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CRISE DE SEGURANÇA

RN registra 94 homicídios desde o início da greve da polícia

Agentes das Forças Armadas são destacados para conter violência no estado iniciada após greve nas polícias Civil e Militar

RN registra 94 homicídios desde o início da greve da polícia
Agentes entraram em greve em protesto contra salários atrasados e falta de estrutura (Foto: EBC)

O primeiro dia de 2018 foi de uma excepcional calmaria em Natal, uma das cidades do Rio Grande do Norte afetadas pela onda de violência gerada após a paralisação das polícias Civil e Militar, iniciada em 18 de dezembro. Até o momento, já foram registrados 94 homicídios no estado.

Na última segunda-feira, 1, a chegada de 2.800 agentes das Forças Armadas trouxe calmaria às ruas do centro e regiões turísticas da capital potiguar, segundo uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo. No entanto, o clima aparentemente pacífico não dissipou o temor da população, que critica o fato dos agentes se concentrarem em áreas ricas ou frequentadas por turistas.

Agentes das polícias Civil e Militar iniciaram a greve por conta de três meses de salários atrasados e por não terem recebido o 13º, já que o governo do estado do Rio Grande do Norte não pagou o benefício a nenhum servidor público. Além disso, os agentes criticam a falta de estrutura para trabalhar.

Por conta da escalada de violência, algumas cidades do estado, como Parnamirim, cancelaram as comemorações de fim de ano. Natal manteve os eventos previstos, mas com segurança reforçada.

Segundo o Observatório da Violência Letal Intencional, que contabiliza as mortes violentas no estado, desde o início da paralisação a média de homicídios no Rio Grande do Norte subiu de 4,83 por dia para 7,67.

No dia 24 de dezembro, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) considerou ilegal a paralisação e ordenou aos agentes a retomada imediata das atividades. Porém, os agentes decidiram seguir com o movimento.

No último domingo, 31, o desembargador Cláudio Santos, do TJ-RN, determinou aos responsáveis pelas polícias Militar, Civil e pelo Corpo de Bombeiros a prisão de agentes que, segundo sua decisão, “promovam, incentivem, estimulem, concitem ou colaborarem, por qualquer meio de comunicação, para a continuação da greve no sistema de segurança pública do RN, pelo cometimento de crime de insubordinação, motim (PM) ou desobediência”.

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2 Opiniões

  1. Filipe Ribeiro disse:

    Mais uma palhaçada num país de governantes palhaços,traficantes,criminosos e charlatães. É a falencia total da Democracia no Brasil ,país que,diria Aristóteles,precisa de outro sistema de governo que esteja do lado são do eixo(do lado do povo), a saber a Monarquia ou a autocracia Militar. Querem mais quantos anos de palhaçada até perceberem o que é obvio?

  2. Ewerton disse:

    Complicou, o desembargador diz pra prender os policiais, por que ele mesmo não doa seu salario pra pagar o dos policiais, será que ele também trabalharia sem receber? É brincadeira a hipocrisia desse Brasil que está de ladeira abaixo.

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