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Adesão menor

Protestos antigoverno reúnem 700 mil em todo o país, segundo polícia

Organizadores afirmam, no entanto, que manifestações reuniram 1,5 milhão de pessoas em 24 estados e no DF

Protestos antigoverno reúnem 700 mil em todo o país, segundo polícia
Ato na Avenida Paulista, em São Paulo (Fonte: Reprodução/Estadão Conteúdo)

Um levantamento feito pela polícia aponta que 700 mil pessoas foram às ruas para protestar contra o governo de Dilma Rousseff e contra a corrupção neste domingo, 12, em 24 estados e no Distrito Federal.

Os organizadores afirmam, no entanto, que os protestos realizados em mais de 200 cidades brasileiras reuniram ao todo 1,5 milhão de pessoas.

Os números de manifestantes foram menores do que nas manifestações do último dia 15 de março, que, segundo a polícia, reuniram 2,4 milhões de pessoas em 252 cidades. Os organizadores dos atos falam em 3 milhões.

Embora a adesão tenha sido menor, as palavras de ordem dos protestos deste domingo foram as mesmas: contra a corrupção, o governo e o PT. Ao contrário dos últimos atos, desta vez todos os principais movimentos pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Há registros também de protestos no exterior, em países como Alemanha, Irlanda e Portugal.

Uma pesquisa Datafolha divulgada neste final de semana revelou que 63% dos brasileiros apoiam a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma.

2 Opiniões

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    O processo do impeachment é assim mesmo: um julgamento popular que remete à consciência de cada cidadão se Dilma tem ou não responsabilidade nos crimes da Petrobras. Neste ponto 63% já se manifestaram favoráveis. O passo seguinte vai ocorrer pela mudança da atmosfera política no Congresso, com as novas denúncias que estão por vir a todo momento. E, quando os parlamentares, por pressão das ruas em todo o país, sentirem que não se reelegerão se não votarem a favor do impeachment, o processo deslancha.

  2. ANTONIO RIBEIRO disse:

    Sem pauta – exigir o Impeachment não o é – , sem unidade – há vários movimentos – sem lideranças autênticas, dentro de mais seis ou oito atos, teremos três ou quatro pessoas nas ruas. Nas Diretas Já tinhamos líderes que em toda democracia são filiados a partidos poíticos. Brizola,, Lula, virgem de mandatos, Montoro, Dr. Ulisses Guimarães, Dr. Tancredo Neves, Dr. Sobral Pinto, etc. No Impeachment do Collor também havia líderes. Mas, como tudo na vida, este movimento frará o governo melhorar a gestão, e provavelmente teremos a volta de Lula em 2018. Ontem, o Datafolha o avaliou bem. Quanto à corrupção, é caso da PF, do MPF e do Judicário. E, estes órgãos estão agindo. Tanto que temos vários dignitários presos, alguns ilegalmente conforme nota recente da OAB/SP. Coisa impensável até alguns anos atrás.

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