de rua,pelo visto, muitas vezes imerecidos.

  2. Daniela Villa disse:

    A proclamação da república foi golpe.

  3. carlos alberto martins disse:

    não temos nada a comemorar.somos uma nação falida de ética,moral e patriotismo.em verdade concordo totalmente com as opiniões de Laércio e Marcio.somos uma nação sem rumo.

  4. Rogerio Faria disse:

    O Brasil começou a morrer quando enfiaram aquela cruz na Pindorama em sua primeira missa.

  5. Laércio disse:

    Não deixamos a coisa chegar neste ponto! Infelizmente fizeram uma constituição, em 1988, nada democrática (para ser educado na expressão).

    Na verdade a constituição não permite participação do povo em nada! Ela não nos oferece instrumentos eficazes de reivindicação de direitos em todas as esferas, estamos sempre dependendo de um político e isto é, no meu entendimento, um ato criminal, pois, é uma forma de”estelionato”, ou seja, eu votei e não sou representado…

    A constituição de 1988, no meu entender, foi o início da queda que estamos sofrendo; esta carta magna deve ser revogada com urgência em nome de mantermos nossa soberania, do contrário seremos a “Antártida tropical” (área internacional de exploração)…

    O povo está sendo vítima de várias coisas! Hoje, estudando um pouco, percebo nitidamente que fomos roubados em várias coisas! Sim roubados! Pois roubo tem violência ou grave ameaça para se subtrair algo; no Brasil o povo sofre violência constantemente, não só aquela que se usa arma mas uma outra muito pior… Todas elas visando ficar com aquilo que é nosso! Nosso dinheiro é algo que conquistamos, daí vem uma emenda e pega o que é nosso através de impostos, etc.

    Quando o dinheiro dos impostos não é revertido para o povo algo deixou de ser cumprido, então isto é no mínimo um crime…

    Como disse antes, estou estudando um pouco mas nada que seja material de publicação do governo, empresários ou grandes mídias; estou estudando coisas independentes e percebo que não vivemos em um país mas sim numa espécie de zoológico sem grades e sem visitantes, aonde a força, influência e interesses privados estão acima de Deus.

    Somos enganados sempre, a água tem flúor, isto não é bom!
    Óleos vegetais e outros alimentos tem hormônios femininos demais!
    Suco de frutas separados de fibras são ricos em frutose que nos prejudica.
    Sete bilhões de animais são mortos sob condições de sofrimento intenso para satisfazer nosso paladar, sequer tem o cuidado de ministrar alguma química para atenuar o sofrimento… Daí chegam no final de ano falando em Jesus, caridade, etc…

    Já que não há como mudar a nação estou mudando sozinho e já colhendo excelentes e rápidos resultados.

    Sugiro que vejam menos mídias, que estudem mais aqueles que tem obras independentes, que aproveitem mais os alimentos naturais, façam mais jejum, suplemente mais é coma menos…

    Muito não nos falaram e por conta disso estamos pagando um preço muito alto. Tomem suas atitudes isoladamente mesmo senhores (as), pois a máfia é muito maior que meu conhecimento anterior imaginava!

  6. Marcio disse:

    Cláudio Schamis, o que você expôs no seu artigo “Proclamação da República, o que comemorar?” corresponde perfeitamente à realidade atual brasileira. O Brasil, nos dias presentes, não passa de uma “republiqueta de bananas”.

    Há quem diga a república do brasil já começou na base da “sacanagem”, pois o Marechal Deodoro, na verdade, traiu Dom Pedro II ao proclamar a república, o qual apadrinhou e protegeu o marechal desde que este ingressou no colégio militar aos 13 anos. Ou seja, trocando em miúdos, se não fosse pela bondade de D. Pedro II o marechal Deodoro não teria sido nem um mero guarda de rua, pois era um imigrante lascado saído das Alagoas.

    Vejamos o que expõe o texto abaixo sobre o homem que proclamou a república do brasil:

    Quem vê a estátua eqüestre do Marechal Deodoro nas praças das grandes cidades terá uma impressão de grandeza naquela imponente figura, no entanto se analisarmos o que de fato aconteceu as vésperas do 15 de novembro de 1889, veremos que o ato que a estátua tenta retratar foi movido com total baixeza.

    Procedendo-se a uma análise fria e desapaixonada, chega-se à inesquestionável conclusão de que o maior dos traidores brasileiros não foi Domingos Fernandes Calabar, de Porto Calvo; nem Joaquim Silvério dos Reis, de Vila Rica, mas sim, Manuel Deodoro da Fonseca, de Alagoas, se este juízo tomar por base os princípios mais lídimos da dignidade humana:

    1) — Calabar, — um mestiço brasileiro de sensibilidade à flor da pele — que lutou denodadamente contra os invasores holandeses, ferido nos seus brios de militar valente, quando não mais suportou as ofensas morais da parte dos portugueses que o comandavam, apelidando-o de “moleque atrevido”, além de outros adjetivos desairosos, aderiu ao lado adversário que o tratava com maior respeito, a partir de 1630, acabou sendo preso e enforcado, cinco anos depois, passando à História — escrita pelos lusos — como traidor.

    2) — Silvério dos Reis, — um avarento coronel honorário de milícia e negociante de minérios — grande devedor do fisco colonial, ansioso por ser anistiado dos débitos oficiais, como recompensa anun­ciada pelos representantes da Coroa Portuguesa, traiu a Inconfidência Mineira em 1789, da qual fazia parte, resultando a condenação à morte de Tiradentes.

    3)— Deodoro não pôde externar qualquer motivo — mesmo irrelevante — para trair o Imperador Pedro II, — seu grande benfeitor!

    Sabe-se que Deodoro aos 13 anos de idade, por volta de 1840, ele deixou Alagoas, com um saco às costas, à guisa de bagagem, e partiu para o Rio de Janeiro. Ali chegando maltratado, extenuado, sem pertences, implorou uma entrevista com Sua Majestade, rogando, encarecido, ajuda e proteção do Monarca para remediar a aflitiva situação econô­mica em que se encontrava naquela ocasião.

    No dramático apelo ao Imperador disse o suplicante “que era filho de um Capitão-do-mato sem recursos suficientes para manter a numerosa família, (13 filhos e a mulher, D. Rosa da Fonseca) e que fizera uma penosa viagem de aventura confiando na magnani­midade do grande Soberano…”

    Ouvindo-o atentamente, D. Pedro, bastante comovido diante do apelo do angustiado alagoano, determinou que se prestasse imediata assistência ao desamparado, abrigando-o no próprio palácio imperial e passou a tratá-lo paternalmente.

    D. Pedro II matriculou Deodoro no Colégio Militar, com recomen­dações especiais e ele seguiu, ufanoso,a privilegiada carreira das ar­mas…

    Diariamente, ao sair do palácio para as aulas e à chegada destas, o protegido beijava a mão do protetor, como reconhecimento da aco­lhida paternal que recebia, permanentemente.

    Deodoro galgou todos os postos daquela profissão de elite em meio à qual, com o assentimento e a ajuda do soberano, encaminhou diversos de seus irmãos no mesmo ofício, alguns deles atingindo o coronelato.

    Pois bem, Deodoro, ao alcançar a última patente hierárquica, Marechal, foi nomeado pela suprema autoridade real, Coman­dante Geral das Forças Militares do País, cargo hoje equivalente a Ministro da Defesa.

    E, nessa destacada posição, deixou-se levar à prática de um gesto ignóbil, nunca jamais esperado por qualquer dos seus amigos e admiradores. O Marechal, montou a cavalo e seguiu para o “Campo de Santana”, de onde mandou um major (Frederico Solon) levar uma rude mensagem ao Imperador Pedro II, inteirando-lhe da Proclamação da República Brasileira, consequen­temente, da destituição do trono, determinando, ainda, que o Monarca deixasse o Páis dentro das próximas 24 horas!…

    Era meio-dia de 15 de Novembro de 1889.

    Ao ler a nefanda mensagem que não continha assinatura do reme­tente, Sua Majestade indagou:

    — O Manuel (como chamava ele a Deodoro) já sabe disto?

    — É ele o líder do movimento! Informou o emissário Solon…

    Ninguém poderia calcular a profundidade da dor íntima sentida pelo Monarca àquela hora!

    E foi um deus-nos-acuda no interior do palácio real!…

    Apenas a filha Isabel e o genro, Conde D’eu, mantinham um pouco de calma naqueles momentos aflitivos. Os demais membros da família imperial — esposa, filhas, netos, pajéns e agregados da Corte — irromperam em prantos convulsos, numa crise de angústia irreprimível, ao saberem de quem partira aquele ato cruel, impiedoso, jamais esperado, remotamente, sequer…
    Em seus aposentos o Imperador se achava moralmente arrasado junto à Imperatriz inconsolável; ao tempo que a Princesa Isabel e seu marido providenciavam os preparativos da longa viagem sem retor­no de todos os familiares.

    As horas transcorreram céleres e implacáveis. É noite alta e as carruagens partem da “Quinta da Boa Vista” para o embarque da família real condenada ao exílio perpétuo…

    Muitos se questionam quais os reais motivos que levaram Deodoro praticar a alta traição, uns dizem por questões politicas, outros culpam ter sido preterido pela viúva Adelaide, mas certamente o motivo real foi a conspiração maçônica, todos os ministros de Deodoro eram maçons, inclusive ele próprio era 13º Grão Mestre da Maçonaria na tradicional Loja Maçônica “ROCHA NEGRA”.

    Nos tempos do Império do Brazil, sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal;

    -o Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália;

    – em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;

    – a unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;

    – embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais? E que D, Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai;

    – 800 contos d réis significava 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;

    – uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial? A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano;

    – Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro? Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário);

    – no Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje eqüivale a 5 salários mínimos;

    – o Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após o golpe militar que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.

    Dizem que posteriormente Deodoro se arrependeu dos seus atos ao ler o escrito de Pedro II :

    “INGRATIDÃO”
    (Pedro de Alcântara)

    “Não maldigo o rigor da iníqua sorte Por mais cruel que seja e sem piedade, Arrancando-me o trono e a majestade, Quando a dois passos só estou da morte”.

    “Do jugo das paixões minha alma forte Conhece bem a estulta veleidade Que hoje nos dá plena felicidade E amanhã nem um bem que nos conforte…”

    “Mas a dor que crucia e que maltrata, A dor cruel que o ânimo deplora, Que fere o coração e pronto o mata,”

    “É ver cuspir na mão, à extrema hora, A mesma boca aduladora e ingrata Que tantos beijos nela deu outrora!…”

    Paris, 1889

    Fonte:http://www.guiacnc.com.br/bate-papo-259/quem-foi-o-maior-traidor-na-historia-do-brasil/

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