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Desvalorização do real

Real mais fraco faz Argentina temer invasão de produtos brasileiros

Desvalorização do real deixa produtos brasileiros 30% mais baratos na Argentina, o que ameaça o setor industrial do país

Real mais fraco faz Argentina temer invasão de produtos brasileiros
Enxurrada de produtos brasileiros acendeu um alerta na economia argentina (Foto: Flickr)

A desvalorização contínua do real gerou na Argentina a preocupação de uma enxurrada de produtos brasileiros, que, com a moeda mais fraca, este ano ficaram 30% mais baratos no país.

Após tomar posse na última terça-feira, 22, o novo presidente da União Industrial Argentina (UIA), Andrián Kaufmann, expressou preocupação com o risco da crise brasileira respingar na Argentina.

Kaufmann, que também é presidente da empresa argentina de alimentos Ancor, disse que a crise do Brasil e a desvalorização do real afetam tanto o mercado interno quanto o externo do país.

Isso porque a queda no preço dos produtos brasileiros ameaça o setor industrial da Argentina. Já as exportações argentinas são afetadas pela crise econômica do Brasil, que no primeiro semestre deste ano reduziu em 23% as vendas de produtos argentinos para o país, em relação ao mesmo período do ano passado.

“A Argentina é o principal mercado de produtos industriais do Brasil. Ou seja, nos preocupa as duas coisas (as importações e as exportações do Brasil), por isso falamos também da necessidade de proteger a indústria argentina do que pode acontecer de novo”, disse Kaufmann, em referência às medidas protecionistas tomadas adotadas por seu país em 2011, que são alvos de constantes queixas de empresários brasileiros.

Nesta quinta-feira, 24, apesar dos esforços do Banco Central, o dólar continuou a subir, chegando a R$ 4,20, atingindo uma nova alta recorde desde a criação do Plano Real. Investidores atribuem a alta do dólar à crise política no país e ao temor de um novo rebaixamento de nota do Brasil, desta vez  pela agência de classificação de risco Fitch, que esteve em Brasília esta semana em reunião com a equipe econômica para avaliar a situação do Brasil.

Fontes:
The New York Times-Global Companies Joining Climate Change Efforts

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