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Programas sociais representam 37,5% da renda das famílias mais pobres do Brasil

Segundo técnicos do instituto não há aumento da desocupação na população mais pobre, o que há é uma reorganização das fontes de renda

Programas sociais representam 37,5% da renda das famílias mais pobres do Brasil
Como na camada mais pobre quase não há fonte oriundas de aluguéis ou investimentos financeiros esse aumento se deve aos programas sociais (Reprodução / Internet)

O IBGE divulgou nesta quarta-feira, 17, dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) que revelam que nos últimos dez anos, o peso de programas sociais do governo, como o Bolsa Família, cresceu 85% no conjunto de renda das famílias mais pobres do país.

Nessa parcela da população, em que a renda per capita é de até um quarto do salário mínimo, o peso do salário era de 57% em 2013 e as “outras fontes”, que abrangem aluguéis, investimentos e programas sociais, chegaram a 37,5%. Em 2004, “outras fontes” representavam 20,3% do total de rendimento dessas famílias.

Como na camada mais pobres quase não há fonte de renda oriunda de aluguéis ou investimentos financeiros, esse aumento se deve aos programas sociais. Aposentadorias e pensões em  2013 representaram apenas 5,5% nesta faixa da população.

No total da população brasileira, em 2013, o salário representou 77,2% da fonte de renda e “outras fontes” apenas 4,5%. Aposentadorias e pensões representam 18,3% da renda da população total.

O período do cálculo desses números compreende do segundo ano do governo Lula até o terceiro ano do governo Dilma. Neste período, os programas sociais foram aprimorados e estendidos. Segundo a presidência, a faixa da população beneficiada está estável e não deve crescer nos próximos anos. Apesar da dependência  das famílias mais pobres dos programas sociais, o IBGE destaca que  o aumento do peso destes programas na renda não reflete  abandono do emprego.

Segundo técnicos do instituto não há aumento da desocupação na população mais pobre, o que há é uma reorganização das fontes de renda. Os programas  previnem a situação de pobreza e trabalhos degradantes.”A ideia  da proteção social é que o bem-estar da família não seja tão dependente do mercado de trabalho. Mas a renda do trabalho é bem maior e é muito melhor receber um salário do que o benefício”, destaca Barbara Couto, pesquisadora do IBGE.

Fontes:
Estadão - Peso dos programas sociais na renda dos mais pobres cresce 85%

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