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GUERRA ENTRE FACÇÕES

Rebelião em presídio de Manaus deixa pelo menos 60 mortos

Rebelião foi causada por briga entre as facções PCC, originária de São Paulo, e Família do Norte, do Amazonas, que é aliada do Comando Vermelho do Rio de Janeiro

Rebelião em presídio de Manaus deixa pelo menos 60 mortos
Houve fuga de detentos durante o conflito, que durou 17 horas (Foto: Reprodução/Youtube)

Uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, iniciada na tarde de domingo, 1, deixou dezenas de mortos e feridos. Até o momento as autoridades não divulgaram números oficiais, mas o juiz Luís Carlos Valois estima que pelo menos 60 pessoas morreram no conflito.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, a rebelião foi causada por uma guerra entre as facções Primeiro Comando da Capital (PCC), originária em São Paulo, e a Família do Norte (FDN), do Amazonas, que é aliada ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

Fontes informaram que houve fuga de detentos durante o conflito, que durou mais de 17 horas. Pelo menos sete pessoas foram mantidas como reféns. O secretário confirmou a morte de seis pessoas, todas elas decapitadas.

Mais cedo, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informou que também foi registrada uma fuga do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Em coletiva de imprensa, a Secretaria disse que 15 detentos foram recapturados, mas ainda não se sabe quantos estão foragidos.

Todo o efetivo policial de Manaus, incluindo policiais militares, forças especiais e policiais civis, foi convocado para uma operação de segurança de emergência na capital amazonense.

Guerra de facções

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, havia alertado em outubro de 2016 para a possibilidade de conflitos dentro e fora dos presídios do país por conta do rompimento entre o PCC e o CV.

O secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, também afirmou na época que “o clima de harmonia que predominava entre as facções dos dois estados acabou”.

Na ocasião, Moraes chegou a defender mudanças na Lei de Execuções Penais. Ele propôs que crimes graves praticados com violência tivessem penas agravadas e delitos sem violência ou grave ameaça tivessem penas mais brandas. A medida tinha como objetivo desafogar o sistema carcerário sem ter que criar mais vagas em presídios.

Fontes:
O Globo-Guerra entre facções deixa dezenas de mortos em presídio de Manaus
El País-Massacre em presídio de Manaus deixa dezenas de mortos

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