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Doação de Sangue

Restrição à doação de sangue por gays é questionada

Obama recomendou o fim da restrição nos EUA. No Brasil, grupos criticam os critérios que proíbem homossexual em relação estável de doar

Restrição à doação de sangue por gays é questionada
Todo sangue doado passa por exames para identificação das hepatites B e C, doença de Chagas, sífilis, HTLV e Aids (Reprodução/Internet)

O presidente americano, Barack Obama recomendou, na semana passada, o fim do veto vitalício para homens gays e bissexuais em relação a doação de sangue. No mês passado, o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que os países do bloco podem impedir que homossexuais sejam doadores de sangue se não houver disponível outras alternativas para impedir a transmissão de doenças, como a Aids. A controversa medida de restringir determinados grupos de doadores também é aplicada no Brasil. Entre eles, estão homens que tiveram relações sexuais com outros homens, pessoas com parceiros ocasionais e quem já tenha usado drogas injetáveis ilícitas.

Apesar de todo sangue doado passar por exames para identificação das hepatites B e C, doença de Chagas, sífilis, HTLV e Aids, durante a chamada janela imunológica, que é o intervalo de tempo que o organismo demora para fabricar anticorpos contra o HIV, a identificação do contágio pode ser prejudicada.

Segundo médicos que defendem a restrição, com a maior incidência do vírus HIV em homens que têm relações sexuais com outros homens (10,5%) do que na população brasileira em geral (0,4%), a proibição é essencial para reduzir os riscos de contágio.

Uma portaria do Ministério da Saúde de junho de 2011 determinou que a orientação sexual não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, mas que são considerados “inaptos temporários” homens que fizeram sexo com outros homens no último ano, pessoas que já foram presas, que tenham feito sexo em troca de dinheiro ou com um ou mais parceiros ocasionais.

Os críticos a essas determinações afirmam que as regras impostas aos doadores aumentam o preconceito sobre grupos já marginalizados e criticam o fato de outros critérios, como o uso de camisinha e a realização de exames periódios, não serem levados em conta.  “Se um gay tem um parceiro estável, por que não pode doar?”, questiona Welton Trindade, diretor do grupo LGBT Estruturação.

“A portaria adota a ideia de que não deve haver discriminação, mas não interfere na raiz do que faz com que ela exista. Um heterossexual que tenha parceiros ocasionais se equipara a um homem homossexual, mas um homem homossexual que tenha parceiro estável continua sendo descartado”, afirmou o antropólogo e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luiz Henrique Passador.

Fontes:
O Globo-Pedido de Obama para eliminar restrição à doação de sangue por gays reforça debate no Brasil

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    A praga conhecida com CORREÇÃO POLÍTICA, originada no pensamento de Karl Marx, ainda vai destruir o que de mais caro a civilização ocidental construiu no últimos 150 anos.
    Esta praga (CP) destruirá inclusive as pesquisas científicas que já permitiram, atualmente, uma longa sobrevida aos aidéticos. CP é um esforço, no sentido de destruir valores, que parece não ter fim. Quando nos acordarmos deste pesadelo, quem garante que já não será tarde demais?
    CP é como ovo da serpente nazista que chocou durante mais de 15 anos até produzir a segunda guerra mundial.

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