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Desigualdade racial

Racismo no Brasil: um país inteiro em processo de negação

No Brasil, onde 53% da população é negra, muitos agem como se não existisse racismo. É o chamado processo de negação

Racismo no Brasil: um país inteiro em processo de negação
Hoje, 70% dos que vivem em situação de extrema pobreza no país são negros (Reprodução/Internet)

No Brasil, vivem 106 milhões de afrodescendentes, o que corresponde a 53% da população do país. É maior população negra fora do continente africano. Com metade de sua população negra, era de se esperar que o Brasil fosse um exemplo de igualdade entre raças. Mas a realidade não é bem essa.

Dados da Unicef mostram que negros brasileiros de 12 a 18 anos tem três vezes mais chances de serem mortos do que brancos na mesma faixa etária. Um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que os negros correspondem a 68% das vítimas de homicídios no país.

Os negros também têm mais chances de serem mortos por policiais e representam 62% da população carcerária do país. Além disso, são as principais vítimas do infame auto de resistência, usado por policiais como justificativa, muitas vezes equivocadas, para mortes em conflito.

A desigualdade racial no Brasil tem raízes bem claras. O período de escravidão no país durou três séculos, fazendo do Brasil o último do continente americano a abolir a escravidão. Mesmo após a abolição, a situação dos negros não melhorou. Hoje, 70% dos que vivem em situação de extrema pobreza são negros, e é difícil ver algum afrodescendente ocupando cargos de chefia. De todos os ministros da presidente Dilma Rousseff, apenas uma é negra: Nilma Lino Gomes, que comanda a Secretaria de Politicas de Promoção da Igualdade Racial.

Para a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie a questão racial no Brasil ficou bastante clara em sua visita feita ao país, há alguns anos. “O Brasil está em proceso de negação em relação ao racismo. As pessoas agem como se ele não existisse. Eu não pude deixar de notar que raça e classe social são duas coisas diretamente ligadas no país. Eu ia a bons restaurantes e não via uma pessoa negra sequer”, disse a escritora.

A mais antiga ação afirmativa para solucionar a desigualdade racial no Brasil, as cotas raciais em universidades, tem apenas 10 anos e é alvo de constantes críticas. Recentemente, um dos maiores jornais do país publicou um editorial rechaçando a medida. Como Chimamanda diz, o Brasil ainda está em processo de negação.

Fontes:
The New york Times-In Denial Over Racism in Brazil

9 Opiniões

  1. Mauricio Fernandez disse:

    André,
    Meu amigo, não me ofendo não! Apenas lanço um ponto de vista ‘alternativo’ sobre determinadas afirmações. Você sabe, meu amigo, que concordamos em muitas coisas e entendemos muito bem um ao outro. Uma palavra mais áspera não implica em desapreço – é uma exigência das experiências que nos iluminam um pouquinho mais. A complexidade do assunto não nos permite recuar em nossas observações; nem eu e nem você. Portanto o melhor mesmo – até que surjam novos fatos sobre o tema – é cantarolar tua ótima sugestão musical.
    Abraço,

  2. André Luiz D. Queiroz disse:

    Maurício,
    Meu amigo — e eu faço questão de chamá-lo assim, de amigo! — você está se ofendendo por palavras/expressões que não tinham intenção, da minha parte, de ofender ou menosprezar (mas, é claro, quantas e quantas vezes a gente acaba fazendo algo ruim aos outros, sem nunca ter tido a intenção…). Vamos lá, vou tentar me explicar:
    A frase “O resto, é pura demagogia” refere-se às ações adotadas pelo governo como políticas de estado ‘pela promoção da igualdade racial’, bla-bla-bla…, onde incluo as cotas raciais para admissão nas universidades e ingresso no serviço público. Considero essa ações demagógicas, sim, e não retiro minha opinião, porque entendo que tais políticas são hipócritas! São ações que visam muito os holofotes, a propaganda eleitoral, mas que têm pouquíssimo resultado prático em promover igualdade racial (políticos gostam de inaugurar praças, viadutos, etc, porque são obras que aparecem para o eleitorado, mas não dão muita bola para saneamento básico, água e esgoto, que promovem qualidade de vida mas ficam de baixo do solo!…) Por isso minha opinião de que as políticas sociais do governo atual são demagogia pura!

    Na frase “Os negros continuaram sendo a classe dos ‘intocáveis’ na sociedade brasileira, isso é fato” comparo a condição social das populações negras (ou deveria chamar de ‘afrodescendente’? Ora!, branco é branco, negro é negro, e isso significa somente a coloração ‘aproximada’ da pele do indivíduo, nada mais) aos ‘dalits’ da Índia, o chamados ‘intocáveis’ (porque as pessoas das castas superiores evitam até mesmo o contato físico com os dalits, por considerá-los impuros…!). Mas, na verdade, isso se referia ao contesto histórico, no período imediato pós-abolição! Os ex-escravos não se tornaram, da noite para o dia, cidadãos em posição de igualdade social com a população branca. E, mesmo hoje em dia, esse preconceito ainda existe, e se estende não só aos negros, mas a toda a população situada nas camadas sociais mais pobres. Existe sim o preconceito contra o morador de ‘comunidade’, seja ele negro, branco ou mulato (são tachados de ‘favelados’!). Existe o preconceito contra o migrante nordestino, seja ele baiano, cearense, pernambucano, etc (são tachados de ‘paraíba’…). Existe, e muito, preconceito contra o índio!.. Foi essa condição de prejuízo racial que sofrem os pobres — negros, na maioria, nos centros urbanos do país — a que me referi, comparando-os aos ‘intocáveis’ da Índia.

    Meu amigo Mauricio, os filhos de muitos engenheiros negros, médicos negros, professores negros, cientistas negros, devem se orgulhar das conquistas de seus pais e mães, alcançadas com muito estudo (!) e trabalho (!!) e, que, certamente, não dependeram de privilégios nem benesses do governo de então! Talento e esforço não dependem de etnia, cor da pele! Honradez e dignidade, não se herda geneticamente, mas se aprende do exemplo que se tem dos pais! Permita-me citar um exemplo que tenho em casa: eu tenho muito, muito respeito e gratidão por minha sogra, uma pessoa negra, humilde, semianalfabeta, migrante pernambucana que veio para o Rio de Janeiro fugindo da seca, que ficou viúva cedo, quase toda a vida passou privações, mas criou com muita dignidade, valores de família, os três filhos — a filha mais velha (minha esposa), a segunda filha e o filho caçula, que já é falecido. Quando visitei pela primeira vez a casa de minha sogra numa comunidade, o fiz com certo constrangimento… mas fiquei tão impressionado pelos valores de família que encontrei lá, que tive total certeza de estar recebendo uma dádiva divina, uma nova família! :)

    O assunto é realmente, muito complexo, Maurício. Eu acho que se faz muita tempestade em copo d’água por conta dessa linha de ‘politicamente correto’ (a polêmica quanto ao seriado ‘Sexo e as Negas’ é uma delas…), toda essa coisa de pisar em ovos ao usar esse ou aquele termo para falar da questão racial, etc. Mas, muitas vezes, ou a maioria das vezes, o preconceito já existe entre os próprios negros! Quantas mulheres negras não assumem o cabelo crespo (cabelo que não é cabelo ‘ruim’, só é crespo!)? Muitas preferem alisar, fazer chapinha (eu acho feio!). Quantas pessoas negras que, ao conseguirem alguma ascensão social, preferem se relacionar amorosamente com brancos (exemplo óbvio: jogador de futebol famoso circulando com ‘loiras’…!)? E por aí vai, né?

    Como o assunto dá pano pra mangas que não acaba mais, o melhor é fecharmos a discussão cantando:
    Que bloco e esse? Eu quero saber
    E o mundo negro que viemo mostrar pra você (pra você)

    Somo crioulo doido somo bem legal
    Temos cabelo duro somo black power
    Somo crioulo doido somo bem legal
    Temos cabelo duro somo black power

    Branco, se você soubesse o valor que o preto tem
    Tu tomava um banho de piche, branco e, ficava preto também
    E não te ensino a minha malandragem
    Nem tao pouco minha filosofia, porque?
    Quem dá luz a cego é bengala branca em Santa Luzia (ai, ai, Meu Deus!)
    :)

    Abração!!

  3. Mauricio Fernandez disse:

    André,
    “O resto, é pura demagogia” não passa de uma ‘brutal ofensa, insensível e escravagista’ sim. Só quem interpreta segundo o que lhe convém – se confunde.
    Realmente concordamos em muitas coisas mas fica muito difícil vislumbrar soluções (razoáveis que sejam) quando vemos cunhadas afirmações tais como; ” -Os negros continuaram sendo a classe dos ‘intocáveis’ na sociedade brasileira, isso é fato”. Imagine André, os filhos de muitos engenheiros negros, médicos, professores, cientistas e outros, perguntando aos pais por qual razão são considerados ‘intocáveis’? Frases e palavras André, cunhadas a partir de visões e entendimentos ‘vesgos’ medindo a todos com régua rasa tornou-se fator de aprisionamento do negro em categorias abaixo do aceitável – moda atual afirmada por uma mídia tendenciosa que apresentou uma série de tv com o sugestivo e infame título ‘Sexo e as Negas’ – uma das piores visões hipócritas, distorcidas, tendenciosas, criminosas e cruéis até então apresentadas a sociedade brasileira. André, o mais terrível e absurdo é que todos os “movimentos negros” do país protestaram com veemência e sobre isso não escreveu-se ou apresentou-se uma única linha em resposta. Em verdade existe uma classe média razoável (para as condições apresentadas) ‘invisível’ as mídias e um enorme contingente de trabalhadores subalternos mas inferiores aos números cada vez maiores daqueles que são jogados na marginalidade e no crime. Lembre-se André povo com medo é povo dominado. Qual a razão disso tudo André? – A escravidão e para a qual não apresentou-se nenhum reparo! Não advogamos a causa dos negros André, advogamos a causa de todos os brasileiros e nos debruçamos com afinco sobre seus problemas, somos advogados, sociólogos, juízes, assistentes sociais, empresários, políticos, consultores de diversas áreas, desembargadores, mecânicos e pedreiros. Convenhamos André, ‘intocáveis’ é perverso demais. Não considere nada pessoal; são apenas pontos de vista e o assunto muito complexo.
    Abraços,

  4. André Luiz D. Queiroz disse:

    Maurício,
    Agora me lembro, já tivemos discussão acalorada antes, sobre esse mesmo tema. Mas, como daquela vez, acabou que, na verdade, concordamos sobre o ponto principal: somos ambos contra a política de cotas, como você acaba de dizer em seu último comentário! Mas, honestamente, não é o que foi entendido em sua réplica… Quando o amigo replicou que minha afirmação “O resto, é demagogia” não passa de uma ‘brutal ofensa, insensível e escravagista’, o que eu entendi (e, acredito, a maioria) é que você defenderia as políticas de cotas como algo válido e positivo. Seu último comentário é justamente o contrário disso. Aí, a gente se confunde, né?…

    Falar em escravidão é algo que ainda hoje mexe em feridas muito profundas, e nem poderia ser diferente. Em momento algum eu quis negar o fato histórico, a tragédia da exploração de seres humanos como se fossem bestas de carga. Mas é esse fato histórico que condicionou a condição de inferioridade social das pessoas negras até os dias de hoje. Os escravos, uma vez libertos, não tiveram nenhuma acensão social; em termos gerais continuaram como mão de obra ‘barata’, sem qualificação profissional nem estudo formal. Os negros continuaram sendo a classe dos ‘intocáveis’ na sociedade brasileira, isso é fato.

    Mas o que estamos discutindo é a validade das políticas de cotas para o ingresso no ensino superior ou no funcionalismo público como política de promoção da igualdade racial na sociedade brasileira. E, pelo anteriormente argumentado, entendemos que as cotas têm pouca abrangência e pouca/nenhuma eficiência em promover igualdade, isso se não criar imbróglios jurídicos, vez que podem se interpretadas como inconstitucionais, pois violariam os Princípios da Igualdade e o da Impessoalidade…

    Quando usei o termo ‘coitadinhos’, eu não quis criticar os beneficiários das cotas, mas sim o governo e suas políticas míopes, hipócritas (você acha mesmo que esse ‘povo’ realmente se importa, de coração, com as camadas mais pobres da sociedade?…) e demagogas! Sim, demagogia; não há palavra mais ‘suave’; o governo usa política de cotas para angariar popularidade, mas tudo não vai além do interesse eleitoreiro! O governo levanta essa bandeira, e lá vai atrás dele um bando de gente que ‘aceita’ se fazer de coitados, num discurso de ‘luta de classes’, naquela mesma oposição “pobres contra ricos”, “nós contra eles”, que já estamos cansados de ouvir! Pra mim, os partidários do governo que apoiam tais políticas e ideologias são os ‘idiotas úteis’ que o governo manobra para obter a única coisa que realmente lhe interessa: se perpetuar no poder!

    De suas colocações, Maurício, eu gostaria de destacar esta: “Sou a favor do rico cada vez mais rico e do pobre em condições dignas de viver.” Eu depreendo então que o amigo é também, como eu, pelo liberalismo econômico. Ótimo! Então, creio que há também de concordar com minha tese, de que a melhor política de afirmação que o governo (qualquer governo!) pode implantar para a promoção da igualdade racial, de gênero, religiosa, o que for, é educação de base, universal, gratuita e de boa qualidade, para todos (é a terceira vez que destaco essa frase!!). lembremos: “A ignorância é a mãe de todos os males” (François Rabelais)

    Não esgotamos aqui a discussão civilizada de nossos entendimentos e divergências (se ainda existem). Eu penso de um jeito; o amigo pensa de outro. Mas, nos pontos em comum de nossas ideias, acredito que podemos ambos ampliar a compreensão da realidade que nos cerca, e contribuir para um Brasil melhor!
    E isso, certamente, nós dois pensamos! Não é?! :)
    Abraços!

  5. Mauricio Fernandez disse:

    André Luiz D. Queiroz,
    São muitos os que “tem um pé na África” e usam divulgar promocionalmente. Mas, como disse, não passa de mais uma frase de efeito. Também “tenho um pé na África” e nem por isso uso por qualquer tipo de conveniência. Sou contra, repito, qualquer tipo de cotas. Existem cotas em demasia no Brasil. Infelizmente chama atenção somente aquelas destinadas aos negros. A escravidão, como ferida aberta, continua a sangrar até os dias atuais apesar de ter sido abolida. Sob e sobre as mais diversas, cretinas e hipócritas desculpas diversos setores da sociedade brasileira alimentam tais situações. Para você André Luiz D. Queiroz a escravidão com todos seus horrores e brutal desumanidade tem a singular ‘virtude’ de servir de passaporte para a condição de “coitadinhos”. A violência que assola o país por conta dos governos de políticas maniqueístas, equivocadas, grotescas e cruéis açula uma separação de classes (veja-se os grandes contingentes de etíopes entrando no Brasil pelo Acre como ‘ação de governo’) – enquanto você fala em meritocracia (colocando na vala comum, negros, mulheres e pessoas com desvios sexuais). Linguagem própria de políticos sem um mínimo de caráter ou compromisso com a sociedade – como apontaram as pesquisas encomendadas pelo próprio Congresso que os brindou com o penúltimo lugar em credibilidade. O que estarrece na realidade é a crença que o elitismo exacerbado “salva a pátria”. O que poderá “salvar a pátria” é o reconhecimento e o aprendizado com erros passados buscando desinflar egos e fugir das armadilhas políticas dos poderosos. Sou a favor do rico cada vez mais rico e do pobre em condições dignas de viver. Colocações e afirmações distorcidas, ofensivas e rasas de nada ajudam. A condição ideal entre classes não existe em parte alguma do mundo. Uma lástima!
    “Eu penso assim”.
    Abraço,

  6. André Luiz D. Queiroz disse:

    Maurício Fernandez,
    Os negros foram escravizados, os índios foram exterminados, as mulheres são preteridas nas empresas… Sempre haverá esse ou aquele grupo/minoria que será o ‘coitadinho’ da vez. Depois, qual será o grupo que terá direito a cotas para ingresso no ensino público ou no funcionalismo? Os LGBT? Ou então o critério será pela confissão religiosa: cotas para os evangélicos, ou para os umbandistas, ou para os seguidores do santo-daime… Isso nunca vai acabar! Por isso que penso que políticas públicas de privilégios a minorias, por conta das ‘dívidas históricas’, é demagogia pura e simples!

    Insisto! A melhor melhor ‘ação afirmativa’ para solucionar a desigualdade racial no Brasil é investir em educação de base, universal, gratuita, e de boa qualidade, para todos — não importa se negro, branco, índio, homem, mulher, transexual (hoje temos que considerar esse gênero também…!)! Dada a boa base, caberá ao indivíduo correr atrás de seu progresso pessoal, por seus próprios méritos!

    Aliás, o protecionismo governamental falha também em desenvolver nossa indústria (vide a experiência fracassada da reserva de mercado para a Informática, que nos atrasou, ao invés de desenvolver…)
    Eu entendo assim! E olha que tenho “um não, mas os dois pés na África”! 😉 Já li outros comentários de leitores negros que também não concordam com a política de cotas.
    Abraços!

  7. Beraldo Dabés Filho disse:

    O alto índice de criminalidade entre os afrodescendentes reflete tão simplesmente uma reação deles ao racismo dissimulado, vigente não só no Brasil.. À exclusão, respondem com reações violentas, quase sempre delituosas. Os que conseguem uma boa condição sócio-econômica ficam menos expostos. O mesmo se aplica aos pobres, muito pobres ou miseráveis. Pouco ou quase nada além disto.

  8. Mauricio Fernandez disse:

    Dizer que “O resto, é demagogia”, não passa de uma brutal ofensa: insensível e escravagista. Esqueceu-se o Senhor André Luiz D. Queiroz que os pretos, ou negros no Brasil – como queira – foram escravizados brutalmente sendo assim reconhecidos “por alguns travestidos intelectualmente” até os dias atuais. Interesses das mais diversas ordens e incentivados com declarações descabidas afastam as reais possibilidades de um entendimento. Uma lastima!

  9. André Luiz D. Queiroz disse:

    A mais antiga ação afirmativa para solucionar a desigualdade racial no Brasil, as cotas raciais em universidades, tem apenas 10 anos e é alvo de constantes críticas.” — e é bom que haja críticas mesmo! Cotas raciais para ingresso nas ensino superior são, a meu ver, uma solução importada dos EUA que não considera a diferença de contesto entre os países: nos EUA, o ensino superior não é gratuito, e o ingresso nas universidades não é por concurso! As cotas até ajudam alguns estudantes (eu tenho ao menos um amiga que conseguiu ingressar num curso da UERJ graças às cotas…), mas são casos isolados, de pessoas que já têm escolaridade e condição socioeconômica razoável (classe média); no geral, diria que o sistema de cotas não contribui com um nada para melhorar a realidade da classe menos privilegiada, que continua semianalfabeta e relegada à favela…!
    E agora, querem fazer valer o sistema de cotas também para o ingresso no funcionalismo público (já está valendo?…) Pior ainda! É jogar por terra a meritocracia!
    Insisto: a melhor ‘ação afirmativa’ para solucionar a desigualdade racial no Brasil é investir em educação de base, universal, gratuita, e de boa qualidade, para o espectro social mais possível — não importa se negro, branco, índio, homem ou mulher! Isso sim é que, no tempo devido, trará igualdade e dignidade! O resto, é demagogia!
    Eu penso assim!

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