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Eleições 2014

Déficit habitacional deve ganhar destaque na campanha eleitoral

Avanço de ocupações e protestos fará do déficit de moradias uma das principais pautas da agenda eleitoral

Déficit habitacional deve ganhar destaque na campanha eleitoral
Embora não haja propostas concretas, as campanhas presidenciais começam a mostrar preocupação com o tema (Reprodução/O Globo)

O aumento do número de ocupações irregulares e a recorrente onda de protestos em prol de moradias nas principais cidades do país indicam que a questão habitacional deverá ser um dos temas centrais dos debates eleitorais deste ano. O déficit habitacional do Brasil oscila entre 5,2 milhões e 6,9 milhões de unidades, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Fundação João Pinheiro.

Apesar de ainda não terem apresentado propostas concretas, as campanhas presidenciais começam a mostrar preocupação com o tema. Segundo o professor de Filosofia Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Romano, até agora, os movimentos pró-moradia não estão relacionados a nenhum partido político. “Até as eleições, eles podem protagonizar eventos, alguns até violentos, que trarão desgaste grande para os políticos no poder, seja governo federal, estadual ou municipal”.

Desde o último sábado, 3, aproximadamente 1500 famílias de sem-teto estão acampadas em um terreno em Itaquera (Zona Leste de São Paulo). Assim como estas, outras 6 mil ocupam edifícios invadidos no centro da capital paulista. Na semana passada, membros de movimentos habitacionais da Zona Sul de São Paulo depredaram o prédio da Câmara Municipal e entraram em confronto com policiais, na tentativa de pressionar o Legislativo a votar medidas que aumentem áreas destinadas a habitações sociais no Plano Diretor. A cidade apresenta um déficit de 230 mil moradias.

No Rio o déficit é de 396 mil domicílios, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012. Na região o problema foi agravado pela remoção de cerca de seis mil famílias que ocupavam um antigo edifício da companhia Oi, no Engenho Novo. Houve confronto entre policiais e moradores e pelo menos 12 pessoas ficaram feridas.

Recife e Florianópolis também enfrentam sérios problemas relacionados à habitação. A capital pernambucana tem 500 favelas e apresenta um déficit de 302 mil moradias. Já a prefeitura de Florianópolis, Santa Catarina, estima que 14 mil famílias não tenham para onde ir.

 

 

 

Fontes:
O Globo-Déficit de moradias desafia candidatos às eleições de 2014

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