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Protesto nas estradas

Protesto de caminhoneiros já atinge 12 estados e afeta produção

Prejuízos ainda não foram estimados, mas as estradas bloqueadas já afetam as exportações de soja e a produção de grandes empresas, como a Fiat e a JBS

Protesto de caminhoneiros já atinge 12 estados e afeta produção
Polícia Rodoviária Federal agiu para dispersar os manifestantes. Governo quer solução rápida (Foto: Reprodução/Folha)

Apesar de a Justiça exigir o fim da manifestação dos caminhoneiros, o problema continua. A adesão da categoria aumenta diariamente e já atinge 12 estados, prejudicando a produção industrial, a distribuição dos alimentos, as exportações e o abastecimento dos combustíveis.

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O protesto começou na última quarta-feira, 18, e, desde então, rodovias foram bloqueadas em 12 estados do país: Pará, Ceará, Mato Grosso, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os manifestantes reivindicam reduções nos preços de pedágios e do combustível, tabelamento dos fretes e mudanças na legislação que flexibilizem a jornada de trabalho, permitindo mais horas trabalhadas por dia para aumentar os salários.

O governo marcou outra rodada de negociações para a próxima quinta-feira, 26. O objetivo é solucionar rapidamente o problema e atenuar o impacto econômico e político que ele traz. No momento, a maior dificuldade do governo é encontrar líderes que respondam por todos os manifestantes.

Paralisação afeta a produção

O bloqueio do acesso ao porto de Santos, o mais movimentado da América Latina, e o de Paranaguá, principal saída da soja produzida no Brasil, prejudicaram as exportações. Dos 900 veículos que eram esperados em Paranaguá, apenas 45 conseguiram chegar ao destino, levando apenas 10% da soja prevista para ser embarcada.

Ainda não foram calculados os prejuízos, mas grandes empresas, como a Fiat e a JBS, precisaram paralisar a produção por conta do protesto. A montadora dispensou mais de 6 mil funcionários por falta de peças na linha de montagem. A JBS suspendeu a produção de nove unidades, que representam mais de 75% da produção de aves e suínos da empresa, por falta de matéria-prima e embalagens.

“Entendemos o pleito dos caminhoneiros, mas acredito que a cadeia leiteira e outras atividades econômicas não podem ser prejudicadas. No caso do leite, há cargas destinadas ao abastecimento da cesta básica, de creches e hospitais. O protesto está causando prejuízo econômico à indústria e produtores e poderá provocar dano ambiental, devido à eventual necessidade de descarte de leite caso o protesto perdure”, advertiu o presidente do Sindicato das Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra.

Fontes:
Folha-Protesto de caminhoneiros já atinge rodovias em 12 Estados do país
Fiat paralisa produção por falta de peças, e JBS suspende atividades

1 Opinião

  1. GENTIL disse:

    A GREVE DOS CAMINHONEIROS É JUSTA, ONDE ÊLES ESTÃO PAGANDO CARO PELO COMBUSTIVEL NAS REGIÕES ONDE ESTÁO OCORRENDO AS PARALIZAÇÕES
    MAS É ESTRANHO E QUE DEVE SER QUESTIONADO É PELO FATO VERÍDICO/COMPROVADO, É A ALTA DIFERENÇA PRATICADO AQUI NA PARAIBA PELO OLEO DIESEL QUE É EXATAMENTE R$ 2.70 (DOIS REAIS E SETENATA CENTAVOS) APÓS O AUMENTO, ENQUANTO NAS REGIÕES ACIMA MENCIONADAS, O VALOR DO OLEO DIESEL É MAIS DE R$ 3.00 (TRÊS REAIS) .
    E AÍ, QUEM ESTÁ PROVOCANDO ESSAS PARALIAÇÕES.???
    CABE AS AUTORIDADES COMPETENTES AVERIGUAR QUEM É QUEM MANOBRA PARALIZAÇÕES E QUE SEJAM PUNIDOS COM TODO RIGOR
    O GOVERNO PRECISA TABELAR PREÇO DE COMBUSTIVEIS COMO OCORRIA A DECADAS ATRÁS.

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