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PARTIDO EM CRISE

Marina Silva diz que Rede perdeu a chance de mudar

Ex-ministra reconhece que a legenda ficou abaixo do esperado nas eleições municipais

Marina Silva diz que Rede perdeu a chance de mudar
Marina foi genérica ao opinar sobre os temas considerados prioridades do Planalto (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

A ex-ministra Marina Silva, que fundou a Rede Sustentabilidade em 2015, disse, em entrevista à Folha de S. Paulo, que seu partido perdeu a “chance de mudar”, por conta disso, “será mudado” diante da crise que acometeu políticos do país. “Tem horas que a gente muda, tem horas que a gente é mudado. Acho que perdemos a chance de mudar e agora vamos ser mudados.”

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Ela ainda não sabe se vai se candidatar à presidência em 2018, porque precisa entender se essa é “a melhor forma de contribuir” para o que chama de “renovação” da política. Marina acredita que as disputas de 2010 e 2014, das quais participou, não serviram para “melhorar a qualidade da política” e das “relações institucionais”. “Depois de ter passado por uma eleição sofrendo a violência que foi feita em 2014 pelo marketing selvagem [referência a ataques da campanha de Dilma Rousseff], será que é possível manter o diálogo, essa ideia de que é preciso compor programaticamente, de que existem pessoas boas em todos os partidos? Me parece que isso não prosperou”.

Marina reconheceu que o desempenho da Rede ficou abaixo do esperado nas eleições municipais. De 154 candidatos a prefeitos lançados, o partido elegeu apenas cinco, nenhum em uma capital. O partido ainda disputa o segundo turno em três cidades. No entanto, Marina acredita que para o que a Rede se propôs, com poucos recursos e tempo de televisão, o partido conseguiu “espaço de renovação política”.

O antropólogo Luiz Eduardo Soares e outros seis intelectuais, que se desfiliaram da Rede alegando “vazio de posicionamento político” e dependência política à figura de Marina, além de aproximação da sigla ao “campo conservador”, escreveram uma carta aberta sobre a situação. Marina, por sua vez, diz que o conteúdo do documento é contraditório. “Se olhar bem o documento, tem uma contradição porque o texto diz que a Rede foi pelo caminho do impeachment se curvando a uma posição minha supostamente autoritária e, em seguida, diz que um dos problemas da Rede e meu é de que a gente não tenha assumido posição.”

Sobre o governo Temer, Marina disse adotar a independência, mas foi genérica ao opinar sobre os temas considerados prioridades do Planalto, como o projeto que cria um teto para os gastos públicos e a reforma da Previdência. “É necessário criar mecanismos [para frear a dívida pública], mas não acho que se deva congelar, como estão propondo, a saúde e a educação. Poderemos estar assinando um cheque em branco e congelando a democracia.”

Fontes:
Folha de S.Paulo-'Perdemos a chance de mudar', diz Marina Silva

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1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    O vazio de ideias e a falta de clareza nas poucas existentes, refletem o baixo nível intelectual, cultural e educacional que atinge a todos nós.

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