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Energia Elétrica

Reservatórios do Nordeste estão abaixo do nível crítico

O nível das represas está em 32,2%, enquanto o limite é de 34%; situação não é muito diferente no Sudeste e Centro-Oeste

Reservatórios do Nordeste estão abaixo do nível crítico
Represas estão abaixo do nível crítico (Reprodução/Internet)

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De acordo com os últimos relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as represas das hidrelétricas do Nordeste fecharam o ano de 2012 com a capacidade abaixo do limite de segurança para abastecimento do mercado. Um mecanismo criado pelo governo federal, após o racionamento de 2001, para alertar e medir o nível dos reservatórios verificou que o nível está em 32,2%, enquanto o limite mínimo é de 34%.

No sistema Sudeste/Centro-Oeste, a situação é parecida, entretanto, as hidrelétricas encerraram o ano com uma reserva média de água de 28,8% – apenas 0,8 ponto porcentual acima da curva de aversão ao risco.

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Apesar da condição preocupante, o ONS recalculou as curvas de aversão ao risco para 2013 e, se chover nos próximos dias na região, os reservatórios devem começar o ano acima do nível de segurança, pelo menos no papel. Mesmo utilizando todas as 68 usinas térmicas existentes no país, elas produzem algo em torno de 10,5 mil MW, ou 22% da produção nacional, para poupar água nos reservatórios. Isso representa uma conta de mais de R$600 milhões por mês que o consumidor brasileiro paga para manter em atividade essas térmicas.

“De qualquer forma, temos de rezar para chover”, afirmou Marcelo Parodi, da comercializadora de energia Compass. Segundo ele, o quadro não é favorável. As chuvas estão abaixo das previsões e o consumo de eletricidade em alta por causa das elevadas temperaturas. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em novembro, o consumo ficou 6,3% acima do verificado em igual período de 2011. Foi a maior taxa registrada no ano. “A ocorrência de temperaturas elevadas impulsionou o consumo dos setores de comércio e serviços e também das residências”, explicou a EPE. Vale destacar que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou abaixo das expectativas – em torno de 1%. Se o crescimento fosse maior, o país teria problemas.

Fontes:
Estadão-Os reservatórios do Nordeste caem abaixo do nível crítico e acendem sinal de alerta

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4 Opiniões

  1. Brazilino Esperanza disse:

    Outro dia postei um comentário sobre este assunto. O problema não é só a falta de chuvas. Um modelo que estabelece níveis de aversão ao risco tão baixos não parece certo. A faixa de 30% é muito baixa considerando-se a capacidade do parque termo-elétrico instalado, o custo do desabastecimento energético, os prejuízos à cadeia produtiva dependente dos lagos das represas, entre outros itens de menor importância. Ainda, temos a variavel da mudança do clima que não está bem entendida. Mais uma razão para aumentar o índice de aversão ao risco. Esse modelo tem de ser revisto e mostrar uma aversão ao risco maior. Não se brinca com a segurança energética de um país, muito menos com um país da dimensão do Brasil. Um dos indícios de que o algoritmo está errado é a frequência com que as barragens têm colocado água pelo vertedouro, nos últimos 10 anos. Temos represas que não conseguem atingir 90% de sua capacidade de armazenamento há mais de uma década. Quando é que teremos gente competente cuidando disto?

  2. André Luiz de Jesus Silva disse:

    Em 2001 criticaram muito, e com razão, o governo FHC pela falta de investimentos na busca por uma maior variabilidade na produção de recursos energéticos, até porque se houvesse novas secas certamente não ficaríamos na iminência de um novo apagão. Passou-se mais de uma década e o que constatamos? Poucas obras foram feitas pelos principais críticos da época no intuito de garantir justamente essa maior presença de variáveis, ou seja, outros mecanismos de produção energética. O PAC e o PAC II foram lançados e no que tange a recursos para construção de estruturas que garantam energia a uma economia tão tímida, percebe-se que muito dinheiro está sendo destinado para… Hidrelétricas. Por que não biomassa? Além de incentivar o fim dos lixões e a implantação da coleta seletiva de modo mais incisivo, garante também (para obras mais complexas) o uso e tratamento diferenciado do próprio esgoto (afinal de contas há muito metano em nossos dejetos!). A energia Eólica te sido apontada como outra fonte interessante e que merecia, no meu entender, mais atenção do que o ousado e complexo projeto de Belo Monte, pois aumentando a estrutura de 50 m. para 100 m. até o Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo se tornaram potenciais centros de produção. Será que com mais investimento em pesquisa descobrimos mais locais? Fica a pergunta.

  3. Rudy Lang disse:

    E pensar que um bando de desordeiros, travestidos de ambientalistas e indígenas, luta contra a construção da usina de Belo Monte.
    Creio que não fosse pelas ações dos governos militares, tão mal falados atualmente, já estaríamos com a vela na mão, pois apenas Itaipu gera mais de 20% da energia consumida no Brasil.

  4. wandereley f.silva disse:

    LULA ELEGEU DILMA EM CIMA DO P.A.C. –
    APESAR DOS CONTRADITÓRIOS DE SEMPRE REAFIRMARAM QUE ACABARIAM DE VEZ COM A SECA NORDESTINA TRANSPONDO AS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO.
    PARTINDO DE UM NORDESTINO NÃO HAVIA PORQUE NÃO ACREDITAR.
    FOI SÓ A DILMA SUBIR A RAMPA PARA O PROJETO IR PRA LATA DE LIXO.
    VOLTAMOS A VER O MESMO QUADRO DOLOROSO DESTA GENTE HONRADA PERDER GADO E LAVOURA NUMA SECA IMPIEDOSA.
    ESTA SERIA UMA FRENTE DE BATALHA PARA O EXÉRCITO BRASILEIRO. TODOS OS CAMINHÕES DISPONÍVEIS DEVERIAM ESTAR EM FILA INTERMINÁVEL RUMO AO NORDESTE A LEVAR ÁGUA E VÍVERES COMO AÇÃO EMERGENCIAL.
    A PETROBRÁS DEVERIA ESTAR PERFURANDO TODO SOLO PROMISSOR,PORQUE DISPÕE DE TECNOLOGIA E RECURSOS PARA TANTO.
    A ALTERNATIVA É O ALTO COMANDO POLÍTICO/MILITAR JOGAR A TOALHA E OFERECER O NORDESTE A ALGUM PAÍS QUE QUEIRA TOMAR CONTA DEFINITIVAMENTE DE UM GRANDE TERRITÓRIO EM POSIÇÃO ESTRATÉGICA NO ATLÂNTICO SUL.,COM ENORME POTENCIAL. TURÍSTICO.E TIRAR AQUELA POBRE GENTE DA MISÉRIA.
    ASA BRANCA SERÁ UMA VAGA LEMBRANÇA E A ALEGRIA DO FREVO REINARÁ PARA SEMPRE

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