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Era Vargas

Revolução de 30: uma hipótese politicamente incorreta

A revolução de 30 travou o progresso e a liderança de São Paulo, o único estado brasileiro que se industrializava

Revolução de 30: uma hipótese politicamente incorreta
Getúlio Vargas, com outros líderes da Revolução de 1930, em Itararé, SP (Foto: Wikipédia)

Não é razoável interpretar como inovadora uma revolução de estados de economia agrária contra o único estado brasileiro que se industrializava. A revolução de 30 travou o progresso e a liderança do principal estado brasileiro, São Paulo.

As leis do trabalho de Getúlio foram implantadas apenas no Brasil Urbano, em uma época em que a maioria da produção e da população ativa era rural. A indústria estava no seu nascedouro, em São Paulo. Nos países da Europa leis equivalentes foram implantadas quando a atividade industrial era muito mais consolidada.

Foi criado, por Getúlio Vargas, em 1945, dois partidos, sempre coligados nas eleições: o PTB, dos trabalhadores urbanos, e o PSD, dos fazendeiros. É única no mundo esta associação, contra os industriais e a classe media urbana. Getúlio e seus homens eram da aristocracia rural – Osvaldo Aranha, Flores da Cunha, Afrânio e Virgílio de Mello Franco, Antonio Carlos de Andrada etc. A revolução de 1930 foi conservadora enquanto durou e mais autoritária do que a velha república. Getúlio Vargas era um seguidor de Borges de Medeiros, que foi governador do Rio Grande do Sul por trinta anos e seguidor de Julio de Castilhos, um autoritário positivista.

A revolução começou assim: São Paulo rompe sua tradicional associação política com Minas quando começa a se industrializar e ficar mais rico. Minas reage e se associa ao Rio Grande do Sul, que além de conservador nunca tinha governado o Brasil, mas sempre quis. “Vamos amarrar nossos pingos no obelisco”, diziam. O obelisco é o da Avenida Rio Branco.

São Paulo estava planejando um grande salto. Em 1929 já havia contratado Le Corbusier para projetar a nova capital em Goiás!

 

 

2 Opiniões

  1. Vasco Antonio Duval disse:

    IN VINO SEMPRE TIVEMOS VERITAS. ISTO É MILENAR.
    NÃO FOSSE O CRAQUE DE 1929, QUE DESESTABILIZOU TODA A ECONOMIA MUNDIAL, ALEM DO ASSASSINATO DE JOÃO PESSOA, NÃO TERÍAMOS TANTA MOBILIZAÇÃO CONTRA O FLUMINENSE DE MACAÉ, O PRESIDENTE WASHINGTON LUIS.
    GETÚLIO, MATREIRAMENTE, SOUBE MUITO BEM SE APROVEITAR DAS CIRCUNSTÂNCIAS.

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Acho muito esquisito que Opinião & Notícia publique artigo de alguém que se identifica como Invino Veritas e diga tantos nonsenses em poucos parágrafos.

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