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CASO QUEIROZ

Queiroz pagou R$ 133 mil em espécie em internação

Ex-assessor ficou internado no Hospital Albert Einstein para retirar câncer de cólon. Defesa diz que dinheiro era reserva para quitar negócios imobiliários

Queiroz pagou R$ 133 mil em espécie em internação
Ex-assessor teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça (Foto: Fabrício Queiroz/Facebook)

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o policial militar aposentado Fabrício Queiroz pagou R$ 133,6 mil em dinheiro vivo pela cirurgia que fez para a retirada de um câncer no cólon no Hospital Israelita
Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais renomados do país.

A informação foi divulgada na última sexta-feira, 24, pelo jornal Globo. Queiroz ficou internado no hospital entre 30 de dezembro de 2018 e 8 de janeiro deste ano. Na ocasião, ele pagou R$ 64,5 mil em espécie para a unidade particular de saúde, e mais R$ 69 mil à equipe médica – sendo R$ 9 mil ao oncologista. O hospital também recebeu outros R$ 5,4 mil por cartão de crédito.

Procurado pela reportagem, o advogado de Queiroz, Paulo Klein, confirmou o pagamento e afirmou que seu cliente não cometeu qualquer crime. Segundo ele, o dinheiro estava resguardado para quitar negócios imobiliários. Klein afirmou que a verba estava dentro da capacidade financeira da família de seu cliente, que, somada, tem renda anual de R$ 500 mil. O advogado, no entanto, não respondeu o motivo do pagamento ter sido feito em espécie. O Hospital Israelita Albert Einstein, por sua vez, informou que não comenta pagamentos de seus pacientes.

Queiroz teve o sigilos bancário e fiscal quebrados, com autorização da Justiça, no âmbito da investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) conhecida como Caso Queiroz – que apura a suspeita de transferência de parte dos salários de assessores ao gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), num esquema conhecido como “rachadinha”.

Além de Queiroz, também foi autorizada a quebra dos sigilos de Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e da esposa de Queiroz, Nathalia, Evelyn e Marcia, respectivamente. A Justiça autorizou ainda que sejam checadas as informações bancárias de outros 88 ex-funcionários do gabinete, parentes e empresas ligadas a eles, incluindo uma irmã e a mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, que está foragido e é acusado de ser o chefe do “Escritório do Crime”, organização de milicianos.

A quebra de sigilo foi autorizada após o MPRJ não encontrar qualquer evidência que comprovasse que Queiroz negociava carros – justificativa dada pelo ex-assessor para a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta, detectada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Desde que o caso veio à tona, Flávio Bolsonaro tomou medidas para tentar sufocar a investigação. Primeiro, recorreu à prerrogativa do foro privilegiado para suspender a investigação do caso pelo MPRJ, afirmando que, por ter sido eleito senador, o caso deveria ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, acusou procuradores de abrir seus dados ilegalmente, num esforço para trancar a investigação. No entanto, as tentativas foram sem sucesso e a investigação prosseguiu.

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2 Opiniões

  1. Rogerio Faria disse:

    Vou fazer rolo com carros usados. Já vi que esse negócio dá dinheiro.

  2. LUIZ DAVI DA CRUZ disse:

    Na minha opinião isso é mais do que perseguicão. A quem interessa isso ser divulgado? Em todo o Brasil milhares de pagam os seus terá seus tratamentos mas a Globo não divulga é tbm não divulga quem fica MILIONÁRIO em apenas 8 anos.Mas parece que a Globo agora faz parte da RECEITA FEDERAL. Ela está fiscalizando tudo.Menos quem deveria.

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