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Qualidade da água é considerada péssima ou ruim em 23% de rios em 45 municípios

A situação no Rio de Janeiro piorou neste ano em comparação com o ano anterior. A qualidade foi considerada ruim em mais de 66% dos pontos medidos em 2015

Qualidade da água é considerada péssima ou ruim em 23% de rios em 45 municípios
O levantamento é o maior já feito pela SOS Mata Atlântica (Reprodução/Internet)

A Fundação SOS Mata Atlântica realizou um levantamento, entre março de 2014 e fevereiro de 2015, sobre a qualidade da água no Brasil. O resultado foi de que mais de 23% da água de rios, córregos e lagos têm qualidade considerada péssima ou ruim em seis estados brasileiros e no Distrito Federal.

O levantamento é o maior já feito pela SOS Mata Atlântica. Ela considerou 301 pontos de coleta, distribuídos em 45 municípios, incluindo 25 rios da cidade de São Paulo e 12 da cidade do Rio de Janeiro. A análise também incluiu municípios do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As análises permitem comparação com os indicadores de qualidade da água do ano passado em 186 pontos consolidados. Desses pontos de coleta, em todo o Brasil, 1,7% apresentaram qualidade da água considerada péssima, 21,6% foram avaliados como ruins e 61,8% estão em situação regular. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

De acordo com os dados, a qualidade da água da cidade de São Paulo em relação ao ano passado melhorou. A parcela dos pontos de coleta na capital que apresentou qualidade ruim ou péssima caiu de 74,9%, em 2014, para 44,3% em 2015. Segundo Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, a falta de chuvas na capital paulista é a explicação para a melhora na qualidade de água dos rios e córregos urbanos. De acordo com ela, em condições normais, as chuvas contribuem para melhorar a qualidade de água. Afinal, com o aumento do volume de água dos rios, os poluentes se dispersam. Mas esse fenômeno não ocorre mais nas grades cidades brasileiras, já que os rios acabam recebendo água contaminada. ”A gestão de resíduos sólidos em São Paulo não é boa, por isso, as chuvas torrenciais lavam o solo como lixo, fuligem de disesel e agrotóxicos, trazendo impacto significativo para os mananciais”, explicou.

Ao contrário de São Paulo, a qualidade da água no Rio, que foi analisada em 15 pontos de coleta, piorou. Os pontos com qualidade regular caíram de 60%, em 2014, para 33,3% em 2015. A qualidade foi considerada ruim em mais de 66% dos pontos medidos em 2015, contra 40% em 2014. Nenhum dos pontos analisados apresentou qualidade boa ou ótima. “No Rio de Janeiro, os índices de tratamento da água são muito baixos, em comparação aos de São Paulo. Além disso, a cidade teve temperatura extremamente elevadas no início do ano, favorecendo a proliferação de algas e a queda rápida do indíce de oxigênio nas águas, aumentando o mau odor dos rios”, explicou Malu Ribeiro.

 

Fontes:
Estado de S. Paulo-Qualidade da água é ruim ou péssima em 23% dos rios de 45 cidades

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