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‘Quem manda sou eu’, diz Bolsonaro sobre troca de comando na PF

Presidente comentou a controvérsia envolvendo sua declaração sobre a troca de comando na Superintendência da Polícia Federal do Rio

‘Quem manda sou eu’, diz Bolsonaro sobre troca de comando na PF
Houve divergências entre as declarações do presidente e da PF (Foto: EBC)

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta sexta-feira, 16, a recente troca no comando da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro.

A substituição do atual superintendente da corporação no Rio, Ricardo Saadi, foi anunciada por Bolsonaro na última quinta-feira, 15.

Questionado sobre a troca em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que “dá liberdade para todos os ministros”, mas “quem manda” é ele.

“Quem manda sou eu, vou deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu. Pelo que está pré-acertado lá, será o [superintendente] de Manaus”, disse o presidente, em referência ao superintendente da PF no estado do Amazonas, Alexandre Silva Saraiva.

Na quinta-feira, Bolsonaro afirmou que o atual superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi, será substituído por questões de “gestão e produtividade”.  “Todos os ministérios são passíveis de mudanças. Vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Motivos? Gestão e produtividade”, disse Bolsonaro.

A declaração gerou certo desconforto. Isso porque a escolha de superintendentes é, historicamente, uma atribuição do diretor-geral da PF, sem interferência de ministros ou do próprio presidente da República. A substituição de Saadi já vinha sendo planejada pela corporação. Porém, em seu anúncio, Bolsonaro deu a entender que foi ele o responsável pela decisão da troca. A cúpula da PF descarta que tenha havido ingerência do presidente na escolha.

Ainda na quinta-feira, pouco após a declaração de Bolsonaro, a direção da PF divulgou uma nota, na qual apontou que a substituição do superintendente vinha sendo planejada há alguns meses. Porém, a nota apresenta um motivo diferente para a troca do apresentado por Bolsonaro – que apontou como motivos “gestão e produtividade”.

“A Polícia Federal informa que a troca da autoridade máxima do órgão no estado [do Rio] já estava sendo planejada há alguns meses e o motivo da providência é o desejo manifestado, pelo próprio policial, de vir trabalhar em Brasília, não guardando qualquer relação com o desempenho do atual ocupante do cargo”, diz o comunicado.

Questionado sobre a divergência do motivo nesta sexta-feira, Bolsonaro relativizou sua declaração sobre produtividade. “Ele vai produzir mais aqui [em Brasília]. Eu não falei falta de produtividade. É muito simples: ‘Se separou por amor’, tem dupla interpretação. ‘Num ato impensado, mata o pai o filho amado’. Quem matou quem? É  língua portuguesa, pô”, disse o presidente.

Além disso, na declaração desta sexta-feira, ao citar o superintendente da PF do Amazonas, Alexandre Silva Saraiva, como substituto de Saadi, Bolsonaro divergiu do nome escolhido pelo diretor-geral da PF.

O atual diretor-geral da PF, Mauricio Valeixo, havia escolhido Carlos Henrique Oliveira, que neste ano foi promovido a superintendente de Pernambuco e é pessoa de confiança de Valeixo.

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1 Opinião

  1. DINARTE DA COSTA PASSOS disse:

    Essas frases de Bolsonaro querendo melhorar o que foi estragado, me lembra a velha sentença de morte que foi interpretada como direito de perdão por falta de uma vírgula:

    “PERDOAI NÃO MATAI-O”

    O rei queria dizer PERDOAI NÃO, MATAI-O. Mas esqueceu da vírgula e tudo se modificou na interpretação dos responsáveis pela execução. Colocaram a vírgula depois do verbo perdoar e a vida foi salva por uma vírgula.

    “PERDOAI, NÃO MATAI-O”.

    O BOZO está escapando por uma vírgula, vai que não exista válvula de escape e ele vai acabar perdendo a cabeça na guilhotina!

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