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OPERAÇÃO FAKE MONEY

Receita Federal desarticula esquema de fraude tributária

Quadrilha oferecia falsos créditos a empresários supostamente para quitar dívidas tributárias. Estima-se um prejuízo de R$ 5 bilhões à arrecadação

Receita Federal desarticula esquema de fraude tributária
Pelo menos 3 mil empresas foram vítimas do esquema (Foto: Divulgação/Receita Federal)

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A Receita Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 28, a Operação Fake Money, que visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraude tributária acusada de causar um prejuízo à arrecadação estimado em R$ 5 bilhões. A operação foi feita em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

A quadrilha era composta por advogados, empresários, economistas, contadores e contabilistas que convenciam empresários a comprar pretensos créditos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para quitar suas obrigações tributárias.

Os fraudadores apresentavam às vítimas um contrato de cessão de crédito onde era cobrado 70% do total de imposto devido. “Na prática, o que se observa é que os contribuintes, atraídos pela oferta das organizações criminosas, transferem valores relativos aos débitos tributários para os fraudadores, com um pequeno deságio, mediante a falsa quitação dos débitos”, informou a Receita Federal, em comunicado.

As vítimas acreditavam ter obtido vantagem ao adquirir o crédito com desconto de 30%, no entanto, além de perder o valor pago aos fraudadores, a dívida permanecia ativa junto Fisco, órgão responsável pela cobrança e fiscalização dos tributos federais. Pelo menos 3 mil empresas foram vítimas do esquema.

No total, foram cumpridos 17 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão nas cidades de São José do Rio Preto (SP), Ribeirão Preto (SP), São Paulo (SP), Araraquara (SP), Piracicaba (SP), Barueri (SP), Osasco (SP), Descalvado (SP), Itapecerica da Serra (SP), Mirassolândia (SP), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG).

A operação contou a com a participação de 83 servidores da Receita Federal, sendo 74 auditores-fiscais. Segundo a Receita, o nome da operação remete ao termo Fake News e é uma alusão aos falsos créditos negociados.

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