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Indicado ao Oscar

‘Que horas ela volta?’: uma novela com consciência social

Filme sobre uma doméstica que cria o filho dos patrões, sacrificando a convivência com sua própria filha, vai representar o Brasil no Oscar de 2016

‘Que horas ela volta?’: uma novela com consciência social
Regina Casé vive a doméstica Val (Foto: Divulgação/YouTube)

A emissora de rádio americana National Public Radio (NPR) comentou o filme “Que horas ela volta?”, candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2016. O crítico de cinema Kevin Turan o classificou como uma novela com consciência social, mas também teceu elogios, principalmente à atuação da protagonista, Regina Casé.

“O filme casualmente mistura elementos dramáticos sobre questões de classes sociais com uma sensibilidade que agrada ao público, e é abençoado por interpretações fortes o suficiente para ganhar um prêmio do júri especial no Festival de Sundance deste ano”, disse.

No filme, Val, vivida por Casé, é uma empregada doméstica que serve uma privilegiada família de São Paulo por mais de uma década. Val tem uma filha jovem, que vive com parentes em outra cidade. De repente, um telefonema. Jéssica, a filha de Val, quer ir a São Paulo para prestar vestibular. Trata-se de uma jovem com opiniões e autoconfiança fortes. Quando ela descobre que a família tem um quarto de hóspedes, decide ficar hospedada lá, para o desespero de Val.

A presença de Jéssica se torna uma influência pesada, causando o lento, mas certo descontrole da dinâmica da casa. “O fato de Jessica agir como quer e não aprovar as barreiras sociais que Val sempre aceitou faz com que as diferenças de classe se tornem óbvias e explícitas”, diz Turan.

Em um elogio à produção brasileira, Turan diz que poder observar os elementos das construções e das diferenças sociais é um presente oferecido pelo filme. “A execução brilhante de Regina Casé como Val é tão realista que os espectadores que não são familiarizados com o seu trabalho podem achar que estão assistindo uma história real. E no melhor dos sentidos, estão”.

Fontes:
NPR - Movie Review: 'The Second Mother'

1 Opinião

  1. Sandra disse:

    O filme tem seu mérito mas é arrastado, graças à mão pesada da diretora.É o tipo do filme que agrada a criticos.A suposta critica social é sutil como um elefante, caricata, os patrões( ricos) são todos preguiçosos, futéis, estúpidos e maconheiros enquanto que os empregados (pobres) são trabalhadores, altruistas e inteligentes.Fora o irrealismo da trama, a chance de uma mocinha vinda de uma escola pública caótica brasileira do nordeste ter sucesso no vestibular na cidade grande é menor do que zero.Nem tanto ao céu nem tanto à terra, poderia dar um pouco de chance ao núcleo dos patrões não é não?Mas aí certamente não ganharia todo o patrocinio do governo federal, os dez primeiros minutos são de agradecimentos ao patrocinio oficial…Em tempo, gostei da Val da Regina Casé…

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