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Coluna Esplanada

Renan quer barrar acordo da Câmara sobre desoneração

Presidente do Senado avisou a líderes que pretende colocar em votação só após setembro o projeto de lei que reduz os benefícios de desoneração na folha de pagamento, aprovado na Câmara

Renan quer barrar acordo da Câmara sobre desoneração
Renan Calheiros vai comprar duas brigas (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai comprar duas brigas, uma com a presidente Dilma, e outra com os deputados. Ele avisou a líderes — tem ampla maioria no colégio — que pretende colocar em votação só após setembro o projeto de lei que reduz os benefícios de desoneração na folha de pagamento, aprovado na Câmara. Se assim fizer, a arrecadação de R$ 10 bilhões esperada pelo Planalto para o segundo semestre terá previsão revisada para 2016. Renan também quer barrar os acordos de desonerações mantidas para alguns setores, fechados pelo PMDB, PT e PP.

Texto base

Este é o único ponto de acordo de Renan com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy: o aumento da alíquota para todos os setores sem exceção, como prevê o PL original.

E$perança de Dilma

Caso se concretize a proposta de Renan de votar o texto original do Planalto, o Governo retoma a previsão de ganhar mais R$ 2 bilhões, que perdeu com os acordos da Câmara.

Levy & Renan

Ao saber ontem da ideia de Renan, um deputado do PP passou a entender a expressão ‘Então deixa…’, repetida por Levy para cada desoneração mantida pelos deputados.

Caso Mônica Velloso

Renan acaba de virar réu na Justiça Federal no processo em que é acusado de receber propina da Mendes Junior — aquela suspeita que o derrubou da presidência em 2007.

Bola nas costas

Relator da MP da renegociação da dívida dos clubes de futebol, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) diz que levou bola nas costas. O lobby da CBF atuou forte para descaracterizar o texto na terça, dia da votação. Comandados pelo ex-deputado Walter Feldman (hoje diretor da CBF), líderes do PTB, PP, PT e PMDB reuniram-se em almoço na casa do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) para tramar a mudança.

Dinastias

Uma emenda aglutinativa foi apresentada em separado e venceu. Caiu ponto importante para a democracia nos clubes, diz Leite: O artigo que alterava o peso dos votos de dirigentes nas federações, que hoje reforçam reeleição seguida de antigos dirigentes. Leite previa que atletas e clubes amadores também votassem, para equilíbrio de forças.

Cartão vermelho

Mas houve vitória em ‘campo’ (político). A MP prevê punibilidades para os cartolas, maior transparência nas contas, fiscalização externa e impedimento de reeleição de dirigentes com comprovada gestão temerária. Falta a regulamentação.

Estrelas

Duas figuras são paparicadas atualmente no Congresso, com fotos selfie e autógrafos: o senador presidenciável Aécio Neves e o deputado cantor Sérgio Reis.

Casório

Mais festa em Brasília semana que vem. Meia República é esperada no casamento do senador de Tocantins Ataídes Oliveira.

Cerco aos grandes

A CPI do CARF faz um cerco hoje a executivos da Ford, Mitsubishi e Santander, suspeitos de integrarem máfia que causou prejuízo de R$ 19 bilhões ao Tesouro. O presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), diz que vai falar grosso.

Grito de independência

O PMDB baixa em peso hoje no Rio de Janeiro para jantar com o prefeito Eduardo Paes, e visita obras na cidade. A ideia foi do deputado Danilo Forte (CE) meses atrás, abraçada pelos Picciani. Será o primeiro grito de independência do partido junto ao PT.

Barriga cheia

Um servidor do MP que pedia ontem reajuste de 30% em protesto no Senado foi questionado sobre seu salário. Respondeu que ganhava R$ 4 mil; apertado, citou R$ 9 mil; Mas no site da transparência surge com… R$ 12 mil brutos.

Fronteira desguarnecida

Em Mato Grosso do Sul 100% dos Delegados federais entregaram suas chefias em protesto pelo descaso do Governo com as delegacias da PF nas localidades de fronteira. A lei 12.855 de 2013, que prevê adicionais, vai completar dois anos sem sair do papel.

Prêmio PO

Será entregue hoje à noite, em cerimônia no Kubitschek Plaza, o II Prêmio Paulo Octavio de Jornalismo. Serão distribuídos R$ 22 mil em várias categorias.

Ponto Final

Oitava economia do mundo, o Brasil está tão desdenhado no exterior que o cerimonial errou o Hino do País na chegada da comitiva aos Jogos do Pan no Canadá.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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